terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Projetos em andamento...

Final de ano chegando... acho que é uma boa hora para falar dos meus projetos em andamento, e do que esperar para 2009, 2010... e até 2012, dependendo de alguns desenhistas.... heh, heh, heh.
Vou começar falando das tirinhas que estou produzindo em parceria com o Will, grande amigão do Quarto Mundo, e criador do Sideralman. Quem já viu os informativos do nosso grupo de quadrinistas, deve se lembrar do "Garoto em Quadrinhos" e de suas tiras, "Colecionadores de Quadrinhos e seus Hábitos Psicóticos Compulsivos". Quem não viu, deleite-se:




























Há mais algumas dezenas de roteiros insanos como este... de repente um dia a gente junta tudo e faz um álbum.
Outro projeto promissor é um álbum de fantasia que estou produzindo em parceria com o Ângelo Ron, desenhista da "Nova Hélade", do Cadu Simões. Vou dar uma palinha pra vocês...



















Bacana, né? Não vou falar muito para não estragar as surpresas, mas essa história promete... heh, heh. Só está faltando um colorista pra esse projeto, alguém se habilita?
A próxima é o álbum do personagem que vocês já conhecem da Quadrinhópole, o Undeadman. Esse álbum vai narrar todas as suas aventuras na Idade Média e está sendo produzido por vários desenhistas paralelamente. E acreditem, não são poucas as histórias desse álbum!




















Essa é uma página de Marcos Roberto, um dos desenhistas que está no projeto. Vocês devem se lembrar dele da história "Poço", de Abs Moraes, que saiu no blog do Quarto Mundo e também na Quadrinhópole # 7. O cara manda muito bem, né? Tem mais alguma coisa na página oficial do Undeadman, lá no site da Quadrinhópole, não deixem de ver!
E não, não vou falar desse personagem que o Jason encontra nessa página, pois será um dos seus principais vilões durante a vida toda. E como ele é imortal, já imaginam que a vida dele será beeeeeemm longa, né?
A seguir, vamos dar um pulo no Velho Oeste. Outro álbum, e esse estou fazendo em parceria com o Bira Dantas, que dispensa apresentações!






















O Bira é o Bira, né? Heheheheheh.
Além desses, tem também uma série de 30 capítulos de 6 páginas cada, que seria desenhada pelo Laudo, mas aquele viado só me enrola. É num Brasil de 2020... tudo que eu posso dizer por enquanto.
E também há algumas histórias curtas e um álbum de gângsters em parceria com um velho conhecido de vocês, nosso amigo André Caliman... logo mais falaremos mais disso, aqui ou no blog dele (tem o link aí do lado, porra).
Vamos ver se sai pelo menos um desses ano que vem! Torçam aí, galera.
Abraços e bom final de ano a todos!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

James Bond: A Saga Completa




















Na época do lançamento do último filme do agente secreto britânico, "Quantum of Solance", foi lançado o box com todos os 21 filmes anteriores - todos duplos. Trata-se da "Ultimate Collection", remasterizada, restaurada, e re-não-sei-mais-o-quê. O sonho de consumo era comprar aquela MALETA do 007, mas como o box estava pela metade do preço da maleta, não deu para desperdiçar a oportunidade de acrescentar esses preciosos itens na minha coleção. E te digo, pequeno gafanhoto, valeu cada centavo.

Os Filmes

A MGM fez um trabalho impecável restaurando os filmes mais antigos. A cor e o som estão impecáveis e isso, por si só, já vale todo o box. Mas cada filme vem com uma enxurrada de extras que dá pra você ficar uma vida inteira assistindo.

1. 007 Contra o Satânico Dr. No (Dr. No)

Ainda é estranho, para a nossa geração, ver o Sean Connery novão. Mas vendo o filme a gente perebe porque o cara se consagrou como o definitivo James Bond. Não é à toa que o galã é considerado o melhor 007 de todos. Embora a história não seja lá grandes coisas, o personagem já se estabelece desde o início com seu charme e todos os demais trejeitos que tornaram a franquia a mais rentáevel da história do cinema. O vilão serve mais para estabelecer os parâmetros dos próximos filmes que, exceto em Goldfinger, giram todos em torno da SPECTRE e de seu misterioso líder, que mais tarde se revelaria como o maligno Blofeld. O citado Dr. No quer destruir o plano espacial dos EUA.
Os extras deste incluem um documentário falando sobre a restauração dos filmes, outro falando sobre as glamourosas estréias nos cinemas, as armas de James Bond, além do básico: making of do filme, imagens, trailers, etc...


2. Moscou contra 007 (From Russia with Love)

Aqui ficamos sabendo mais sobre a SPECTRE e pela primeira vez o Q aparece. Desta vez, britânicos e russos são manipulados pelos terroristas, que querem pôr as mãos no decodificador Lekter. O filme é muito bom, e já apresenta as características básicas de todos os demais filmes, como a sequência de abertura, os equipamentos e o clássico Aston Martin DB5.
Nos extras, o destaque fica para as entrevistas com Ian Fleming, o criador do 007.

3. 007 contra Goldfinger (Goldfinger)


Tido por muitos como o melhor da série, e fácil entender porquê. A trama é diferente, o vilão é diferente, e a cena do laser prestes a cortar o agente no meio virou referência para dezenas de outros filmes e/ou sátiras do gênero. Os Simpsons que o diga. Aqui, Goldfinger, um fanático por ouro, que destruir o Fort Knox e, com isso, arruinar a economia mundial.


Nos extras, temos uma entrevista com Sean Connery nos bastidores, testes de vídeo, tour com Aston Martin e mais um monte de coisas;

4. 007 contra a Chantagem Atômica (Thunderball)


A SPECTRE volta a atacar, mas o grande vilão ainda permanece em mistério. Eles roubam duas bombas atômicas e pedem resgate por elas, daí o título do filme.


Os extras vêm recheados, e o making of revela que, na cena em que Sean Connery está preso na piscina com os tubarões, eles passaram por um vão da parede de vidro que deveria ter mantido os animais separados o ator. Consequentemente, Sean ficou cara a cara com os predadores marinhos!!! Felizmente, tudo correu bem.

5. Com 007 só se Vive Duas Vezes (You Only Live Twice)


Agora a SPECTRE sequestra satélites estadunidenses e soviéticos, afim de fazer as duas nações entrarem em guerra. Bond forja sua morte para investigar o caso em paz e finalmente chega no cabeça da organização. O destaque do filme fica sendo o covil do vilão, que ficava dentro de um vulcão. O set era gigantesco e serve até hoje de referência para outros Bond movies.


Nos extras, destaque para o documentário que fala só sobre os títulos de abertura dos filmes.


6. 007 a Serviço Secreto de sua Majestade (On Her Majesty's Secret Service)


Possivelmente o pior da série, principalmente porque George Lazemby não conseguiu cativar o público e se mostrar à altura de Connery. A trama também não é das melhores. Blofeld volta e agora quer iniciar uma guerra biológica. O ponto alto do filme é justamente seu final, que mostra o casamento de Bond e o subsequente assassinato de sua esposa.


Nos extras, entrevistas com o ator e o Laboratório Q são os destaques.

