quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dexter: Quarta Temporada





Já falei um pouco sobre Dexter aqui:



http://quadrinhopole.blogspot.com/2009/01/indicao-de-seriado-dexter.html

E volto a repetir, é uma das melhores séries que existem atualmente. Difícil dizer qual das temporadas é a melhor. Mesmo depois de três, cada uma com 12 episódios cada, eles ainda conseguem manter um alto nível de qualidade.
Bem, quando acabou a terceira, parei para pensar: a primeira temporada foi sobre a família, já que o grande vilão foi o irmão de Dexter. A segunda, foi sobre o amor, já que a antagonista agora era a amante. A terceira, foi sobre amizade, sendo toda construída em torno do "amigo" Miguel Prado. E a quarta, seria sobre o quê? Um inimigo?
Sim, um inimigo. Este inimigo é Trinity, um serial killer como Dexter, que está há mais de 30 anos na ativa. Seu ciclo sempre envolve três vítimas e agora ele está em Miami, o que chama a atenção de Dexter.
Mas o nosso bom e velho psicopata já não é mais o mesmo, pois agora ele tem de saber dosar sua vida de casado, seu filho, as chateações com Quinn no trabalho e a perseguição de sua irmã pela misteriosa amante de seu pai, que podem levá-la a descobrir quem Dexter realmente é.
Quando vê, Dexter está mais do que envolvido com o misterioso Trinity, e o duelo entre os dois vai até as últimas consequências.
Não quero soltar spoilers, mas o final é muuuuuuuuito fodaaaaaaaaaaaa. Mais uma vez, nos deixa aguardando ansiosamente pela próxima temporada!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

The Sopranos


Sempre fui fã de histórias de Gângsters, então, sou suspeito pra falar. Mas te digo: Família Soprano é uma das melhores séries de TV que eu já vi na vida.
Eu li em algum lugar, antes de começar a assistir, que a série retratava "a vida real". Ok, já vimos isso antes em filmes e em outras séries, então não levei muito a sério esse comentário. Mas é a mais pura verdade. É a vida real, ali, nua e crua.
Talvez não agrade algumas pessoas pelo ritmo lento com que se desenvolve, mas é justamente isso que dá o "quê" de verossimilhança à série. Por exemplo, um sujeito pega uma ferramenta empresatada no capítulo nove de uma temporada, lá pelo capítulo sete da outra temporada alguém comenta que o filho da puta esqueceu de devolver. Ou mesmo algo aparentemente sem importância acontece, mas que láááá na frente acaba tendo um impacto muito forte. Esse tipo de detalhe é o que torna a série tão rica e tão fácil de nos identificarmos. Os problemas de Tony Soprano, nosso protagonista, o modo como lida com sua família, as preocupações com a educação dos filhos e, claro, as tensões frequentes do mundo do crime. Vemos Tony lidar com seus problemas ao mesmo tempo em que acompanhamos o envelhecer das personagens ao longo de sete anos, torcendo para que ele triunfe não apenas nos negócios, mas também para manter a família unida.
Tudo isso dá um charme especial à série, da qual vou falar um pouco, mas não muito, para não estragar as surpresas. Se não viram ainda, não percam tempo.
- Primeira Temporada:
O piloto é muito bom. Vemos pela primeira vez a consulta de Tony com a psiquiatra que lhe acompanha ao longo da série, a Dra. Melfi, que tenta entender e tratar possíveis ataques de pânico do mafioso de Nova Jersei.
Aqui ficamos conhecendo a família, as tensões com o Tio Júnior e com a mãe de Tony, uma senhora bem fúnebre, que dá arrepios em qualquer um. Um dos melhores episódios aqui é um no qual Tony vai levar a filha para conhecer algumas Universidades. Não vou falar mais, se não estraga.
- Segunda Temporada:
Acontecem algumas coisas no final da primeira temporada, que levam Tony a assumir o comenado da máfia de Nova Jérsei. Os personagens vão se aprofundando e entra em cena Janice, a irmã aproveitadora de Tony, e um bandido chamado Jackie Aprile, que lhe dá muita dor de cabeça.
- Terceira Temporada:
Mais personagens novos aqui. O bandido da vez é Richie, soberbamente interpretado por Joe Pantoliano. É incrível como esse cara interpreta bem os canalhas! Já perceberam? É só olhar praquele sorriso cínico dele que já dá pra ver que o cara está mentindo!
Aqui temos a filha de Tony com problemas na faculdade, seu fillho vandalizando a escola, Tio Júnior preso, o FBI fechando o cerco, e problemas que não acabam mais.
É nesta temporada que está meu episódio favorito, "Funcionário do Mês". Basta dizer que, no começo do episódio, a Dra. Melfi é estuprada. Se falar mais, estraga.
- Quarta Temporada:
Richie continua a criar problemas até encher a paciência de Tony. Chris, seu sobrinho, começa a pegar pesado nas drogas, Tio Júnior está prestes a ir a julgamento, o FBI está na cola de todo mundo e, pra ajudar, começam a surgir desavenças com o pessoal de NY. Para piorar, sua esposa está pensando em divórcio...
- Quinta Temporada:
Mais personagens novos. O primo de Tony, vivido por Steve Buscemi, sai em condicional, mas tem algo nele que o está incomodando. Do lado de NY, quem sai da cadeia depois de 15 anos é Phil Leotardo. Não sei o nome do ator, mas ele já apareceu em filmes como Os Bons Companheiros e Cassino. O cara sabe o que faz.
E a contagem de corpos só aumenta...
- Sexta Temporada:
No final da quinta temporada, é criado um vácuo no poder de NY. Há uma luta pelo poder e acaba sobrando para os Sopranos. A coisa vai piorando cada vez mais e a coisa toda não poderia acabar de outra forma: guerra.
Gostaria de falar mais sobre cada uma das temporadas, mas cada episódio é tão cheio de detalhes, que a melhor coisa a fazer, é assistir. Não tem graça simplesmente ler a respeito. O legal é justamente acompanhar cada episódio e sentir a evolução da história, pouco a pouco, saboreando cada detalhe e cada surpresa.
São 13 episódios em cada temporada, exceto o último, que é divido em dois volumes: 12 e depois mais 9. Levei uns dois meses para assistir tudo, mas vale a pena. Estou até com vontade de assistir de novo!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Little Nemo: 1905-1914


