segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Novo site/blog

É tempo de mudar... de novo!

A Quadrinhópole está se tornando editora e, com isso, surgiu a necessidade de um novo site. Resolvi então mudar para o wordpress e migrei todas as postagens daqui para lá.
Obrigado a todos que nos acompanharam nesses anos todos que fiz postagens aqui no blogspot. O endereço do novo site é o seguinte:

www.quadrinhopole.com

Nos vemos lá! Grande abraço a todos!!!



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Aproveitando todo o potencial do Xbox RGH

### ATENÇÃO, ESSE BLOG FOI DESATIVADO. PARA VISUALIZAR ESTE POST NO NOVO BLOG CLIQUE NO LINK ABAIXO ###

http://quadrinhopole.wordpress.com/2013/02/18/aproveitando-todo-o-potencial-do-xbox-rgh/

O título desse post deveria ser "Como obter 4 gerações de console em apenas um". O Xbox tem um potencial incrível de entretenimento, mas mais incrível ainda é que a Microsoft o deixe bloqueado para certas funcionalidades. Acho que eles ganhariam muito mais dinheiro permitindo que os usuários aproveitassem ao máximo aquilo pelo qual eles pagaram do que continuar nessa briga eterna com os pirateadores. Mas é graças a eles que existe o Reset Glitch Hack, ou simplesmente RGH. Com ele, é possível elevar o Xbox a um novo nível de entretenimento de jogos (fora o que pode ser feito com vídeos, músicas, etc., que não vou entrar no mérito).
Algumas lojas já estão trabalhando com essa opção de desbloqueio, que envolve colocar um chip na placa mãe que emitirá um pulso elétrico, gerando uma "falha" que permitirá ao Xbox ler uma dashbord alternativa, chamada de Freestyle Dash (FSD). Nela é que será possível fazer coisas incríveis, como por exemplo, ler os jogos diretamente de qualquer HD externo. Não vou entrar nos detalhes técnicos desse desbloqueio, mas quem tiver interesse acha fácil tutoriais pela net.
Antes de falar sobre o potencial do Xbox com RGH instalado, vamos aos "materiais" necessários:

- Xbox 360 com desbloqueio RGH (óbvio);
- Um HD Externo de qualquer marca com a Freestyle instalada e configurada (aconselha-se acima de 500 GB de espaço);
- Um HD externo para Xbox oficial da Microsoft (pode ser o tamanho mínimo, servirá para colocar os DLCs e será necessário para rodar jogos de Xbox 1);

 E aqui alguns programas úteis, que você facilmente encontrará para baixar em vários sites:

- Xbox Iso Extract: serve para converter a ISO do jogo no formado GOD (Games on Demand);
- Yaris: serve para desbloquear DLCs e passar jogos XBLA de demo para full;
- Genesis Plus 360: emulador de Mega Drive;
- Z26x: emulador de Atari;
- Arquivo "Compatibility" para rodar jogos do Xbox clássico;

Bem, vamos começar de trás para frente, ou seja, da última geração para a mais antiga.