7. Os Diamantes são Eternos (Diamonds are Forever)


Embora este tenha sido o sétimo filme, penso que faz mais sentido situarmos a história cronologicamente logo depois do quinto. Uma, porque Sean Connery volta ao papel. E outra, porque o vilão, Blofeld, quando volta a aparecer em "Somente para seus Olhos", está com o pescoço quebrado, o que ocorreu no sexto filme. Aqui, ele está com a saúde perfeita e trocando de rostos para fugir de Bond, que segue seu rastro a todo custo e agora têm de impedir o plano dele para construir um laser poderosíssimo.
Esse também vêm com uma porrada de extras interessantes. Podemos citar a entrevista com Sean Connery, onde ele confirma que este seria seu último filme de Bond (embora ele acabasse voltando em "Nunca mais outra vez", fora da franquia oficial), sequências de ação, algumas multi-ângulo, cenas excluídas e uma biografia de Cubby Broccoli, o homem que deu vida à franquia 007 no cinema.

8. Viva e Deixe Morrer (Live and Let Die)


Estréia de Roger Moore como 007, o recordista, com 7 filmes na franquia. A SPECTRE é deixada de lado, mesmo porque já não rendia mais boas histórias, e a trama gira em torno do tráfico de drogas.


Bem, os filmes de James Bond sempre foram conhecidos por suas manobras mirabolantes. Ao ver os extras, entretanto, você passa a respeitar os caras, porque tudo o que você vê na tela ACONTECEU DE VERDADE. Não com os atores, claro, mas com profissionais trinados para executar as manobras. Os filmes do Moore deram um novo fôlego a essas manobras e aqui aparece a mais clássica delas, o salto sobre crocodilos para escapar de ser devorado. E, como não poderia deixar de ser, ISSO TAMBÉM ACONTECEU DE VERDADE.
Quem saltou foi o dono dos crocodilos, Kananga, que foi homenageado ao emprestar seu nome ao vilão do filme. O cara é maluco. Ele saltou 5 vezes sobre seus "bichinhos" até conseguir a tomada perfeita. Em uma das tentativas, o último crocodilo da fila já o esperava com a boca aberta... dá um arrepio só de olhar.
Outa coisa interessante é que Roger Moore já tinha interpretado o agente num especial de 64, que é mostrado na íntegra aqui. O ator também é o que mais dá entrevistas, neste e nos outros filmes em que atuou.


9. 007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro (The Man with the Golden Gun)


Outro dos melhores filmes da série, já que aqui Bond encontra uma espécie de "nêmesis", um assassino tão bom quanto ele, que pretende matá-lo. A caçada se dá com novas manobras fantásticas, ficando o destaque para o salto em espiral com um carro, evidentemente feito por um piloto especialista.
Fato curioso é que o ator que interpreta o vilão era primo de Ian Fleming. Destaque também para um documentário sobre os dublês de James Bond.

10. O Espião que me Amava (The Spy who Loved Me)


Clássico da sessão da tarde, o filme fez enorme sucesso nos cinemas. Talvez devido à Lotus que dirigia embaixo d'água, ou do vilão extravagante que tinha uma fortaleza submarina, ou ainda por causa de Jaws, o clássico capanga com os dentes de ferro, que voltou a aparecer no filme seguinte.
Nos extras, o destaque fica sendo o design dos sets de Bond.


11. 007 Contra o Foguete da Morte (MoonRaker)


As extravagâncias chegam ao ápice aqui, e Bond acaba indo pro espaço, literalmente. A trama é similar ao do filme anterior, o vilão quer dizimar a raça humana e iniciar uma nova civilicação. Ao invés de submarina, entretanto, agora seria numa estação espacial.
Nos extras, destaque para o documentário sobre efeitos especiais.

12. Somente para Seus Olhos (For Your Eyes Only)


Depois das "viagens" dos filmes anteriores, os produtores acharam que era hora de trazer Bond de volta à "realidade". Por isso a trama deste é mais realista, o agente tem de ir atrás do ATAC, um sistema que controla submarinos nucleares e acaba de ser roubado. Interessante que a premissa não agradou a maioria dos fãs... talvez por ter sido fora de época, já que Cassino Royale também traz uma premissa realista e fez enorme sucesso.
Um dos destaques fica sendo a sequência de abertura, que mostra Bond visitando o túmulo de sua esposa e logo em seguida tento seu derradeiro confronto com Blofeld.
Os extras trazem cenas excluídas e outras coisas interessantes.


13. 007 contra Octopussy (Octopussy)

Como o foco realista não fez muito sucesso, voltam as peripécies que deram personalidade à franquia, e o filme já começa com a famosa sequência do jatinho projetado pelo Q. Aqui a trama gira novamente em torno da União Soviética, na qual um general alia-se a contrabandistas de jóias num plano para aumentar o poderio de sua nação. A curiosidade aqui é a Bond Girl, Octopussy, que foi a única a participar de dois filmes. Seu primeiro foi o Homem com a Pistola de Ouro, e aqui ela interpreta outro papel e está ainda mais bela.
Mais um filme recheado de extras dos bastidores.


14. 007 na Mira dos Assassinos (A View to a Kill)

Em sua última interpretação como Bond, Roger Moore enfrenta um maníaco que pretende destruir o Vale do Silício e controlar todo o mercado de microchips. Um bom filme de despedida... Moore já vinha comentando que achava estar muito velho para o papel, e preferiu sair "enquanto ainda eram amigos", segundo suas próprias palavras.
Nos extras, destaque para o documentário sobre o som de Bond.

15. 007 Marcado para a Morte (The Living Daylights)

Timothy Dalton já havia sido quotado antes para interpretar o agente 007, mas só agora conseguira o papel. Se por um lado ele tem a sorte de Roger Moore já ter feito o trabalho de desvincular a imagem de Sean Connery de James Bond, por outro ele dá azar por conta dos filmes já não trazerem grandes idéias para tramas. Ainda assim, Dalton, que era fã de Bond, consegue surpreender e fazer uma boa atuação, enfrentando uma conspiração de tráfico de armas e ópio.
Cenas Excluídas, o documentário "Feliz Aniversário, 007" e outra enxurrada de coisas preenchem os extras.

16. Permissão para Matar (License to Kill)

Dalton reprisa seu papel naquele que é considerado o filme mais violento da série. Desta vez Bond vai atrás de um traficante que matou a esposa de seu amigo, Felix Leiter, da CIA, e deixou ele gravemente ferido. Leiter apareceu também em vários outros filmes da série, sendo aqui seu último papel. Embora a vingança seja premissa frequentemente usada em filmes de ação, não tinha sido contemplada desta forma ainda nos filmes de Bond. Ao menos, não de forma tão pessoal.
Mais extras recheados de coisas sobre os bastidores.


17. 007 contra Goldeneye (Goldeneye)

Aqui os extras decepcionam um pouco por não entrarem em detalhes sobre o porquê de um hiato tão grande entre um filme e outro, embora a gente saiba que a franquia enfrentava problemas judiciais. Pierce Brosman, que também já havia sido sondado anteriormente, assume e pele de Bond e a franquia entra numa nova fase, tentando atualizar as histórias para a nossa época. Como consequência, os aparatos acabam atingindo o patarm mais "viajante" de toda a franquia, para não falar nas manobras mirabolantes. Não obstante, os filmes de Brosman estão entre os melhores da série.
Em sua estréia, resquícios da Guerra Fria servem de base para a trama, cujo vilão é um ex-agente britânico, que pretende controlar o satélite Goldeneye, equipado com uma poderosa arma que gera um PEM.


18. O Amanhã nunca Morre (Tomorrow Never Dies)

Brosman agradou e volta a interpretar Bond contra um magnata da imprensa que planeja orquestrar uma guerra entre China e Inglaterra.
Nos extras, sequências excluídas e com ângulos expandidos, documentário sobre acessórios e mais um monte coisa.