Já faz alguns meses que comprei este belíssimo encadernado do Little Nemo, importado, reunindo as histórias publicadas entre 1905 e 1914 deste fantástico personagem. Ontem, finalmente acabei de ler. São 428 páginas, reproduzindo na íntegra as histórias que eram publicadas no suplemento dominical do New York Herald e, posteriormente, do New York American. Na sequência, farei um breve resumo da obra, que é tida hoje como um clássico dos quadrinhos.
Págs 09-27
Para quem não conhece a história, Nemo é um garotinho que, quando dorme, acaba sonhando que está na incrível terra de Slumberland. Lá, ele vive as mais fantásticas aventuras e a história, que era publicada como uma página de quadrinhos nos jornais, sempre acaba com ele acordando em sua cama. Não raro, vemos ele caindo da mesma devido aos sustos que leva em suas jornadas pelo mundo dos sonhos. Este primeiro "arco", se é que podemos chamar assim, mostra diferentes tentativas de Nemo de chegar pela primeira vez em Slumberland. Cada vez por um caminho diferente, às vezes ajudado por alguns personagens extravagantes, e não raro se metendo em situações bizarras.
Nestas páginas e também ao longo de toda a série, temos histórias relacionadas com alguma data comemorativa, como Natal, Ano Novo, Dia dos Namorados, etc. Interessante as histórias relacionadas à passagem de ano, sempre vemos um velhinho representando o ano velho, e um bebê, representando a chegada do novo ano.
Estas primeiras histórias são características por apresentar um excesso de recordatórios, que depois acabam sumindo ao longo do segundo "arco". Possivelmente, Winsor McCay deve ter percebido que não havia necessidade de tais elementos.
Págs. 28-47
Nemo finalmente consegue entrar em Slumberland e logo conhece Flip, um gorducho que sempre está fumando charuto e cujo prazer é estragar a festa dos outros. Inicialmente, Flip é tido como o maior inimigo de Nemo, pois sempre que o vê, Nemo acaba acordando. Mas com o passar dos anos, os dois se tornam grande amigos e vivem inúmeras aventuras juntos.
Aqui, a preocupação de Nemo é chegar na princesa, filha do Rei Morpheus. Para isso, ele tem que encontrar uma maneira de driblar Flip. Tarefa não muito fácil, já que o tio dele é o Senhor da Manhã e ele sempre pode pedir ajuda ao velho para que traga luz a Slumberland e faça Nemo acordar.
Nemo também logo conhece o "Doctor Pill", personagem recorrente de toda a série, e a "Candy Kid" também. Depois de vários passeios pela fantástica Slumberland, ele finalmente encontra a princesa pela primeira vez.
Págs. 48-83
Agora acompanhado pela Princesa, Nemo prossegue sua viagem por Slumberland, sempre com Flip tentando alcançá-los, e muitas vezes se dando mal ou estragando o passeio de todos. Suas irritantes tentativas e trabaplhadas acabam fazendo com que o Rei ordene sua execução. No entanto, Nemo decide intervir e pede para que a vida de Flip seja poupada. É o início da amizade entre os dois.
Flip junta-se ao casal e os três logo conhecem terras, personagens e animais exóticos, frequentemente com Flip sendo enganado por uma bruxa. Os passeios dos três aventureiros acabam levando-os a conhecer o Castelo de Jack Frost, um paraíso gélido. Mas acaba queo gelo onde eles pisam se despedaça e eles são levados pelo mar, sendo encontrados por piratas.
Págs. 84-100
Uma vez no navio pirata, os três acabam sendo pegos no fogo cruzado de uma batalha entre os piratas e a guarda real. Depois de algumas aventuras marinhas, eles vão parar numa ilha onde conhecem uma tribo de nativos e ficam algum tempo lá conhecendo o lugar. Na hora de ir embora, entretanto, um deles, que logo é apelidado de "Impie", acaba indo junto e os acompanha nas aventuras subsequentes.
Págs. 100-136
Se Flip, sozinho, já fazia a maior zorra, agora, com Impie, a coisa piora de vez. Quando os dois não estão brigando, estão aprontando alguma travessura juntos. Logo, Nemo, Flip e Impie acabam se perdendo no castelo do Rei Morpheus e vão parar numa floresta de gigantes. Fugindo dos gigantes, Nemo e Impie se separam de Flip e chegam a uma cidade onde os dois são gigantes, levando a confusão até lá também.
Logo reencontram Flip e os três começam a procurar juntos o caminho de volta a Slumberland, conhecendo várias outras coisas no processo. Nesta parte talvez estejam as melhores histórias. Antes, até havia certa "piração" quanto a lugares e personagens, mas aqui, McCay começa a viajar de verdade.
Para se ter uma idéia, em certa altura, eles estão morrendo de fome e começam a comer AS LETRAS do título "Little Nemo in Slumberland". Sensacional! No fim da história os três estão totalmente balofos e continuam assim por um tempo, enquanto toda Slumberland começa a procurá-los.
Muito legal também quando chegam na sala de espelhos, o que gera umas imagens muito loucas, e outros cenários bizarros que vão se modificando na medida em que adentram nos mesmos. Maior viagem.
Págs. 136-151
Nemo acaba se separando dos demais e vai parar numa cidade perdida. No entanto, acaba encontrando um cajado mágico, que usa para transformar a terra destruída em algo bonito de novo, e ajudar as pessoas com seus problemas. Uma série de histórias se passa assim, até que eles o reencontram e organizam um desfile comemorativo, com Flip e Impie novamente aprontando das deles.
Págs. 152-177
Flip é expulso de Slumberland e agora temos uma série de histórias com ele no "mundo real" ao lado de Nemo. Claro que ainda são sonhos, apenas não se passam mais em Slumberland. Na primeira delas, temos uma participação dos pais de Nemo quando a casa ameaça ser inundada.
Depois, os dois vivem algumas desventuras juntos, algumas das quais lembram as primeiras histórias, que começam com Nemo na cama e o cenário se transformando de alguma forma bizarra.
Impie também logo volta a aparecer. Particularmente interessante a história onde os três vão tomar sorvetes e acabam congelados. Impie e Flip acabam sendo despedaçados e Nemo acaba derretendo, acordando assutado.
Outra história bacana é uma em que o próprio Nemo se embaralha com o fundo do quadrinho.
Págs. 178-196
Um novo personagem entra em cena, um Professor que Flip tenta usar para ingressar no "show business". Logo, os três estão envolvidos em mais confusões. Muito legal a história onde eles estão patinando e começam a descer pelo que parecer ser uma montanha, mas que logo se revela como sendo o rosto do avô de Nemo.
Temos mais viagens bizarras, algumas das quais alteram até mesmo as formas das personagens, de maneiras bem engraçadas. Logo volta o interesse de retornar a Slumberland, mas tentando burlar o Flip para tanto.
Págs. 197-225
Nemo retorna a Slumberland, mas Flip o segue e, temerosos de suas travessuras, gigantes acabam removendo o cenário inteiro. Nemo fica louco da vida e perde a paciência com Flip. Pela primeira vez, os dois resolvem decidir as diferenças na base da porrada!
Sensacional o confronto entre os dois, com direito a luvas de boxe e a novas brincadeiras com o cenário e figuras de linguagem, ou seja, os socos que Flip erra acabam rasgando os quadrinhos, esse tipo de coisa.
Nemo vence e acaba ganhando o respeito de Flip. Os dois e o Professor seguem juntos em mais aventuras, até acabarem capturados como animais e presos em jaulas de circo. Impie junta-se ao grupo e eles conseguem escapar, aliando-se a dois caçadores e vivenciando mais algumas experiências bizarras do tipo "esse cenário não é o que parece ser".
Eles acabam perdidos e vão parar na casa do Papai Noel.
Págs. 226-262
Depois do reencontro com o Papai Noel e da passagem de ano, os aventureiros começam um passeio através de um dirigível meio louco, na busca pelo Doc Pill. Novamente, a jornada os leva a conhecer terras, animais e personagens exóticos. Eles logo encontram o bom Doutor e o levam até Rei Morpheus, mas a jornada continua: eles vão para a lua e depois, para Marte, envolvendo-se em mais situações bizarras.
Págs. 263-297
Na volta para a Terra, eles passam por vários continentes até conseguirem voltar aos Estados Unidos. Mais aventuras empolgantes até eles finalmente conseguirem chegar na terra natal de Nemo, mas a viagem não pára por aí e eles começam a visitar uma série de cidades do Canadá e dos EUA.
Págs. 298-310
Nas últimas páginas que foram publicadas no New York Herald, Nemo acaba ganhando uma flor que dá voz aos animais, e os ajuda de inúmeras maneiras.
Págs. 311-333
O jornal mudou, e o título do suplemento, também. Ao invés de "Little Nemo in Slumberland", temos agora "In the Land of Wonderful Dreams", embora o nome "Slumberland" continue a ser usado nas histórias.
Além da mudança no título do suplemento, temos agora também títulos das histórias, coisa que não tinha antes.
Voltamos à velha premissa de Nemo chegando em Slumberland e Flip tentando acompanhá-lo e acabando, ou por estragar o passeio, ou se dando muito mal. Particularmente interessante a história em que temos uma infinidade de Flips e não se sabe qual deles é o verdadeiro.
Mais cenários bizarros e confusões entre Flip e Doc Pill, até que o Impie volta a aparecer, agora falando algumas palavras em inglês.
Págs. 334-360
Flip acaba roubando o cajado mágico e, com Impie também aprontando das suas, temos mais e mais confusão. Doc Pill fica louco da vida.
Págs. 361-405
Aqui eles começam a visitar uma série de personagens da literatura e terras exóticas, até chegarem em Liliput e ficando um bom tempo lá. Acredite se quiser, mas Flip acaba se tornando o chefe de polícia de Liliput. Interessante como nessas últimas histórias, Flip rouba a cena e Nemo acaba ficando relegado a segundo plano.
Págs. 406-428
Saindo de Liliput, eles vão parar numa ilha de mini-canibais e depois, numa ilha de animais pré-históricos esquesitíssimos. As últimas páginas mostram mais histórias envolvendo confusões entre Flip, Impie e Nemo.
E é isso. Pelo resumo, acho que é fácil de perceber que as histórias não seguem uma continuidade, possivelmente porque não era essa a idéia. Na verdade é um compêndio de várias histórias de uma página, mas que revolucionaram toda uma época devido às suas idéias. Esperamos que chegue aqui um novo volume reunindo o restante das histórias desse fantástico personagem.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Costelão e Lançamento da Oitava Edição!