1. Jogos Xbox 360 e XBLA:
Para rodar os jogos do Xbox na Freestyle, você deverá colocá-los em um HD Externo. O primeiro passo é baixar o arquivo de imagem do jogo (.iso) no seu PC, que você acha nos sites de downloads e torrents da vida. Uma vez de posse da .iso, o próximo passo será extraí-la, usando o programada Xbox Iso Extract. É de fácil uso, bastando apenas selecionar a pasta de origem e a pasta de destino. Dependendo do jogo pode demorar um pouco, mas vale a pena, pois diminuirá consideravelmente o tamanho: de 7gb por exemplo, tem jogo que fica com 4, às vezes até 2gb. Em seguida, é só copiar a pasta do jogo para seu HD Externo.
Crie uma pasta "Jogos" ou "Games" na raiz do seu HD. Depois vá na Freestyle, em configurações, "Manage Game Paths". Basta colocar o caminho da pasta no seu HD que irá reconhecer. Pronto, basta ir no menu "Xbox 360" e aproveitar. Às vezes ocorre do nome do jogo ficar estranho, mas basta renomeá-lo. Jogos com mais de um DVD aparecerão repetidos. Por exemplo, Max Payne 3 tem 2 DVDs, logo aparecerá duas vezes. Também é possível conectar-se à internet e ir na opção "refresh artwork" para baixar as capas dos jogos. A última versão da FSD vem com opção de visualização de capas em 3d.
O mesmo vale para jogos XBLA - Xbox Live Arcade. São aqueles joguinhos que a Microsoft vende pela Live, como Sonic 4, I am Alive, etc. Também há vários jogos antigos que foram convertidos para XBLA, como Doom, Duke Nukem, Marvel vs. Capcom e por aí vai. Quando você baixar os jogos, geralmente eles vêm com um código na pasta ao invés do nome do jogo. Todos os jogos XBLA começam com "584..." alguma coisa. Crie uma pasta na raiz do HD chamada "XBLA" e jogue essa pasta "584..." dentro de XBLA.
Novamente, vá em "Manage Game Paths" para que a Freestyle possa achar os jogos, que aparecerão no menu "Xbox Live Arcade". Existem packs de jogos para baixar via torrent que trazem mais de 400 jogos para se divertir. A maioria já vem desbloqueado, mas se você baixar por exemplo uma "compilation", como era o caso de Limbo / Xplosion Man / Trials HD, eles geralmente vêm como demo. Aí basta usar o programa Yaris para converter para full antes de copiar para o HD.

 2. DLC´s
DLC significa "Downloadable Content". São conteúdos extras dos jogos que as companhias disponibilizam, sejam pagos ou gratuitos. Personagens extras em jogos de luta, ou missões extras em jogos de ação e aventura, por exemplo. Novamente, você pode baixar através de sites ou torrent. Depois, desbloqueio-os pelo Yaris. Há a opção de desbloquear por outro programa, o XM360, mas esse você tem que instalar no próprio Xbox.
Feito isso, pode copiar pra uma pasta temporária no HD, mas esse não vai ficar no HD. Teremos que copiar os DLC´s para a pasta do jogo no próprio Xbox. Assim como XBLA, os DLCs vêm em pastas com códigos. Essa pasta deve ser copiada para a pasta Content/000000000000 que fica no HDD1 do xbox. Você pode fazer isso via File Manager. Depois, é interessante que, conectado à internet, você vá nas opções do jogo e em "Manage Updates", já que alguns títulos precisam de atualizações (Title Updates - TU) para rodar as DLCs. Aí é só entrar no jogo e se divertir.

 3. Xbox 1
Sempre bom lembrar que o Xbox clássico tinha muitos dos jogos que rodavam em PC, ou equivalentes no PS2, então é como rodar os jogos da década passada/retrasada também. O processo é basicamente o mesmo que o do Xbox 360: baixar o jogo, extrair a iso (alguns já vem até extraídos), jogar no HD e "patchear". Porém, a Microsoft, que não é boba nem nada, exige que se tenha seu HD Externo oficial acoplado ao Xbox para que os jogos clássicos funcionem. Tendo o HD, basta jogar o arquivo "Compatibility" hackeado no HDDX.
Os jogos de Xbox 1 aparecerão no menu "Xbox Classic", mas nem todos são compatíveis. Há uma lista dos jogos que rodam na wikipedia, então é bom dar uma conferida nessa lista antes de sair baixando:

4. Emuladores da Segunda Geração (Mega Drive, Snes, etc...):
Há uma ampla gama de emuladores que você pode baixar para se divertir. As ROM´s são as mesmas que rodam em qualquer plataforma. Então, se você é fã de Mega Drive, por exemplo, basta baixar o Genesis Plus (que é o emulador de Mega para Xbox), jogar numa pasta "Emuladores" do seu HD Externo e "patchear". Os emuladores aparecem no menu "Homebrew". Você pode jogar as ROMs nessa mesma pasta e se divertir. Esse emulador de Mega, no entanto, ainda não consegui fazer funcionar os 6 botões ou jogar em 2 players.