19. O Mundo não é o Bastante (The World is not Enough)

Aqui Bond enfrenta um terrorista que planeja atacar uma herdeira de um império do Petróleo. Talvez o melhor de Brosman, se não o melhor... embora o último também seja bom. E a frase que dá nome ao título é o lema da família Bond, que já havia aparecido em "A Serviço Secreto de sua Majestade".
Mais um DVD recheado de extras, e entre eles se destacam os Segredos de 007 e Tributo a Desmond Llewelyn, o adorável "Q", que apareceu na maioria dos filmes.


20. Um Novo Dia para Morrer (Die Another Day)

No vigésimo filme da série, a grande sacada é identificar as referências aos clássicos. A trama também não deixa a desejar, temos um Bond prisioneiro logo no começo do filme, e que acaba sendo perseguido pelo MI-5 enquanto procura pelo vilão.
Não tem tantos extras quanto os demais, mas a película fecha com chave de ouro a "primeira parte" da franquia, por assim dizer.


21. Cassino Royale

Depois de uma briga que extendeu-se por anos para conseguirem os direitos do primeiro filme de Bond, os produtores finalmente tiveram luz verde para filmá-lo, e aproveitaram para dar um "restart" na franquia. Já que essa é, oficialmente, a primeira aventura de Bond como um agente "00", parecia a oportunidade ideal de mostrar o início da carreira do agente secreto, mas isso carecia de um novo Bond. Particularmente, a esoclha de Craig não me agradou, como a muitos outros... e continua não me agradando até hoje. Nada contra o ator, adorei o trabalho do cara em "Estrada para Perdição" e outros filmes, mas acho que seria melhor terem pego um cara mais novo e desconhecido.
A trama é interessante... um banqueiro que financia o terrorismo se dá mal quando Bond impede um atentado, e organiza um jogo de pôquer para tentar recuperar seu dinheiro. O agente segue seu rastro para descobrir qual é a organização da qual faz parte e acaba acontecendo reviravolta em cima de reviravolta. Mas o que me irrita é o jeito de Craig, sempre com a mesma cara.
O filme tem sucesso em fazer o "restart" da franquia com maestria, atualizando-o para nossa época e dispensando uma explicação sobre como é que Bond atua nos dias atuais sem nunca envelhecer (estratégia que poderia ser adotada por certas editoras, mas deixemos isso pra lá). Mas ao mesmo tempo é feito para a geração "massa, véio", ou seja... atire primeiro, pergunte depois e não esqueça de usar frases de efeito. Ok, o filme é bom... mas não é mais um filme de 007.
Nos extras, destaque por conta do documentário "Bond Girls são eternas" e legal saber que a capotagem do Aston Martin foi um recorde mundial.


22. Quantum of Solance

Bem, já vou aproveitar e dar minha opinião sobre o novo filme, continuação direta de Cassino Royale, que ainda está nos cinemas. Continua a idéia de agradar a geração "massa, véio". Tudo bem que muito disso se justifica por ser o início da carreira de Bond, ele era mais imprudente, mas pô... o cara simplesmente sai matando todo mundo que vê pela frente. É cena de ação em cima de cena de ação, muitas vezes sem nenhuma justificativa. Sei lá, posso estar sendo rabugento, mas achei esse o pior de toda a franquia. Só não perde pro George Lazemby. E uma historinha fraquinha... se tinha por objetivo amarrar as pontas soltas, achei que só deixou mais pontas em aberto. Não falam nada sobre a tal da Quantum, que parece ser uma atualização da SPECTRE, e o ponto alto do filme e a referência a Goldfinger.
Vamos ver se no próximo teremos de volta o bom e velho James Bond.

Tempo de mudar...

Pessoal, vocês devem ter notado que o site anda parado, por dois motivos...

1. Eu tô sem tempo de manter as atualizações constantes.

2. Não tem muito mais conteúdo que ficar colocando lá.

Então, resolvi inverter as coisas e passar a atualizar mais o blog. Vou começar a postar opiniões minhas aqui sobre quadrinhos, filmes, games, etc... a quem interessar possa. E, claro, sempre que tiver alguma novidade sobre a Quadrinhópole (alguma atualização no site, algum evento novo para falar, ou porventura, alguma nova edição, etc.) evidentemente que será noticiado aqui.

Bem, espero que curtam essa nova fase do blog e acompanhem as atualizações... vou tentar mantê-las constantes!

Abraços, obrigado a todos os amigos pelo apoio nesses 2 anos de jornada, e bom final de ano pra todo mundo!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Feira de Artes e Literatura - Ibaiti/PR - 05 a 08 de Novembro de 2008

A FALE (Feira de Artes e Literatura) foi um evento organizado pelo Núcleo Regional de Educação na cidade de Ibaiti, norte do Paraná. Como a cidade é vizinha de Japira, onde nasceu o chargista Paixão (sim, aquele que faz as charges para a Gazeta do Povo), o pessoal de lá convidou-o para participar do evento e este, gentilmente, indicou mais uma galera relacionada à área de quadrinhos. Dentre estes, estavam eu, o André Caliman e o Plínio Filho, os três cavaleiros do apocalipse de Curitiba.

















Bem, embora o evento tenha começado na quarta à noite, dia 5, nós saímos daqui apenas na quinta pela manhã. Pegamos um pouco de chuva na estrada, mas chegamos inteiros e logo encontramos a Gisele, que era quem estava coordenando a coisa toda. Almoçamos e deixamos as coisas no hotel. Não demoramos a descobrir que a cidade já era avançada, possuía nada mais, nada menos que QUATRO sinaleiros, todos novinhos em folha!

O mais irônico desses sinaleiros (faróis ou semáforos, pra quem é de outros estados) é que eles tinham um contador, em segundos, indicando quanto tempo eles permaneciam fechados e abertos. Baita agonia ficar olhando aquele negócio!

Bem, logo o André foi dar sua Oficina de Desenho, enquanto eu e o Plínio montamos a tradicional banca de quadrinhos independentes no Ginásio de Esportes, ao lado da praça aonde estava sendo realizado o evento. Este primeiro dia teve algumas poucas vendas e muita chuva. Mas tudo é festa quando estamos num evento novo numa cidade nova, então, depois do café, demos uma parada num bar e ficamos lá até se aproximar a hora do jantar.

Voltamos ao hotel, sendo que desta vez, cada um pôde ficar num quarto separado (estamos evoluindo!) e logo estávamos prontos para o jantar. Demos algumas voltas pela cidade até achar o colégio onde seria realizado o mesmo, mas finalmente encontramos e nos juntamos aos esfomeados. E estava tudo muito bom, eu mesmo repeti umas 2 vezes o prato e umas 4 vezes a sobremesa... hehehehe.

Depois que a maioria já estava bêbada, o Marcos, que estava junto com os caricaturistas Tako X e Natan, também de Curitiba, puxou seu violão e uma das professoras começou a cantar. Rapidamente vasculhei as partituras em busca de algo interessante, mas a única coisa que achei foi "Quando o Sol Bater na Janela do Seu Quarto", Legião Urbana. A professora não sabia cantar essa e eu me meti a besta.... hehehe. O Natan conseguiu filmar este momento raro em que apresento meu talento musical... se ele colocar no YouTube eu linko aqui.

Mas basta dizer que o povo pediu "bis" e o Paixão ficou o resto do evento repetindo "Esse guri canta pácaralho!!!".

Ainda nesse mesmo dia, fomos para a Feira Agropecuária que estava acontecendo na cidade. Além de nós três, o Paixão e Natan nos acompanharam. Tirando a música sertaneja e a lama, o evento estava legal... felizmente chegamos no fim e não precisamos aturar muito aquela cantoria infernal, do tipo "Eu vou te deletar do meu orkuuuuuutt...". Me poupe, né?