Ok, jovens mentes pútridas e sedentas de histórias de qualidade da nona arte em geral! Vocês pediram ficção científica, pois vocês a terão!

Semana que vem tem dois eventos BACANAS e imperdíveis para vocês, nerds e simpatizantes (de nerds, claro, não pensem besteira).

Primeiro, dia 18, quarta-feira, vai rolar o COSTELÃO ILUSTRADO, lá no Costelão da Chile, onde os ilustradores dessa cidade querida irão se encontrar para bater um papo, falar mal do Rob Liefield, desenhar e, claro, comer várias fatias gordurosas de costela! Apareçam que vai ser divertido, a partir das 20 horas!!!

Ah, não vai poder que é dia de semana? Perdeu! Mas não tem problema, no sábado você pode ir lá no ERA SÓ O QUE FALTAVA pro aguardadíssimo lançamento da Quadrinhópole # 8. As sinopses das histórias e previews estão lá no site (www.quadrinhopole.com), só gente boa fazendo histórias de ficção. Sem brincadeira, essa é a melhor edição de todas!

E você, pequeno gafanhoto, que anseia por essa edição especialíssima, agilize-se, pois as primeiras 100 pessoas que chegarem ganham uma edição autografada da mesma! Isso mesmo, meu caro! Só que corra, porque tem que chegar antes das 21 horas!

E olha que legal: os desenhos que a galera do Costelão fizer, serão expostos lá no sábado. Veja aí o que mais vai rolar no dia:

- Venda de quadrinhos independentes (óbvio), com brindes;
- Caricaturas;
- Show de humor;
- Banda de samba rock "O Homem Canibal";

O que, não pode na quarta, nem no sábado? Então que as hordas de Asgotooth invadam sua casa e carreguem sua alma!!!