 5. Emulador de Atari:
O z26x é, na verdade, um emulador para Xbox Clássico. Então, quando você jogar ele no seu hd externo (junto com as roms, obviamente), ele aparecerá no menu "Xbox Classic", como se fosse um jogo qualquer. Ao entrar nele, você será direcionado a um menu onde poderá selecionar as roms. Fácil, fácil.
Há ainda a opção de baixar a "Atari Anthology", também para o Xbox 1, mas eu não acho que valha muito a pena, pois nela existem "só" 82 jogos e neles ainda nem estão inclusos clássicos como River Raid, Enduro, Frostbite, Keystone Crapers, Freeway, X-Man, entre outros.

Em suma, o Xbox 360 permite que você tenha pelo menos quatro gerações de console dentro dele:
- Atari;
- Mega Drive / Snes / etc.;
- Xbox 1;
- Xbox 360 / XBLA;

Dá um certo trabalhinho se inteirar em como as coisas funcionam, daí o motivo desse tutorial. Mas não é nada desesperador. Espero que tenham curtido. Boa diversão!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Mini-resenhas dos filmes mais recentes

2013 começou muito bem, de forma que saíram vários filmes interessantes de se ver no cinema. Teve semana que cheguei a ir umas três vezes no cinema para ver filmes diferentes, então vou falar rapidamente das impressões que tive de cada um, alguns ainda do final de 2012:

- O Hobbit - Uma Viagem Inesperada: adaptação do livro que já começou de forma excelente. Peter Jackson é foda.
- O Homem da Máfia (Killing them Softly): esperava algo um pouco diferente desse filme, que por vezes tem um quê de comédia, mas na verdade é uma crítica à crise econômica dos EUA disfarçada de filme de gângsters. Mas é muito bom e o elenco é foda... ver Brad Pitt e James Gandolfini na mesma cena já valeu o ingresso.
- A Viagem (Cloud Atlas): superou minhas expectativas. O começo é bem confuso, mas depois você pega o jeito e pra mim, foi um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. São os Irmãos Wachowski mandando bem de novo.
- Jack Reacher: filminho legal, bem estilo ação anos 80. Pra ver sem compromisso. Confesso que esperava algo mais, mas não chega a ser ruim e dá pra ver que Tom Cruise se diverte no papel.
- Sete Psicopatas (Seven Psycopaths): excelente. É tipo um "pulp fiction" mais pro lado comédia, com um elenco fodaço. Também um dos melhores filmes que vi nos últimos anos, vale muito a pena, especialmente pra quem adora filmes de bandidos como eu.
- O Último Desafio (The Last Stand): Schwarzenegger voltando à ativa como nos velhos tempos. O filme é previsível do começo ao fim, tem cenas forças até dizer chega, mas é aquele tipo de filme pra desligar o cérebro e ver o Schwarzie mandando bala em todo mundo. Divertido.
- Caça aos Gângsters (Gangster Squad): Foda. Foda. Foda. Foda. Não lembro de ter visto um filme de gângster tão bom - pela ótica dos mocinhos - desde Os Intocáveis. História foda, violência e atuações excelentes. Sean Penn como o gângster Mikey Cohen está perfeito, você tem raiva do cara. E a luta final é muito bacana. Outro filmaço.
- Django Livre (Django Unchained): Tarantino é Tarantino. Não sou lá muito fã de westerns, mas esse eu tinha que ver. E não me arrependi. Gostei até do Leonardo Di Caprio, de quem tenho asco desde Titanic. Mas a história é muito boa e é sempre bom ver a sanguinolência tarantinesca na telona.
- Detona Ralph: confesso que não tinha dado muita bola pra esse filme, apesar de ser fãzaço de jogos desde que me conheço por gente. Mas te digo, uma das melhores animações que já saíram e com certeza até quem não curte games vai gostar. É uma daquelas historinhas toscas de desenhos infantis, mas que te cativam pela forma como é executada e pelo carisma das personagens. Impossível não simpatizar com o vilão Ralph e sua parceira pirralha. Piadas muito bem executadas e referências intermináveis aos jogos que marcaram época. Obrigatório ver no cinema, seja com a parceira, com a família, com os amigos ou até mesmo sozinho!

Por enquanto é isso, mas ainda tem muito filme bom por vir! 2013 promete!