As aventuras não acabaram ainda e na hora de ir, perdemos o Paixão de vista. Ficamos uma hora procurando o dito cujo e nem sinal. Acabamos indo embora e só no outro dia fomos descobrir que ele tinha encontrado uns primos e ficado por lá mesmo...

No segundo dia, saiu o sol, o que renovou o ânimo. Mudamos a nossa banca para uma tenda na praça, ao lado da oficina de quadrinhos do Diogo e do Pablo, autores do álbum "A Casa ao Lado", de Joinville. Enquanto o Plínio dava a Oficina de Roteiro, eu e o André ficamos na banca, ocasião na qual tive que repetir enfaticamente para uma criança que era "Só pra olhar", fato este que chamou a atenção dos arredores... hehehehe. Sou supersimpático, mesmo.

Bem, almoçamos, demos algumas voltas pelo centro e logo fui dar minha palestra sobre quadrinhos independentes, mas não demorou muito e logo voltei a me juntar a meus companheiros. As vendas foram melhores neste dia, mas no fim da tarde já estávamos cansados de ficar lá e aceitamos o convite do Paixão de ir conhecer o seu sítio. Muito bacana o lugar, tem até jacaré!

















Na volta tomamos café e fomos pro hotel, nos preparamos para jantar e visitar a feira novamente. Antes disso, porém, fomos no encerramento do evento, no qual se apresentou um grupo de dança Flamenca, e nos despedimos do pessoal. O jantar também estava muito bom e logo fomos para a feira. Neste dia, juntaram-se a nós o Retamosso e o Jacobsen.

A feira estava mais lotada neste segundo dia, mas basicamente ficamos de mudando de bar em bar e contando histórias e dando risada. Muito legal ter conhecido o Paixão, o Reta e o Jacobsen... o clima de festa estava muito bom e todo mundo se divertiu. No entanto, quando a gente achou que desta vez o grupo estava unido e não iríamos nos perder de ninguém, logo o André sumiu, Pablo, Reta e Jacobsen foram embora e só sobraram eu, o Plínio e o Paixão. E logo fomos embora, também.














Reta, eu e André

















Tako X, Diogo e Pablo




Acordei às 8h no sábado e o André estava chegando. Plínio logo se levantou também, tomamos café e fomos nos arrumando para ir embora. Havia um almoço programado em Japira, mas preferimos ir embora cedo, para chegar mais cedo. Saímos às 10:30h, mas percorremos meia hora e o Plínio percebeu que tinha esquecido a câmera (das quais são oriundas as fotos apresentadas). Voltamos para pegá-la e saímos novamente, era quase meio-dia. Paramos em Ponta Grossa para almoçar e comemos bem num restaurante. O Plínio aproveitou para passar no sebo e saímos de lá por volta das 16 horas, chegando em Curitiba às 18.































Da esquerda pra direita: Plínio, Paixão, André, Marcos, Natan, Diogo, Pablo, eu, Reta e Tako.



Foram só dois dias, mas pareceu uma semana... muito bacana o evento e o lugar, esperamos retornar em outra ocasião.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O Nevoeiro



Bem, considerando que criei esse blog apenas para falar das aventuras da Quadrinhópole pelos eventos afora, aqui não seria o espaço ideal para falar de filmes... mas como eu ando ocupado demais para participar de eventos ultimamente, e preciso desesperadamente falar sobre O NEVOEIRO, resolvi postar aqui mesmo, nem que seja para não deixar o blog parado.

Essa foi a primeira vez que fui assistir a um filme tendo lido o livro que deu origem a ele antes. O mais legal é que não foi planejado. Li o livro por acaso há algumas semanas e, também por acaso, numa sexta-feira sem nada pra fazer, comecei a fuçar na internet a programação cultural para ver o que estava rolando na cidade, e acabo descobrindo que o filme estava estreando no mesmo dia. Sem pestanejar, corri para sala de cinema.

O diretor é o mesmo que adaptou Um Sonho de Liberdade e À Espera de um Milagre, Frank Darabont. Só por aí já se espera coisa boa. E essa expectativa é confirmada nos 127 minutos do filme, que é fidelíssimo ao livro.

Pra quem não conhece a história, trata-se de outro conto de Stephen King, publicado no livro Tripulação de Esqueletos. Nele, uma cidadezinha no interior do Maine é acometida por uma forte tempestade. No dia seguinte, tudo está destruído e um artista chamado David Drayton (interpretado por Thomas Jane, num trabalho muito melhor do que no Justiceiro, diga-se de passagem) vai com seu filho de 5 anos ao supermercado. E lá acaba ficando preso com várias outras pessoas, que acabam sendo cercadas por um denso nevoeiro, onde reside algo de sobrenatural ou de outra dimensão.

Claro, como era de se esperar, o filme corre na narrativa, indo direto ao que interessa. No livro temos um capítulo inteiro descrevendo a tempestade e o que a sucede, enquanto que no filme, em pouco mais de 5 minutos, já estamos dentro do supermercado. O legal de ver o filme tendo o livro como referência é ir comparando as cenas, uma a uma, tipo "isso é exatamente como eu tinha imaginado" ou "ah, esse diálogo tem no livro" e "o diretor mudou isso, mas ficou bom".
Bem, as pessoas não tardam a descobrir que estão cercadas por seres bizarros que não deveriam existir. Algumas descobrem isso da pior forma.
E há a Srta. Carmody, fanática religiosa que a princípio era vista como louca, mas pouco a pouco vai formando uma congregação, à medida que o desespero toma conta das pessoas. Neste ponto, o filme ganha em desenvolver melhor a evolução da velha bruxa, que culmina num sacrifício humano que não ocorre no livro. Isso acabou dando à película uma dramaticidade ainda maior na hora em que os protagonistas têm de confrontar a Srta. Carmody de uma vez por todas se quiserem sair vivos da situação.

Outra coisa que diferencia a adaptação, também era de se esperar em se tratando de Hollywood, que o filme dá uma explicação para o nevoeiro, enquanto que o livro deixa as coisas meio "no ar", o que a, meu ver, é melhor por deixar o leitor/expectador pensar e tentar encontrar uma explicação por si próprio para o que está acontecendo, ou seja, fazendo-o interagir melhor com a história. Mas também, não é nada que comprometa.

Tirando essas pequenas alterações, o filme é praticamente idêntico ao livro, exceto pelo seu final que, a meu ver, ficou ainda melhor... e até ousado, em se tratando de Hollywood. Quem for ver o filme e quiser manter a surpresa, melhor pular logo para o último parágrafo. Mas se você não liga pra isso, vamos em frente comparar os dois finais...

No livro, David e mais alguns conseguem sair do supermercado e andam com o carro até acabar a gasolina. Mas eles não saem do nevoeiro. Vão parar numa pousada ou algo do tipo, onde ele fica um tempo mexendo num rádio para tentar alguma comunicação. Tudo o que ele ouve é estática, exceto por uma palavra, que poderia ou não ser um devaneio de sua mente: Esperança.