Imperdível, galera, apareçam lá e vamos varar a noite enchendo a cara!!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Fotinhos do FIQ

Já passou um mês, eu sei, mas o Bira se enrolou pra caralho pra postar as fotos dele no BLOG e foi de lá que eu surrupiei essas, que estão muito maneiras... é do Mercado Municipal, no dia que eu fiquei TRAVADAÇO... heheheeh. Confiram:

































Tem mais fotos do Bira aqui:
E outras surrupiadas de outras pessoas no meu orkut:
É, eu sei, tô com preguiça. Fui!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Jogo: Fahrenheit


Esses dias acabei conhecendo um jogo muito bacana, cujo roteiro e o estilo da jogabilidade me impressionaram bastante.
Trata-se de Fahrenheit, uma espécie de RPG policial feita para PC, Playstation e não sei o quê mais.
A história é a seguinte: o protagonista, Lucas Kaine, estava de boa num restaurante, quando de repente "apaga" e, quando acorda, está no banheiro do restaurante, com as mãos sangrando, uma faca na mão e um corpo no chão.
Aparentemente, ele acaba de cometer um assassinato, mas não tem a menor lembrança de como ou porquê.
Ok, pode parecer nada muito original, mas você não apenas controla Lucas, como também os dois policiais que investigam o caso, a Detetive Carla e o Detetive Tyler. Não é um típico jogo de ação, porque você não sai dando tiros, socos e catando armas. Em contrapartida, você toma decisões que afetam o rumo que a história segue.
Cada personagem tem o seu nível de "stress" e essas decisões podem afetar o status das personagens, até que elas podem chegar no fundo do poço e a história termina. A primeira metade do jogo é excelente, já que você começa a investigar a coisa toda através da ótica de Lucas e também dos policiais.
Aos poucos, a trama vai se revelando com um quê sobrenatural e Lucas descobre que fora possuído. E aí que a coisa fica esquisita. Do nada, de repente, o protagonista se transforma no Neo e sai dando golpes de kung fu, desviando de balas e fazendo movimentos que fariam inveja a qualquer Matrix que se preze.
Tudo bem que lá pelo final da história, existe uma explicação razoável do porquê disso, mas acho que a história ganharia mais se tivessem insistido no personagem comum. Pô, no começo era só um analista de computadores que estava no lugar errado e na hora errada. De repente, é a única esperança da humanidade contra um clã que quer abrir portais de outra dimensão. A história dá uma virada meio brusca, mas tudo bem.
Tem momentos ótimos no jogo, como quando Lucas chega no seu apartamento e os móveis começam a atacá-lo, ou quando ele precisa se esconder no apartamento da ex e é reciso fazer algum esforço para não ser encontrado enquanto Tyler o procura. Outro momento muito bom é quando Carla está no hospício e falta luz, as celas se abrem e ela fica sozinha no meio de um bando de lunáticos. Como a personagem tem medo do escuro e claustrofobia, você tem que fazer de tudo para evitar que ela sucumba ao seu medo.
E também há momentos de diversão, como quando Tyler e Carla fazem uma luta de boxe, ou quando Tyler joga basquete apostando uma grana. Também há flashbacks do passado de Lucas e de seu irmão, onde você os controla quando eram crianças em uma base militar.
Falando tudo isso, parece meio complicado de jogar, com tantos movimentos diferentes, não?
E é. Mas nem tanto. Demora um pouco para pegar o jeito, mas na verdade, os movimentos são todos iguais. Quando um esforço é necessário, por exemplo, tudo o que você precisa fazer é alternar os direcionais rapidamente. Quando é preciso algum tipo de controle, como equilíbrio ou a respiração, novamente é com os direcionais, mas de uma forma mais dosada. E movimentos de ação, no geral, consistem em você repetir os movimentos que aparecem na tela. Se você for bem sucedido, o personagem executa o movimento (que pode ser desde uma simples leitura de pensamento até um golpe foderoso), se não, você pode perder alguma oportunidade interessante ou mesmo ser atingido por um golpe fatal.
Outras vantagens é que os requisitos mínimos necessários não são tão pesados, e a trilha sonora é bem empolgante. No geral, o jogo é muito bem feito e a história é envolvente. É quase como um filme no qual você controla o destino das personagens.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

6° FIQ - Palácio das Artes / BH - 6 a 12 de Outubro de 2009

Vou começar pedindo desculpas. Os leitores acostumados a verem meus relatos de eventos aqui sabem que procuro passar uma imagem bem-humorada do que rolou, mas desta vez vai ser uma exceção. Não que não tenham acontecido coisas boas. Mas no geral, foi tudo meio frustrante para mim.
Bem, desde o começo do ano, a expectativa era grande. Dois anos de Quarto Mundo. Queríamos ter feito algo realmente FODA. E a princípio, um estande como o que tivemos no evento passado seria nos cedido em contrapartida a oficinas, palestras e outras atividades que ofereceríamos à organização.
Um espaço como o que tivemos em 2007 seria o ideal, não apenas para comportarmos tantas revistas quanto o necessário, mas também para oferecermos palestras e outras atividades no nosso estande mesmo.
Bem, primeira coisa que dá errado: semanas antes, a organização informa que não seria possível ceder um estande, mesmo com uma ampla proposta de contrapartida que havíamos dado. Ok, tivemos que nos virar para comprar um estande meio que em cima da hora, e que não era nem metade do anterior e mais caro do que da vez passada. Isso decepcionou MUITA gente no Quarto Mundo, e alguns até estavam pensando em desistir de ir. Eu, incluso. Para ser sincero, só insisti em ir porque a nova Quadrinhópole já estava em produção e seria uma puta sacanagem com a equipe se não cumprímissos o combinado, que era o de lançar algo no FIQ.
Logo depois, o Will, que é um dos principais camaradas do QM, informa que não poderia ir. Mais desânimo. E o Plínio, amigão aqui de Curitiba, também ficaria preso aqui por conta do trampo. Havíamos sobrado eu e o André Caliman e pensávamos em ir de carro para poder levar mais coisas, etc.
Poucos dias antes, o Caliman bate o carro (detalhes no blog dele) e é mais um que fica de fora. Fico triste porque três grandes amigos não poderão estar presentes, e tenho que correr para comprar alguma passagem aérea a um preço viável. O feriado do dia 12 não ajuda muito nisso. Até que eu consigo a ida e a volta num preço razoável, mas teria que voltar na segunda, às 6 horas da manhã.
Ok, até aí, aconteceram alguns imprevistos, mas tudo dentro do aceitável, certo? Uma semana depois do Caliman bater o carro, acontece a mesma coisa com o Daniel Esteves, de São Paulo. Justo quem estava responsável por levar a maioria das revistas do pessoal. Felizmente, claro, em nenhum dos dois acidentes houveram feridos, embora a moral de todo mundo tenha ficado lá embaixo.
O Hugo Nanni, de sampa, ofereceu o jipe dele para remediar a situação. Iriam embarcar na aventura: o já mencionado Esteves, Marcos Venceslau e Felipe Meyer, além, obviamente, do próprio Hugo. O jipe não passa de 90 km/h e o vidro é preso por uma chave de fenda eum alicate, só pra vocês terem uma idéia do que os caras tiveram que encarar!
Some-se a isso alguns desentendimentos que rolavam na lista do QM (não vale a pena entrar em detalhes) e você tem um clima muito tenso. Parecia que algo de muito ruim estava para acontecer. Bem, já adianto que não ocorreu nenhuma tragédia, mas tivemos uns momentos bem deprê.