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Liga Extraordinária: Volume 3



Bem, vamos recapitular. No primeiro volume, temos a formação da Liga Extraordinária e o confronto da mesma com o Prof. Moriarty, plot que inclusive deu origem àquele odioso filme. Depois, temos o confronto da liga com os marcianos de "A Guerra dos Mundos", o que acabou por fragmentar toda a liga. O volume três foi dividido em 3: Século 1910, Século 1969 e Século 2009.
Acho o primeiro volume muito bom. Vemos a formação da liga, tem várias ideias legais, a trama é muito boa e você consegue acompanhar as referências literárias razoavelmente bem. O segundo ainda é legal, mas acho que dá uma caída. E os personagens mais legais acabam morrendo, então...
Agora, esse terceiro volume eu não gostei de nada. Dá a impressão de que o Moore quis colocar referência a tudo que ele já leu na vida e aí fica uma infinidade de coisas chatas que você não sabe de onde veio. O primeiro capítulo não acontece praticamente nada a história toda. É basicamente a história da nova liga - formada pelo rejuvenescido Allan, Mina, o andrógeno Orlando, o sensitivo Carnacki e o ladrão Raffles - investigando o plano de um místico chamado Haddo de criar o anticristo e com isso, dar origem ao fim dos tempos. Trama essa que se arrasta por um século.
Para começar, as novas adições à liga não adicionam em nada, exatamente. E a própria liga não faz nada além de ficar dialogando sem parar. Em paralelo, temos a trama da filha do Cap. Nemo, que não acrescenta nada à história. Enfim, são 86 páginas para apresentar a trama em que nada acontece.
Em 1969, é mais do que óbvio que Moore colocaria vastas referências a sexo, drogas e rock'n roll. E novamente, pouco acontece. Dessa vez, Allan, Mina e Orlando voltam a investigar o plano de Haddo e algumas revelações são feitas - como é que ele consegue sobreviver ao tempo, por exemplo - e ao passo que Allan e Orlando procuram impedir um certo ritual, Mina enfrenta Haddo no plano astral. Sem entregar muito o jogo, acaba que as coisas dão errado e Mina vai acabar parando num hospício. Uma vez mais, a liga se separa.
E só viria a se reunir novamente em 2009, quando a entidade chamada Próspero alerta Orlando que o fim se aproxima. Orlando parte então ao resgate de Mina, mas Allan, que voltou à vida de vício, se recusa a participar da nova empreitada. Esse é o capítulo menos chato dos três, mas confesso que de toda a história, a única coisa de que gostei foi o final. Sem estragar a surpresa, mas surge um personagem muito bacana para enfrentar o Anticristo no ápice da batalha.
Mas de maneira geral, é uma história arrastada que meio que não vai pra lugar nenhum. Tenho certeza de que os fãs do Moore dirão que é genial, que blablabla, mas sério, não é. E ainda temos ao final de cada volume um conto das aventuras de Mina e outros personagens na Lua, que também não acrescentam nada com nada.
O pior é que, lendo a cronologia de eventos, tinha muitas coisas legais que poderiam ser contadas, como o confronto da Liga com outras Ligas de outros países, como a alemã e a francesa, mas isso não passa de uma mera citação.
Não me levem a mal, sou fã do Alan Moore como qualquer outro leitor de quadrinhos que se preze. Adoro Do Inferno, Watchmen e tantas outras coisas que o cara fez que são fodas demais. Mas eu acho que nesse terceiro volume de LXG ele vacilou.
Mas até os gênios têm direito de errar, eu suponho...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O Fim do (Quarto) Mundo