Já no filme, eles também andam até acabar a gasolina. Entretando, desolados, desesperançados e sem ter para onde ir, optam pelo suicídio coletivo, a ter que enfrentar os demônios que se escondem no nevoeiro. Acontece que a única arma que tem no carro só tem 4 balas, e eles são em 5. David, então, mata o próprio filho, uma moça que os acompanhou e um casal de velhos. Melhor cena do filme, ao acompanharmos o ápice do desespero que toma conta de David, o qual Jane soube expressar com competência. A seguir, ele sai do carro, esperando ser tragado de uma vez por todas pelo nevoeiro. Só que nisso chega o exército, matando os bichos e resgatando as pessoas. O nevoeiro se dissipa e David cai de joelhos, atormentado pelo pecado que acabou de cometer. Muuuuuuito fooooooodaaaaaa.

Única falha nesse final é vermos uma mulher, que no começo do filme saíra do supermercado para ir pra casa, aparecer entre os resgatados. A idéia foi boa, para causar ainda mais impacto no desespero de David, mas todo mundo que saiu do supermercado não conseguiu andar mais do que uma quadra sem topar com algum bicho, como diabos a mulher conseguiu chegar até em casa e ficar viva até então? Meio forçado, mas isso passa diante de uma adaptação bem fiel e um suspense que te prende na cadeira do começo ao fim.

Para quem leu o livro, recomendo. É emocionante ver os personagens e cenários ganharem vida na telona. E pra quem não leu, vale a pena. Ótimo suspense que vai aumentando a tensão a cada instante.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Passagem de Jozz por Curitiba

Esse é um post inverso. Explico. Fiz esse blog para contar as aventuras da Quadrinhópole em outras cidades. Mas desta vez vou falar do contrário: de uma aventura de alguém de fora, visitando Curitiba. Esse alguém é ninguém menos que Jozz, ganhador do prêmio de Desenhista Revelação no HQMIX 2008, autor do Circo de Lucca e do Zine Royale.

Jozz veio pra cá dia 22/08, fazer um lançamento de suas revistas junto com a Avenida # 3, na Jaya Comics Café. Depois do evento, eu, ele, Plínio (Dinossauro do Amazonas), André Caliman (Avenida) e suas amigas (Eliane e Raca) fomos todos num bar da esquina, como de costume.


















Isso foi na sexta. Eles estenderam a noite, mas eu logo fui embora para casa da minha namorada, Cris. Entretanto, logo nos rencontraríamos no sábado para mostrar a cidade pro Jozz. Assim, eu, Cris, Jozz, André, Eliane e uma outra amiga que não lembro o nome fomos andar a cavalo.
















Passeio muito bacana, que espero repetir em breve. Depois disso passamos em casa, mostrei o barraco pro Jozz e levei ele para conhecer a nossa Gibiteca. A Cris nos acompanhou, enquanto o André foi levar as meninas pra casa. Passamos na Itiban, que estava fechada, então acabamos indo parar no Shopping Estação, onde também fica o Museu Ferroviário. O Jozz adorou... hehehe.
















Na sequência, a Cris foi embora e reencontramos o Plínio no Largo da Ordem, antro dos bares de rock. Assim começou a noite...

















Passamos pelo Tuba's e pelo Bar do Alemão, logo indo parar na R. Chile, onde havia apresentações de dança Flamenga. Nem eu conhecia essa. Muito bacana o trampo dos caras.


















Finalmente, voltamos ao Largo e acabamos a noite pelos arredores. Sim, esse post não teve nada a ver com quadrinhos, heheheeh, mas foi um fim de semana legal pra caramba. Sucesso ao Jozz no seu mochilão de lançamentos!!!






sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Outras Fotinhos Bacanas















André, Liber e eu, no palco do HQMIX

Reunião do Quarto Mundo na HQMIX Livraria
Laudo Melo, em Londrina.

domingo, 27 de julho de 2008

Entrega do 20º Prêmio HQ MIX - Sesc Pompéia - 23/07 a 26/07 de 2008.

Primeiro Dia.
Saímos de Curitiba meia-noite, eu e o pessoal da Avenida - André, Wellington e Rui - além da mãe do André. Eles desembarcaram antes, pois ficariam na tia do André, Eva, que infelizmente não pude rever desta vez.
Eu desembarquei no Tietê mesmo, como de costume, e encontrei minha amiga Luca, que já me aguardava com seu amigo Tiago, ambos com tanto sono quanto eu, já que eram 6 e meia da matina.
Ela mora em São Bernardo e, teoricamente, deveríamos ter chegado na casa dela em 1 hora e pouco. No entanto, devido ao trânsito e ao fato de que, como já falei antes, São Paulo ter sido construída sobre uma dobra do espaço-tempo (o que ocasionou alguns desvios no caminho), só "atracamos" às 9 da manhã. Aqui vale a velha máxima, "a gente é pobre mas se diverte".
Enfim, mal fui apresentado à famosa cama da Barbie, onde a filha da Luca dorme, e nos apaixonamos. Desmaiei em poucos minutos, só acordando duas horas depois, revigorado.
Aí fui com Luca ao mercado e buscar a filha dela, Ana Clara, na escolinha. A menina é uma graça, já "enganchou" na minha mão e fomos conversando durante todo o caminho.
O Tiago logo acordou e "ajudou" a Luca a fazer o macarrão para o almoço (valeu, Luca, tava demais!!!) enquanto eu fiquei conversando com a Ana.
A menina, de 8 anos, me perguntou o que eu iria fazer no evento e no que respondi que iria vender gibi, ela mais do que rapidamente juntou uma pilha de revistinhas da Mônica e do Cebolinha, inocentemente afirmando:

- Tó, pra você vender lá.

Caí na gargalhada com essas e outras proferidas pela Aninha. Depois do almoço fiquei jogando um daqueles jogos de caixas com ela e acompanhei-a andando de patinete e me mostrando o condomínio onde moravam.
Ok, ok, quem está lendo isso deve estar mesmo interessado em como foi o HQMIX, mas eu não podia deixar de falar da Luca e de sua adorável filha depois de terem me acolhido, mesmo que brevemente, em sua morada.
Mas então vamos lá... partirmos de São Bernardo às 15 horas, chegando ao Sesc Pompéia pontualmente às 17. Já estavam lá o Edu Mendes e Nabu, da Garagem Hermética, e o Sérgio Chaves, da Café Espacial.
Logo vimos o Jal chegando e não demoraram para vir Will, Marcos Vencesláu e o putão do Daniel Esteves, com sua namorada Blenda. Gual, sua esposa Dani e a irmã dela chegaram juntos.
Para quem não sabe, Jal e Gual são os fundadores do Troféu HQMIX, e os membros mais antigos da comissão do prêmio.
Começamos a montar a banca do Quarto Mundo, com aquela infinidade de quadrinhos independentes, e aí a zona começou. Gente chegando querendo deixar as revistas, uma infinidade de bolsas espalhadas pelo chão, gente querendo comprar, banners sendo colocados e retirados, uma verdadeira correria e no que antes o relógio marcava 17, logo virou 19, horário previsto para início da cerimônia.
Alex Mir (Tempestade Cerebral), Roberta Bronzatto (Garagem Hermética) e o mais que famoso Cadu Simões (Homem-Grilo) estavam completamente ensandecidos já a essa hora e eu saí de perto, já que iria mais atrapalhar do que ajudar.
Então logo encontrei o Bira Dantas, Laudo e outros amigos, e fomos beber um pouco, para marcar o início do evento e colocar as fofocas em dia. Na ocasião, o grande Bira elogiou os textos deste Blog, afirmando que descrevo de forma hilariante as aventuras da Quadrinhópole nos eventos... hehehe. Valeu, Bira!!! Eu tento!
Enfim, a cerimônia atrasou em 1 hora, começando só as 20h, o que fez tudo ir se arrastando até pouco mais das 23 horas. Essa foi a principal reclamação de todos os que foram lá, pois o auditório, que a princípio estava cheio, no final tinha menos da metade da platéia. Pena, pois o evento em si é muito bacana... esperamos que não aconteça de novo nos próximos, para segurar o pessoal, que acaba dispersando, já que era tarde para quem trabalharia no dia seguinte.
Esse foi um dos motivos que levou Luca e Tiago a partirem mais cedo... não os vi mais depois disso.
Bem, logo no início da cerimônia foi exibido o Teaser Trailer do Insanidade que, como vocês já sabem, é baseado na Quadrinhópole # 6 e está com estréia marcada para o dia 02 DE AGOSTO aqui em Curitiba, no Cine Novo Batel. O pessoal que viu, gostou, e quem não viu ainda, pode conferir aqui:




Não vi a cerimônia toda, porque estava distribuindo o segundo informativo do Quarto Mundo (editado por mim e pelo Edu Mendes e diagramdo pelo Will) e a toda hora voltando na banca, mas vi o curta da Rê Bordosa, grande sensação do evento, e mais algumas apresentações e premiados. Fotos do evento estão disponíveis no Blog dos Quadrinhos (http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/).
Destaque fica por conta do amigo Cadu Simões, que ganhou como Roteirista Revelação. Foi um prazer perder pra ele nessa categoria!



Outros membros do QM, assim como eu, também levaram o troféu pra casa:

- Desenhista Revelação: Jozz (Zine Royale, Circo de Lucca);
- Publicação Independente de Autor: Menino-Caranguejo;
- Publicação Independente Especial: O Relógio Insano (Coleção Graffiti 100% quadrinhos);
- Publicação Independente de Bolso: Juke Box;
- Site de Autor: José Aguiar;
- Tese de Graduação: Na Bodega, de Gil Tokio;

Mais ou menos na metade da premiação foi a vez da Quadrinhópole subir no palco. Eu, André e Liber fomos receber o prêmio de Melhor Revista Independente de Grupo, pela quarta edição:




Também era para eu ter feito o discurso na hora que o Quarto Mundo subiu no palco, ganhando o prêmio de Contribuição do Ano ao Quadrinho Nacional, mas os viados não me chamaram na hora e acabou não dando o certo. Minha opinião é que o Cadu descobriu que íamos jogar ele pra cima lá na hora e me boicotou para que eu não desse a deixa... heh, heh, heh.

Bem, como eu disse antes, o evento acabou tarde e não demorou muito para nos expulsarem de lá. Socamos tudo no carro do Daniel e fomos para o bar da Pâmela, na mesma quadra da Livraria HQMIX, do Gual.
E lá sucederam-se as comemorações. Jozz, que acabou sendo "cortado" pelo Serginho Groisman na hora de receber o prêmio, fez o seu discurso lá. Eu aproveitei a deixa e também fiz o meu. Como eu já estava um pouquinho bêbado, não liguem para os palavrões:



Outros vídeos bacanas como esse (Gual falando das publicações independentes, a gente cantando parabéns para a Pamela e a opinião do futuro dos quadrinhos do Brasil, segundo alguns colegas do meio, dentre outros) vocês podem ver direto no blog do Quarto Mundo, http://www.4mundo.com/.

Mais uma vez fiquei na casa do Daniel... acho que os pais dele já não aguentam mais ver a minha cara lá... =D.

Segundo Dia.
Eu, Daniel e Blenda acordamos 10:30h na quinta. Esse dia foi complicado, pois as consequências da minha partida de Curitiba já começaram a aparecer com alguns telefonemas, já fiquei sabendo do serviço acumulado. Fiquei meio preocupado, mas não adiantava eu estar lá com a cabeça aqui, mas precisava recuperar os créditos do meu celular, que tinham acabado com 1 ligação e, sem eles, eu não receberia chamadas lá.
Pois bem, enquanto o Daniel foi na loja mandar fazer as camisetas da Nanquim Descartável # 2, eu fui até uma lotérica para comprar um cartão e, como de costume, comprei um de R$ 35,00. Não me ocorreu, na hora, que poderia haver diferença na hora de carregar os créditos por conta do DDD. Burro, né? Disquei a tal da senha e só dava "código inválido". Voltei na lotérica e reclamei, ao que o cara "gentilmente" falou que não aceitava devolução do cartão. Liguei na Vivo para tentar fazer o carregamento, mas eles insitiam que um cartão de São Paulo não carregaria créditos num celular de Curitiba. Ridículo, né? O mais legal é que não tem NENHUMA indicação disso no cartão. Acho que nem preciso dizer o quanto fiquei puto com a história toda, briguei um monte com o cidadão da Lotérica e com uns três atendentes da Vivo, que devem achar que eu tenho grana de sobra pra ficar jogando no lixo. Valeu, Vivo!!! Na hora de vender, vocês são uns amores, mas na hora de atender o cliente, é só desculpas...
Felizmente, mais tarde consegui vender o cartão para a Dani, esposa do Gual, que comprou-o para me ajudar, então acabei recuperando o dinheiro... mas fiquei o resto dos dias sem receber ligações.
Problemas à parte, logo estávamos novamente na HQMIX Livraria, onde estava acontecendo o lançamento do Zine Royale # 3 (Jozz) e da Graffiti 76% Quadrinhos (Piero, vindo diretamente de BH).
Antes do evento, porém, fizemos uma reunião do Quarto Mundo, o qual foi bastante proveitosa para resolver algumas questões que demorariam semanas para serem discutidas por e-mail na nossa lista. Várias pautas foram debatidas e que ajudarão o grupo em sua organização futura. Novidades em breve! Ao fim, Papito acabou saindo do grupo, por razões pessoais.
Após isso, seguimos com a bebedeira, novamente na Pâmela, e desta vez até ganhei um sanduba "extra"...

Terceiro Dia.
Sexta era o dia do lançamento da Nanquim Descartável # 2, Quadrinhópole # 7 e Avenida # 3 lá no Gual, novamente. Nesse dia acordamos mais tarde, eram passadas 11 da manhã, mas mal levantamos e fomos organizando as coisas... separando revistas, camisetas e outras coisas que tínhamos que levar lá na livraria à noite. Tivemos a idéia de oferecer um vinho para o pessoal, mas as taças lá da livraria estavam todas sujas, então levamos para a casa do Daniel para dar uma lavada.
Enquanto ele foi buscar as camisetas da Nanquim, fiquei lavando as taças e arrumando mais algumas coisas. Depois que ele chegou, carregamos o carro, ele deu mais umas ligadas, mandou mensagens no msn e e-mails para chamar público para nosso lançamento.
Logo chegaram dois dos desenhistas da revista e fomos para o Gual, comprando o vinho no caminho. Chegamos cedo, já que eu tinha que falar com Laudo sobre um novo projeto nosso (detalhes em breve). Aproveitamos que o Cadu levou a gravação da reunião do dia anterior e demos uma ouvida, já que "relembrar é viver".
Pessoal logo foi chegando e eu fui servindo o vinho. Fizemos uma promoção: quem comprasse as três revistas, ganharia um ticket para o sorteio de três camisetas. Duas vocês já conhecem do site da Quadrinhópole (a do Skrull e do Undeadman) e outra, claro, da Nanquim.
Vendemos bastante, todos nós, depois novamente fomos ao bar da Pâmela, que a essa altura já está sendo chamado de bar do Quarto Mundo. Ficamos um tempo lá e depois voltamos para a livraria, onde terminamos a noite conversando com o Gual e ouvindo histórias hilárias sobre os HQMIX anteriores. Impagável.
Nesse dia a Blenda "se chapou" de Coca-Cola e não queria dormir de jeito nenhum. Encarnou o Plínio (Dinossauro do Amazonas), querendo sair, conversar, ver filme, etc., tudo ao mesmo tempo. Eu e o Daniel lhe demos uma surra e ela dormiu, logo, nós dormimos também.