* Terça-Feira

Meu vôo partia as 15 horas. O céu estava bem limpo e admito que foi uma das melhores viagens que fiz de avião. Quase deu pra ver minha casa lá de cima e o avião fez o caminho do litoral paulista (tinha conexão em São Paulo), uma paisagem bem bonita.
Bem, conexão sempre é um saco, então não vou me extender muito nisso. A viagem foi tranquila, mas cansativa. E ainda tinha uma hora de Confins até BH. Cheguei no hotel onde a Ana estava e fomos encontrar Daniel Esteves, Felipe Mayer e Mário Cau, que haviam chegado de tarde. Tomamos umas cervejas e comemos umas porções enquanto me inteiravam das novidades:
Nosso estande era um dos piores, ficava bem escondido, batia sol de tarde e ainda por cima, havia caído uma chuva no final do dia que acabou molhando algumas coisas por lá, até que a organização do evento tomasse alguma providência.
Pedi para pararem de me contar as coisas ruins e voltei pro hotel para descansar. Certamente o dia seguinte seria cheio.

* Quarta-Feira:

Vou te dizer, o espaço no Palácio das Artes era legal, mas não comporta um evento como o FIQ. O lugar era muito menor, as exposições ficaram espaçadas demais, e a estrutura não havia sido feita para aguentar uma chuva mais forte, como descobriríamos mais à frente.
Bem, neste primeiro dia, eu estava bem preocupado porque já haviam tentando me entregar as novas Quadrinhópole no hotel, e não haviam conseguido. Fiquei esperando que chegassem e o hotel me avissasse o dia todo, mas nada. Até que finalmente liguei na transportadora e falaram que minha caixa havia sido entregue para um pessoal da Bahia.
Naturalmente fiquei muito puto, mas quando contei isso pra Ana, ela se ligou que na frente do nosso estande, tinha um pessoal da Bahia ali. Não deu outra: a caixa estava com eles. Bem, já estava na hora de alguma coisa dar certo, né?
Almocei com o Esteves e o Felipe Meyer. Na volta, o Laudo estava chegando e fomos tomar umas cervas e botar o papo em dia. Pena que ele tinha que voltar ainda na quarta. Logo voltei, era meu turno no estande. Assim que este terminou, percebi que estava mais cansado do que imaginava, queria voltar logo pro hotel. Sábia decisão da minha parte.
À noite caiu uma chuva violenta em BH. Foi a maior correria em todos os estandes, para tentar salvar os materiais de todos. Me senti um pouco culpado de não estar lá pra ajudar, mas possivelmente eu teria um colpaso nervoso, então foi até melhor.



* Quinta-Feira:

O pessoal ficou até de madrugada tentando arrumar as coisas. Por conta da chuva na noite anterior, o evento não abriria neste dia. Os estandes seriam mudados de lugar e levaria horas para organizar tudo.
Mas há males que vem para o bem. Por conta dessa mudança, nosso estande foi movido para a entrada do evento, ou seja... de um dos piores lugares, acabamos ficando com um dos melhores. Cheguei lá enquanto estavam preparando o estande para a mudança. Não havia muito o que fazer além de esperar, então resolvi dar uma volta para conhecer o parque e as exposições, mesmo debaixo de chuva.
Quando voltei, já estavam fazendo as mudanças e comecei a trabalhar. O pessoal foi almoçar, mas estava sem fome e acabei ficando lá para adiantar algumas arrumações. Teríamos que fazer um inventário completo e isso levaria tempo, então, o melhor era começar o quanto antes. Trampo chato, mas é mais a minha praia, pra falar a verdade.
O evento reabriu às 18 horas e, surpreendentemente, deu movimento. Ficamos até o final e depois fomos aliviar o stress no Maleta, lucar peferido do Jaum, um dos membros mineiros do QM, ao lado do Fabiano e do Piero, da Graffiti, do Amauri de Paula e do Matheus Moura. Nesse dia, já estavam presentes: Guilherme (GO), Edu Mendes (SP), Bruno Azevedo(MA), Caio Majado (SP), Pablo Casado (AL) e provavelmente muitos outros que não estou lembrando agora.
A maioria foi lá beber e comer, e saindo de lá iríamos para as festas do Bruno (Breganejo Blues) e dos Quadrinhos Dependentes, na Obra. Mas saí do Maleta, voltei pro hotel e fui descansar um pouco, quando vi já era tarde pra sair, acabei ficando por lá.


* Sexta-Feira:

Nesse dia, cheguei no estande perto da hora do almoço. Encontrei o Bira Dantas, o Rafael da MAD e dois amigos do Bira muito legais, o Edra e o Granato (que tinha um apelido, mas esqueci). Este último puxou uma cachaça da boa, fez a reza e mandamos ver. Acabamos indo almoçar no mercado municipal, tomando cerveja e comendo torresmo. Jamais achei que diria isso, mas comi fígado com cebola e jiló... e estava bom pra cacete! Já havíamos estado lá no mercado em 2007, mas não conhecia ainda o barzinho desse cara. Muito legal, imediatamente me lembrei do tipo de lugar que o Plínio adoraria conhecer.
Bem, voltei pro estande e continuei bebendo. Nesse dia, meio que passei da conta, e aproveito para pedir desculpas se ofendi alguém (o que com certeza deve ter acontecido). Mas eu precisava desse porre pra aliviar o stress. Só lamento que gostaria de ter ido na festa da Grafiti... mas sem condições.


* Sábado:

No fim de semana eu já estava com uma puta dor nas pernas... todos os dias andando pra lá e pra cá, e ficando de pé no estande para atender as pessoas... eu não podia ver uma cadeira que já estava sentando. Cansadaço. Mas era o dia de maior movimento, e tinha os nossos lançamentos, então, não dava tempo de ficar reclamando.
Felizmente, o Will acabou conseguindo ir no evento, o que animou bastante a galera. Esse dia foi bem legal, em vários sentidos, só me estressei mais por conta das mochilas do pessoal. Já havíamos combinado de ninguém deixar as mochilas no estande, vira a maior zona. Mas não adiantava falar, então, quando tive oportunidade, catei uma mesa que ninguém estava usando, joguei lá dentro, coloquei as mochilas embaixo e joguei um pano em cima pra esconder. Deu uma disfarçada, pelo menos.
Deram as caras várias pessoas aqui de Curitiba e redondezas, como o José Aguiar, com sua nova revista feita com o André Diniz, Pablo e Diogo, do A Casa ao Lado, Liber e a Mitie da Itiban.
Nesse dia almocei com o Edu Mendes, lá pelas 17 horas. Comemos um PF "nervoso" num shopping ali perto e voltamos para aproveitar o fim do dia. Saindo de lá, entramos na Van que iria levar a galera para a festa do Bira... um Baile Soul muito louco lá na pqp. Estava muito divertido. Uma hora o Esteves se jogou em cima de mim e, como não estava esperando, bati num expositor e quase acabamos com a exposição do Bira... hauahuahuahauauh.
De lá, fomos encontrar o Jozz, que havia chegado nesse dia, e mais uma galera de participantes do FIQ que estavam num bazinho do outro lado da cidade. Até o Zacarias dos Trapalhões estava junto na Van. Óbvio que a viagem foi a maior zona, no maior estilo "montanha russa", já que o baile era num lugar que ficava no alto de um morro.
E já que o clima era de festa para aliviar o stress, surgiram piadinhas infames como "lá no alto dará para ver um belo horizonte", "quarta-feira à noite foi a gota d'água", "agora são águas passadas" e etc.
Quando chegamos, o pessoal já estava saindo e acabamos todos indo parar numa balada rock. Lugar meio estranho, mas era dia de curtir com a galera, então, "já que tá, que vá". Para variar, Daniel Esteves chegou quebrando tudo e eu fui acompanhando a onda. Foi divertido constranger algumas pessoas, heh, heh, heh. Na hora do "Born to be Wild", agarramos o baixinho e jogamos ele pra cima, com o Felipe Meyer segurando a cabeça dele pra que não batesse no teto e acabasse quebrando... o teto. Me lembro vagamente de alguém jogando cerveja em cima dele e lambendo, mas não sei quem foi. E, claro, para variar, ele subiu em cima do palco e foi puxado pelo segurança.
Como eu disse, sábado certamente foi o melhor dia do FIQ, em vários aspectos. Único detalhe é que de madrugada meu deu uma cãibra nervosa por conta de toda a bagunça acumulada...

* Domingo:

O evento iria até Segunda, mas esse era o último dia para mim. Achei que não daria movimento algum, mas tinha uma feira bem na frente do Palácio, uma das feiras mais famosas de BH, e acho que isso acabou atraindo gente. Estava um público bem bacana.
Enquanto a galera foi almoçar, fiquei ali no estande com o Guilherme e o Vitor. A arrumação das mochilas que eu havia feito no dia anterior não adiantou de nada, já estava tudo zoneado de novo. Bom, já estava cansado de falar, não ia mais me estressar e nem arrumar de novo, pois já estavam me chamando de Léo Simões (piada interna).
Sentei lá, de boa, olhando o público e daqui a pouco passa um cara arrastando uma mochila. Olha pra dentro, cumprimenta, eu devolvo o cumprimento. Achei que era algum conhecido de alguém ou sei lá, mas sei que o cara entrou no estande e pediu pra deixar a mochila lá.
Porra, não sabia o que falar pro cara. Pensei em perguntar quem era ele, mas achei que ia parecer ofensivo se fosse algum conhecido dali. Pensei em ser grosso e dizer que ali não era guarda-volumes, mas as mochilas do meu lado não me deixavam dizer isso. Sei que a única coisa que saiu da minha boca foi "como assim?".
E o cara "É que eu acabei de chegar e queria dar uma volta aí, dá pra eu deixar a mochila aí?". Travei. Não sabia o que dizer pro cara. Sei que nessa, ele fechou a cara e ficou puto. Saiu ali do estande MUITO puto, me olhando dum jeito que eu achei que fosse me bater. Pensei "mas que porra acabou de acontecer?". Enfim, eu não estava de todo errado de me estressar com as mochilas, estava?
Bem, último dia é dia de conversar mais um pouco com o pessoal, clima de despedida, um pouco deprê, mas o movimento ajudou a levantar um pouco o ânimo de todos. Comi só um sanduíche na cafeteria do palácio, o que me rendeu uma cliente que acabou comprando várias coisas (valeu, Joyce!), e no fim do dia, fomos todos (ou ao menos, os remanescentes) para um restaurante de massas que já havíamos conhecido no evento passado. Nesse dia acabou aparecendo o Emerson Magalhães, membro que havia sumido mas que está querendo voltar à ativa. Prazerzaço conhecer o cara pessoalmente.
Nos acabamos de comer. Me despedi da galera e voltei ao hotel para descansar pouca coisa, já que eu tinha que sair de lá por volta das 4:20. Peguei o ônibus para ir ao aeroporto e estava uma fila enorme no check-in. Era de se esperar, por conta do feriado.
O vôo saiu no horário, 06:50, mas o tempo aqui estava ruim e ele não conseguia pousar. Acabou atrasando uma hora por conta disso. Mas foi até emocionante quando finalmente o avião tocou o solo, às 09:20, e os passageiros todos aplaudiram.
Sei que cheguei em casa, arrumei algumas coisas, almocei e capotei. Agora estou escrevendo este texto, mas ainda me sinto um pouco cansado. De tudo, aliás.

Mas chega de reclamar. Teve coisas ruins, mas poderia ter sido pior. Claro que houveram frustrações, e que devem ser remediadas para o próximo evento, de alguma maneira. Mas nada mais grave aconteceu, e tiveram muitos pontos bons.
É sempre bom rever amigos como Daniel Esteves, Marcos Venceslau, Will e Jozz, pioneiros no QM. E outros arrombados como Caio Majado, Rodrigo da Banca de Quadrinhos, Rafael da MAD, o sempre amigável Bira.
Muito bom rever os membros mineiros... Jaum, Fabiano, Piero, Matheus, e também poder conversar com o Ângelo Ron pessoalmente, desenhista de um dos meus álbuns (que está quase no fim, novidades em breve).
Foi um grande prazer conhecer o Amauri de Paula, cara gente finíssima. Troquei várias idéias com ele e resolvemos algumas pendências sobre o site do QM (novidades em breve sobre isso também).
E legal também conhecer outros membros que ainda não conhecia, como o Bruno, o Mário Cau e outros, e rever membros distantes como o Guilherme, outro cara super gente boa.
No fim, pra mim o importante foi isso... rever os amigos, fazer novos, e ter idéias para melhorar a próxima vez. Todas as dificuldades só reforçaram a idéia de que precisamos de um estande maior, precisamos de um guarda-volumes, podemos separar os títulos por gênero, já temos títulos suficientes para isso (com toda certeza nosso estande era um dos que tinha mais títulos) e oferecer várias outras coisas. Não vou me conformar se o QM não tiver uma participação realmente efetiva no próximo FIQ.
Novamente, peço desculpas. Queria ter feito um relato mais divertido (e talvez até mais curto), mas o que posso dizer de melhor é que não foi tão ruim quanto eu esperava que fosse. Relendo tudo agora do começo ao fim, percebo que as coisas deram uma virada do meio da semana pro final, e se o saldo não foi positivo, pelo menos, tivemos um empate.
Não tirei fotos de lá, mas assim que surrupiar algumas de outros membros do grupo, eu posto aqui. Agradeço a todos os amigos que estiveram presentes em corpo ou espírito... e tudo isso só nos deu mais convicção de continuar o trabalho do Quarto Mundo, agora talvez mais cansados, mas com mais gana de vencer.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Quadrinhópole # 8: Previews