Bem, em 2012, ao menos um mundo acabou: O Quarto Mundo, coletivo de quadrinistas independentes do qual ajudei a fundar e fiz parte durante 5 anos.
Cara, 5 anos. Parece que foi ontem o FIQ 2007 quando reunimos uma galera de quadrinistas dos mais diversos estados e fizemos algo que foi a sensação do momento. Algo que sozinhos, não teríamos conseguido: pegamos um ESTANDE só pra gente. Hoje isso não parece grande coisa. Mas acredite, foi. E modéstia à parte, nosso estande foi um dos mais movimentados de todo o evento.
Mas a verdade é que o QM começou muito antes disso. As iniciativas se movimentaram quando eu e o André Caliman - na época lançando a Quadrinhópole # 1 - encontramos o Cadu Simões - na época lançando a Garagem Hermética 1 - do lado de fora da Fest Comix 2006. Daí pra frente, todo evento de quadrinhos era um tal de artistas independentes chegando pra vender seu material e a gente juntava forças pra vender tudo junto.
O movimento estava crescendo e de repente pareceu uma boa ideia se conseguíssemos reunir TODOS os quadrinistas independentes do país. Cada um poderia ajudar como pudesse, trocaríamos edições ou teríamos pessoas responsáveis em cada cidade pra fazer uma distribuição. Poderíamos ter alguém responsável só pela divulgação das nossas revistas. E claro, continuaríamos nos ajudando mutuamente nos eventos. Não parecia uma boa ideia?
Pois é, mas o fato é que a realidade nunca é como a gente espera na teoria. E mesmo assim, o grupo durou bastante. Participou de uma infinidade de eventos, ganhou prêmios e ajudou a projetar artistas que hoje são reconhecidos nacionalmente. No fim, o saldo com certeza foi positivo.
Mas o foda é que o trabalho sempre acaba ficando nas mãos de poucos e chega uma hora que os "poucos" fiquem de saco cheio. E tenham também seus projetos pessoais para cuidar. Nada mais natural. Na matéria feita pelo Paulo Ramos no blog dos quadrinhos, a situação toda fica bem evidente.
Mas o clima não é de tristeza e sim de alegria. Alegria por tudo que o Quarto Mundo construiu, todas as amizades que fora forjadas e às parcerias que continuarão, independente da existência de um coletivo. Poderia ter sido mais? Poderia. Mas fomos até onde deu. E tudo isso foi motivo para comemorar. Por isso,  deixo vocês com algumas fotos da festa, cortesia do Impulso HQ!








quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Assassin's Creed III

O que falar de um dos jogos mais aguardados do ano? Um jogo que prometia batalhas épicas na revolução americana. Que prometia encerrar a história de Desmond Miles em grande estilo. Sendo bem seco e direto: decepção.
É com muito pesar que digo isso, pois durante os cinco jogos da franquia para o xbox, me tornei fã da série, como vocês podem ver aqui. E é uma franquia foda. Os fatos históricos, as sequências de ação, a própria história de Desmond, tudo é muito bem construído. Para não falar nos gráficos, que só melhoraram a cada capítulo.
Mas este último, em especial, não convenceu. Você começa controlando o pai de Connor, nosso protagonista, o que fica claro logo nos primeiros minutos de jogo. Esse início é bem chato e não fica muito claro o objetivo do mesmo. Acho que foi só pra mostrar como a linhagem de Desmond foi parar nos Estados Unidos. A emoção fica por conta do final da sequência (spoiler a seguir), quando é reveleado que o personagem é, diferente do que acreditávamos, um Templário e não um Assassino. Como foi que isso aconteceu - ou seja, como alguém que pertencia a uma linhagem de assassinos virou a casaca - não fica claro em nenhum momento do jogo.
Mas ocorre que este homem se apaixona por uma indígena, o que dá origem ao assassino que mais tarde receberá o nome de Connor. Mas até aí vem uma looonga sequência dele ainda como criança e adolescente, que não leva muito a lugar algum. É importante para entender a trama e as motivações da personagem, mas sério, poderia ser resumido em algumas cinematics e pronto.
Ou seja, o jogo demora para engrenar e mesmo quando engrena, são poucas as sequências realmente empolgantes. Havia muito mais no II, no Brotherhood e até no Revelations. Mas dessa vez você parece que fica fazendo as mesmas missões que não levam muito a algum lugar. Sua participação nas batalhas da libertação da América são mínimas, o que é decepcionante, já que pelos trailers, esperava-se que você fosse tomar uma parte mais ativa na ação.
As grandes novidades se resumem a duas: a movimentação em cenários naturais, como árvores, penhascos, etc. - seja em meio à neve ou em estações mais quentes - e as batalhas de navios, que são BEM legais. Os confrontos com os inimigos também são interessantes, com Connor fazendo uso de sua machadinha, mas de resto, é uma ou outra sequência que lhe empolga. 
Para se ter uma ideia, não tem nenhum confronto no mesmo nível que o de César, no final de Brotherhood. Não há nenhum confronto épico com os inimigos nesse mesmo nível. Eles são, no geral, ou muito fáceis, ou muito chatos, como é o caso da sequência final, em que você tem que perseguir o vilão da história, Charles Lee, de quem estava atrás o jogo inteiro. E quando o alcança, o confronto se da em cinematic, ou seja, você só assiste e não faz mais nada. Tipo... "what the fuck, man?". 
Seria muito mais interessante se o vilão principal fosse o pai de Connor e se houvesse um confronto épico com ele no meio da batalha em 4 de Julho. Mas o jogo passa bem longe disso.
E a decepção maior fica ainda por conta de Desmond, que pra ser sincero, é o que mais me interessava. Achei legal que você até encontra um personagem chamado Daniel Cross - apresentado na hq "Assassin's Creed - A Queda", publicada essa ano pela Panini - um templário que fora infiltrado nos Assassinos e que acaba encontrando seu destino final nesse jogo.
Mas quando finalmente Desmond descobre como abrir a porta que precisava para encontrar o que quer que fosse para impedir a explosão do Sol... bem, basta dizer que o resultado não é nada do que você espera. Nada de grandes maquinações, nada de confrontos históricos, só mais falação e falação sem fim. Pra resumir a história - com mais um pouco de spoilers - ele se sacrifica para salvar o mundo.
Tá, mas e aí? Toda essa preparação para tornar Desmond um assassino só pra ele morrer no final? Sem confronto final com os Templários? Só isso e pronto? Tipo, de novo..."what the fuck, man?". 
Eu sei lá, talvez eu me empolgue um pouco mais com o jogo depois de jogar as missões secundárias e explorar um pouco mais a história, mas por enquanto, digo que fiquei bastante decepcionado. Brotherhood ainda é o melhor.
E sabe, acho uma puta viagem esse negócio de deuses, artefatos do Eden e tudo mais. Isso nem deveria existir na história, deveriam focar no confronto de Assassinos x Templários. No fim das contas, é isso que interessa. Pura e simplesmente.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Spider Jerusalem mode on