Quarto Dia.
Aqui batemos o recorde, acordamos 13 horas. Mal tomei café e banho, já arrumei as coisas para ir embora, pois apesar do meu ônibus sair meia-noite, daríamos uma passada no Anima Mundi.
Chegamos lá às 16 em ponto, compramos os ingressos e fomos assistir aos curtas de animação. Uns bem legais, outros nem tanto... e como que para não perder o costume, mais uma vez passamos no Gual, desta vez para o lançamento da Garagem Hermética # 4.
Antes, porém, fomos comer um bife à parmegiana no bar do Jorge, junto com os amigos do Daniel. Não sei se era a fome, mas estava bom pra kct! Os amigos do Daniel notaram os hematomas da Blenda e me lincharam.
Não deu tempo de ficar muito mais com o pessoal do QM, mas tomamos a saidera e logo o Daniel deixou eu, André e o Wellington no Tietê.
A essa altura eu já estava morto, e fui dormindo a viagem inteira, praticamente. Foi cansativo, mas valeu muito a pena, pois revi os amigos, conversamos sobre coisas importantes, demos risadas, a Quadrinhópole vendeu legal e já iniciamos o esquema de distribuição do QM (novidades sobre isso em breve, também).
Agradeço mais uma vez ao meu casal de namorados favorito, Daniel e Blenda, sem os quais as aventuras não teriam a menor graça, aos pais do Daniel por me aturarem mais uma vez, à Luca, Tiago e sua filha, pelas risadas, a Dani por ter comprado o cartão da Vivo e não ter me deixado no preju, ao Gual, por ser esse cara com um coração enorme que ele é, e a todos os amigos do Quarto Mundo, que está, verdadeiramente, revolucionando a história dos quadrinhos no Brasil.
Ainda há muito o que fazer, mas tenho fé que graças ao nosso empenho e à amizade que nos une, tudo vai dar certo. Valeu, galera, e até a próxima!!!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Lançamento da Sétima Edição: Dia 17!

O lançamento da Quadrinhópole # 7 (possivelmente a última Quadrinhópole, ao menos por um bom tempo), se dará essa quinta, dia 17/07, juntamente com o álbum A CASA AO LADO, de Diogo César e Pablo Meyer.

Será na JAYA COMICS CAFÉ (*), que oferece uma promoção especial aos leitores:


- Na compra de 1 Quadrinhópole # 7: Ganhe uma Summer.

- Na compra de 1 A Casa ao Lado: Ganhe uma Summer + Caricatura.


Aproveitem que será só essa quinta! Também estaremos lá falando sobre vários assuntos...


* Insanidade: a produção do filme que foi tema da Quadrinhópole # 6 e que estréia em Agosto.

* Quadrinhópole: como foi produzir 7 edições em 1 ano e meio e o futuro da revista.

* A Casa ao Lado: o novo sucesso nacional da HQM Editora.


Imperdível, pessoal! E dia 23, não se esqueçam, estaremos no HQMIX!!!
(*) R. Dr. Pedrosa, 430. Fone 41 3024-2163

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Sesc em Quadrinhos - Revistaria Odisséia/Londrina - 29/05 a 01/06 de 2008

O Sesc em Quadrinhos foi um evento de um mês inteiro organizado por Eloyr Pacheco, figura
conhecidíssima no meio quadrinístico e mantenedor do site Bigorna (http://www.bigorna.net/). Ele gentilmente nos convidou (Eu, Will e Laudo, representando o Quarto Mundo) para fazer uma aparição no evento e nos recepcionou em sua casa, como um honrado anfitrião. Cheguei no SESC dia 29 e já estavam lá o Laudo e o Will apavorando a palestra dos caras da Cartoompro. Muito bacana o trampo dos caras.
Saímos de lá e fomos direto pra casa do Eloyr, pois já era noite. Providencialmente, na esquina da quadra da casa do Eloyr havia um bar, no qual oficializamos a "chegada" do Quarto Mundo no evento.Engraçado que a gente mal chegou e o dono do bar já queria fechar o lugar, mas tudo bem. Acho que minha fama me precede.
No outro dia fomos para a Odisséia, que é a comic shop de Londrina, onde se realizaria o evento, em virtude do SESC ter fechado por causa de um maldito feriado na sexta. Por conta disso, da chuva e do frio, esperávamos que não fosse ninguém. Pelo contrário, o evento bombou, tanto de público quanto de vendas. Mas estou me adiantando no tempo.
A oficina de roteiro do Eloyr, cujo encerramento se daria na sexta, começava só às 14 horas. Portanto, fomos almoçar no único buffet que permanecera aberto, naturalmente bebendo algumas cervejas no caminho. O Eloyr logo foi para a sua oficina, da qual participaríamos no final,
contando nossa experiência como criadores de HQs. Ainda estava cedo para nós, então fomos procurar um bar que estivesse aberto para continuarmos bebendo já que no restaurante a longneck era 2 pila.Andamos umas 8 quadras - passando por um clube de bocha no caminho - até achar o dito cujo. Sentamos na mesa, conversamos um pouco, etc... a gente
mal tinha pedido a segunda cerveja quando o Eloyr liga, desesperado:
- Onde vocês estão?
- Hã... num bar? Bebendo?
- Vocês não vão participar da oficina?
- Já acabou? Não deu nem uma hora...
- Se vocês não vierem vou dar por encerrada agora!
- Tá ok, tamos indo!
Engolimos a cerveja e fomos os três, na correria, de volta para a Odisséia.No caminho, descobrimos que tinha outro bar aberto a somente 2 quadras do evento. Enfim, chegamos e já conhecemos os alunos do Eloyr, todos gente finíssima e com muito potencial. Londrina logo deve se tornar outro pólo de produção quadrinística. Falamos um pouco, cada um de sua experiência, e chamamos o povo para voltar à noite.Ficamos enrolando por lá e conversando com o pessoal - sim, tinha mulheres!! E eram bonitas!!! - até dar a hora da nossa palestra. Deu um rolo por falta de um cabo no projetor, mas felizmente foi resolvido a tempo. Deu até tempo de jogar um pinball 3d antes de começar a palestra.
Juntaram-se a nós o Vagner e o Anderson, do Val e OS FEDERAL, respectivamente. A palestra começou com uma apresentação que o Will tinha feito, do Laudo, de mim e dele, com slides bem bacanas dos trabalhos de cada um. Depois utilizei a mesma apresentação minha e do Cadu que usamos no ano passado, falando um pouco do mercado nacional, origens do Quarto Mundo e Quadrinhos e Internet.O público participou legal - se bem que só o aluno do Eloyr fazia perguntas, Gustavo, o fã do Will - e acabamos ficando 2 horas dando palestra e respondendo as perguntas do pessoal. Segundo o Will e Laudo, foi o meu "momento popstar".
Logo demos por encerrada e o povo foi direto no nosso expositor fazer as compras. Nesse dia tinha 20 pessoas, que gastaram consideravelmente bem!
Obrigado, adorado público!!! Pois bem, saindo de lá fomos comer umas pizzas (preciso contar o que bebemos?). Fomos nós três, o Eloyr, uma amiga dele, muito gente fina, e um EMO que era aluno dela. Ah, sim, como estava frio, eu e Laudo não dispensamos o bom conhaque.
Contamos aí algumas "histórias secretas" do QM, falamos de quadrinhos e o papo atravessou noite adentro. Na hora de ir embora, não achamos nenhum táxi nas ruas. Fomos para o terminal central. Mal chegamos no ponto, encostou uma mulher feia como o demônio e mais bêbada que o Daniel Esteves quando chega no ponto de tomar pimenta pura. Ela disse simplesmente: - Ô, não deixa o ônibus sair sem mim, tá? E apagou ali mesmo, de pé. De vez em quando dava umas acordadas meio camabaleantes para ver se o ônibus chegava. A que ponto chega o ser humano... é por isso que eu não bebo.
No outro dia, tomamos o maravilhoso café de D. Iara, esposa do Eloyr, e desta vez fomos de carro para o evento. O carro do Eloyr deixava um pedaço em cada lombada que passávamos, mas aguentou o tranco... (O Eloyr que não leia isso... heheheeheh).
Passamos na K2, que é uma loja de mangá (uuuuuuuuuuuuugoooooooooo) e também uma escola. Reencontramos a galera do dia anterior, que prometeu retornar à Odisséia à tarde, onde estaríamos dando autógrafos.
Infelizmente, mais chuva e mais frio acabaram com os planos deles e não os vimos mais. É uma pena, pois o pessoal era muito gente boa. Mas mesmo assim, foram algumas pessoas e teve um amigo do Eloyr que "fez a limpa" na prateleiras e valeu o dia. No total, todos os três saímos muito
satisfeitos com nossas vendas.
Saindo de lá, iríamos sair com o povo, mas a chuva espantou todo mundo e desanimou o Will e o Laudo (nessas horas que o Daniel faz falta). Aí compramos umas cercejas e ficamos lá no Eloyr mesmo, bebendo e conversando o resto da noite, até dar a hora do Will e Laudo pegarem o vôo. Quando saíram, eu apaguei.
Nesse período de dois dias em Londrina, acabei descobrindo que o Will também é fã do Poderoso Chefão. Laudo e Eloyr não aguentavam mais ouvir eu e o Will assobiando a música-tema do filme a toda hora... heheheeh. Foi isso que rendeu a caricatura que o Laudo fez de mim, a qual vocês podem conferir logo abaixo. Ficou muito foda!!!
Enfim, algumas lições foram aprendidas...
1. Nunca deixe ninguém que não seja da família saber o que você está
pensando.
2. Não odeie seus inimigos. Afeta o julgamento.
3. Vai viajar? Deixe a arma, leve o canoli.
4. Precisamos fazer eventos em outras cidades... principalmente onde nossa "distribuição" não chega e o pessoal não conhece nosso material. Por menor que seja o público que vá, eles vão comprar.
5. Como já dizia a lenda, Dona Iara é uma exímia cozinheira.
E para finalizar, algumas "pérolas" do evento:
- É erótico mas é bacana. - Eloyr
- É bem feitinho porque foi o Laudo que fez. - Eloyr.
- Sua vinda para cá foi providencial. - Will e Laudo.