Tá quase! O FIQ está chegando e a revista já foi pra gráfica. Lembrando, então, que essa só terá histórias de ficção científica. Confiram aí as sinopses e, se quiserem ver os previews, basta acessar o site oficial (link ali em cima, porra).
Bifurcador de Realidades
No futuro, um aparelho é capaz de lhe mostrar as diferentes realidades possíveis em momentos de difícil decisão. Por Daniel Esteves e Samuel Bono.

A Humana Perfeita
Ele era apenas um robô como tantos outros, até descobrir o sentimento humano conhecido como... paixão. Por Ana Recalde e Mário Cau.

Paradoxo Temporal
Um experimento que revolucionaria a ciência ameaça despedaçar todo o espaço-tempo contínuo! Por Leonardo Melo e Antônio Éder.

Miniaturização
Eles foram encolhidos para resolver o problema da superpopulação. Agora, o primeiro visitante de lá chega no velho mundo real. Por Plínio Filho, André Caliman e Flávio Ramos.

Oxitocinax
Precisando de dinheiro, um ciborgue decide experimentar uma nova droga que simula emoções humanas. E é aí que começam seus problemas. Por Edu Mendes e Laudo.
É isso aí, galera, nos vemos no FIQ!

sábado, 22 de agosto de 2009

The 4400



Esqueça Heroes. Quer ver um seriado bacana sobre pessoas com habilidades extraordinárias? Assita The 4400 (The Forty-Four Hundred). São 4 temporadas e bem curtinhas - a primeira tem 5 episódios e as demais, 13 cada uma), mas te prende a atenção do começo ao fim. Vou tentar fazer um breve resumo sem estragar as surpresas.

No primeiro episódio, 4.400 pessoas são abduzidas de diferentes épocas e retornam todas de uma vez só, numa esfera de luz, em nossos dias, sem lembranças de onde estiveram. Não se demora a perceber que algumas delas acabaram adquirindo poderes paranormais. A agência NTAC de Seattle é, então, encarrageada a investigar tais pessoas... ajudá-las quando elas precisam, ou prendê-las quando elas estão fazendo mal uso de seus poderes.

Como não poderia deixar de ser, os protagonistas são um casal de agentes... Tom Baldwin e Diana Skouris. O sobrinho de Tom, Shawn Farrell, foi um dos abduzidos, sendo que seu filho, Kyle, ficou em coma durante os três anos de ausência de Shawn, que acabou ganhando a espantosa habilidade de curar as pessoas. E ele usa essa habilidade para tirar o primo do coma.

Na primeira temporada acompanhamos Tom e Diana investigando alguns casos, enquanto o mistério acerca dos 4400 se desenrola. Dois deles, Richard Tyler e Lily, acabam envolvendo-se amarosamente e Lily descobre ter retornado grávida, mesmo sabendo que isso era impossível.

No fim da primeira temporada, Kyle ajuda o NTAC a descobrir quem abduziu aquelas pessoas e porquê. Não dá pra falar muito sem entregar o ouro, mas pode-se dizer que o propósito disso foi evitar uma catástrofe mundial.

A segunda temporada já começa com algumas coisas estabelecidas. Um dos 4400, Jordan Coilier, assume a postura de líder e funda um Centro para ajudar os retornados. Diana acaba adotando uma garotinha, Maia, abduzida na década de 30 e que tem a habilidade de prever o futuro. E quem está familiarizado com a exterminadora no seriado "Sarah Connor Chronicles" irá reconhecê-la na pele de Tess, uma 4400 esquizofrênica com a habilidade de controlar os outros. Ela acaba usando essa habilidade para construir um aparelho que cura Kevin Burkoff, outro paciente do hospital, e que se tornaria o pai da tecnologia 4400.

Mais casos bizarros são investigados e o bebê de Lily e Richard, Isabelle, acaba se mostrando incrivelmente poderoso. E uma criança poderosa sem noção de o que é certo e errado pode se tornar extremamente cruel pelos motivos mais mesquinhos.

Kyle, por outro lado, começa a ter blecautes e desconfia de que outra consciência esteja em seu corpo. De fato, esta outra consciência acaba levando-o a fazer algo surpreendente, e que se torna um dos principais acontecimentos dessa temporada.

Destaque para o episódio em que Tom Baldwin acorda num mundo totalmente diferente do que ele conhece... um mundo sem 4400, sem habilidades, onde ele é casado com uma desconhecida. Desesperado, Tom precisa descobrir o que está acontecendo e como voltar para o mundo verdadeiro, sendo que a única pista é uma porta que surge de vez em quando e apenas ele vê. Muito bom!

Outros que vale a pena ser citados são: o episódio em que uma 4400 tem uma habilidade mortal e precisa ser detida antes que mate o mundo inteiro, e o episódio em que todos ficam presos no NTAC com uma onda de ódio se propagando pelo prédio. Tensão do começo ao fim.

O fim da temporada chega com uma doença que se alastra por todos os 4400. Novamente não dá pra falar muito sem estragar as surpresas, mas foi uma doença proposital e, sem ela, todos acabariam ganhando habilidades.

Kevin, o cientista que fora despertado no começo da temporada, é convocado para ajudar, mas o pânico se alastra por toda a população, 4400 e não-4400. Basta dizer, no entanto, que uma cura é desenvolvida e que todos aqueles que retornaram são positivos numa substância chamada "promicina", e todos agora começam a desenvolver habilidades.

Na terceira temporada, as coisas esquentam ainda mais. Isabelle, que em um instante era um bebê e no outro se torna uma bela jovem de 20 anos, aterroriza a temporada inteira, pois, diferente dos outros 4400, que têm apenas 1 habilidade, Isabelle tem várias, e nenhuma noção de certo e errado. É por isso que as pessoas têm medo dela e de lhe negar as coisas. E ela sabe disso.