Nesse fim de semana fui almoçar num destes templos do mundo moderno, onde famílias quase felizes se entopem com qualquer coisa que venha de uma franquia de logos coloridas e bebem câncer líquido (vulgo coca-cola zero).
Ocorre que sempre esqueço de acessar a nota mental que fiz: "Não vá almoçar no shopping perto do horário de almoço". Só lembro quando já estou lá, uma vez mais vendo mesas lotadas e gente idiota como eu com a bandeja na mão procurando por um lugar para sentar, mas com medo de pedir ao estranho que tem 4 assentos livres em sua mesa que compartilhe um deles.
Mas o que me deixa REALMENTE PUTO é o comportamento de certas pessoas que acabaram sua saudável refeição diária: simplesmente saem da mesa e deixam suas bandejas para trás, como se elas fossem flutuar sozinhas até a lixeira mais próxima.
É claro que esse tipo de filha da puta nem te olha na cara, pois sabe que terá de encarar um olhar de reprovação. PUTA QUE O PARIU, o cara está vendo que tem um monte de gente procurando lugar pra sentar, custa pegar a PORRA da bandeja para liberar espaço pros outros? Mas não, a dondoca está acostumada a ser servida por todos os lados, tem os funcionários do shopping pra isso, afinal não é para esse tipo de coisa que são pagos?
Se esse é seu pensamento, deixa eu te dar a letra: NÃO VAI cair a sua mão se você pegar sua bandeijinha e levar até a lixeira. Assim, a próxima pessoa que for usar sua mesa não precisa se preocupar em limpar o SEU lixo. Não custa nada e você ainda faz uma simples ação que ajuda outra pessoa. Não é legal?
Ah, talvez agora seja o momento em que você diz "mas eu não encontrei minha mesa limpa, eu tive que limpar também". E aí eu te digo: dê o exemplo. Ou você vai contribuir pra que a bola de neve fique cada vez maior?
Tá louco, tem dias que dá vontade de pegar uma metralhadora e descarregar em tudo que você vê pela frente. Se vocês me amassem, se matariam hoje.

Spider Jerusalem mode off.

p.s. - talvez eu deva parar de ler Transmetropolitan...
 
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