Obrigado ao Eloyr e sua esposa, por nos aguentarem em sua casa, e ao nosso adorável público londrinense! Esperamos poder repetir a dose!




Caricatura que o Laudo fez de mim. A primeira.



Nosso riquíssimo expositor de quadrinhos independentes. E ainda tinha vários títulos em mesas adjacentes, além de camisetas, canecas, brindes... etc, etc...


A távola redonda... os cavaleiros Sir Melo, Sir Laudo e Sir Will, junto aos alunos do Eloyr, Gustavo, sua namorada Pê e a Carla, escondida no canto.

Momentos antes da palestra: concentração total.

Anderson, Vagner e Will.


Nosso respeitável público!

As melhore revistas em quadrinhos que você pode encontrar no mercado hoje em dia... já dizia um sábio.
Último slide, como não poderia deixar de ser, com a logo do Quarto Mundo.


Laudomar, Carla (a autora de todas estas fotos - brigado, Carla!), eu e Willhenson, escondido no fundo.


Don Melo, capo de tutti capi.


Saldo do Primeiro Semestre de 2008

Como faz um tempão que eu não posto, porque sempre tenho uma preguiça da porra de atualizar isso, vou fazer um resumo do que houve de Janeiro pra cá... se bem que não houve muita coisa mesmo.
Em Fevereiro, fizemos uma "caravana" de quadrinistas curitibanos. Eu, Plínio (Dinossauro do Amazonas) e o André Caliman fomos de carro pra sp.
Incrível que pegamos uma reta só daqui até a rua do evento. O problema é que saímos na frente. Para dar a volta na quadra, percorremos ALGUNS quilômetros... mas deu tudo certo.
Chegando lá logo reencontramos os amigos, o pessoal do Quarto Mundo... e o evento começou.
Infelizmente não tinha espaço pra banca do Quarto Mundo dessa vez, então em questão de vendas, foi um fracasso quase que total.
Mas nem por isso deixamos de ir beber com os amigos! Fomos na Livraria HQMIX, finalmente conheci o Gual e de lá fomos para o bar. Voltamos para o Gual, batemos mais um pouco de papo e, por fim, o Daniel Esteves nos arrastou para a balbúrdia.
Neste episódio, tivemos um carro ziguezagueando e outro indo na contramão... mas tudo bem. Já na tal da balada, apavoramos um pouco, mas eu não resisti. Caí no sofá e lá desmaiei. Plínio (doravante conhecido apenas como DINO) foi para outro boteco e os demais seguiram a farra.
Uma vez na casa do Daniel, houve mais alguns transtornos, dos quais não presenciei...
Enfim. Retornamos e, não muito tempo depois, estreamos o nosso evento de quadrinhos mensal aqui em Curitiba, o POW-PIN-BUF, batizado, claro, pelo Dino, que até hoje não conseguiu repetir esse nome. Confira: http://powpinbuf.blogspot.com/.
Em maio, voltei a São Paulo junto com o José Aguiar e fizemos um lançamento conjunto, Quadrinhópole + Quadrinhofilia. Foi muito bem de vendas, público e farra. Depois do evento, novamente o Daniel me arrastou para a balbúrdia.
Desta vez o evento era uma bizarra festa à fantasia, na qual eu me vesti de Bob Marley. Ainda bem que não tiveram foto disso.Novamente cansado, quase dormi na dita festa. Mas quem acabou dormindo foi o Daniel. Azar dele, pois lhe joguei um copo de água gelada para irmos
embora. Não dormimos, só fomos para a casa dele, cada qual tomou seu banho e fomos para a Feira de Artes da Pompéia, onde o QM novamente estaria presente. A feira bombou de público e, surpreendentemente, vendemos razoavelmente bem para pessoas que não eram, de fato, consumidoras de quadrinhos.Foi uma nova e bela experiência, mas infelizmente não pude ficar muito.
Pouco tempo depois de meu retorno, saiu a lista dos indicados ao HQMIX. Qual não foi minha surpresa e alegria, ao ver que meu nome estava entre os selecionados para Roteirista Revelação! E a Quadrinhópole também marcava presença, sendo indicada a melhor revista independente de grupo, por sua quarta edição, lançada ano passado. Será que a gente leva essa?
A seguir, algumas fotos do 23o. AA:




















Galera do QM.





Eu, atento à palestra.




Bebedeira.



Eu não bebo. Apenas estava mostrando o copo na foto. Acho isso uma vergonha!



Nós e o grande Bira Dantas.

Fotos, como sempre, de Gil Tokio.
 
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