Acaba apaixonada por Shawn e obriga-o a casar com ele, sabendo que se não o fizer, se não tiver um elo com a humanidade, ela se tornará a destruição de todo o futuro pelo qual os 4400 foram enviados para lutar.

Outro fato importante dessa temporada é o surgimento do Grupo Nova, uma organização terrorista de 4400, que rende alguns episódios bem interessantes, e o retorno de alguém, que já estava previsto para acontecer.

Episódios notáveis fora do plot principal são dois: um em que Tom e Diana investigam uma nova droga que induz fobia e provoca alucinações, e outro em duas partes, nas quais as crianças da série são raptadas. Numa medida desesperada, Tom consegue fazer um acordo para salvá-las, mas o preço que ele tem de pagar é matar Isabelle.

Tudo parece convergir para isso, mas basta dizer que, no fim, Isabelle é detida e acaba surgindo uma vacina de Promicina, capaz de dar habilidades a qualquer pessoa. Entretanto, há um risco de 50% para aqueles que tomarem a vacina: se não forem compatíveis, irão morrer.

A quarta e última temporada gira em torno disso. Aqui não dá pra falar quase nada sem estragar as surpresas, pois todos os ganchos das temporadas anteriores convergem para cá. Mas é suficiente entender que surge um movimento de 4400, no qual um "messias" constrói uma cidade para todos aqueles que tiverem habilidades. Do outro lado, há outras pessoas interessadas em impedir o plano 4400. E no meio, o NTAC, tentando fazer cumprir a lei e impedir as mortes de inocentes.

A trama toda da temporada é muito boa, mas um episódio que chama atenção é quando os principais personagens da série acordam na sede do NTAC, que está completamente vazia e selada, sem entender muito de como foram parar lá. Amigos e inimigos são obrigados a se unir num jogo mortal se quiserem sair de lá vivos.

No último episódio, os 4400 tomam conta de Seattle. A série chega ao fim, mas infelizmente a trama não se conclui. Uma quinta temporada estava prevista, mas foi cancelada devido à greve dos roteiristas e problemas orçamentários. Fãs da série do mundo chegaram a fazer petições e campanhas para seu retorno, aguardando com esperança a quinta temporada, ou ao menos um filme de duas horas que amarre as pontas soltas e conclua a história de forma merecida, já que as temporadas se mantiveram num nível de qualidade muito bom do começo ao fim.

Destaque também para a bela música-tema de abertura, "A Place in Time". Para mais informações sobre The 4400, consulte a Wikipedia. Mas não deixe de ver essa série surpreendente!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Efeito Borboleta 3


Vou te dizer... não esperava lá grandes coisas desse filme, principalmente depois da bosta que foi o segundo. Nem iria assistir se eu tivesse mais o que fazer numa segunda-feira à tarde, mas não é que é legalzinho?
Dessa vez o protagonista, Sam, tem total controle sobre a viagem no tempo, limitando-se a apenas observar os fatos para ajudar a polícia a solucionar casos insolúveis. Mas, quando o homem que foi condenado por matar sua primeira namorada está prestes a ser executado, uma consciência pesada obrigada-o a voltar no tempo mais uma vez, e é aí que as coisas começam a piorar.
Antes era apenas uma garota, mas quando ele volta, acaba sendo ela e sua irmã. Depois, esse número passa para 8, 13... e percebendo que acabou criando um serial killer, Sam fica obcecado em descobrir quem ele é e evitar todas aquelas mortes.
Premissa interessante, apesar de acabar caindo no lugar comum e tornar-se altamente previsível. Não vou soltar spoilers dessa vez, mas basta dizer que o filme até que vale a pena, apesar de ainda ficar muito aquém do primeiro.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Inimigos Públicos




















Nesse final de semana estreou o novo filme tendo Johnny Deep como astro, Inimigos Públicos. Como fãzaço de filmes de gângesters, não pude deixar de conferir.
O filme conta a história real de John Dillinger, famoso assaltante de bancos nos EUA dos anos 30. E procura ser extremamente fiel ao que realmente aconteceu naquela época, mas talvez justamente aí resida a falha do filme. Quer dizer, se era para contar a história de Dillinger exatamente do jeito que aconteceu, era melhor ter feito um documentário, não? Interessante seria se o diretor, Michael Mann, tivesse apenas se baseado na história para criar algo mais emocionante, pois é isso que falta no filme: emoção.
Não chega a ser um filme ruim, mas não existem diálogos ou cenas marcantes, o que chega a ser um desperdício, tendo astros como Deep e Bale na telona. E os dois contracenam apenas uma vez no filme todo, e Bale praticamente fica calado na cena toda.
A caracterização da época está impecável... os carros, cenários, armas, e até o visual de Deep como Dillinger. Compare com o original:

No entanto, como já foi dito, o filme carece de emoções mais fortes.
Mas espere aí, o filme é TÃO fiel assim à história real? Bom... eu diria uns 90%, para mais. Para quem quiser saber mais sobre Dillinger e as gangues da época, eu recomendo o livro "A Verdadeira História do Banditismo", que narra a história da criminalidade nos EUA desde a década de 20, quando foi instituída a Lei Seca, até meados da década de 70/80. Muito bom.
Mas se você, pequeno gafanhoto, está com preguiça de ir até a biblioteca de sua cidade para pesquisar, eu faço um breve resumo para você. Evidentemente que, se você ainda não viu o filme, vale o aviso de spoilers.

Quem era John Dillinger?

Quanto à sua origem, há uma certa diferença com a história real e uma fala de Deep no filme. Sua mãe realmente morrera quando ele era jovem, mas Dillinger nascera rico e, apesar de seu pai não demonstrar-lhe grande afeto, nada lhe predestinava para a vida do crime. Essa pequena alteração deve ter ocorrido porque ficaria difícil explicar na película, apesar de suas 2 horas e 20 minutos de duração, como foi que ele se tornou o maior praticante de assalto a bancos (chamado lá de "hold-up") da Grande Depressão, se não tinha razões para isso.
O fato é que Dillinger sempre gostou de aventuras. Quando garoto, organizou uma pequena gangue com a qual praticava furtos pequenos. Mais pela emoção do que por qualquer outra coisa. Foi com um tal de Ed Singleton que ele assaltou o Sr. Morgan mencionado no filme. Ingênuo na época, acabou confessando o crime e pegou 10 anos.
É na prisão que conhece aqueles que se tornariam os membros de sua gangue. Esse tempo lá lhe endureceu e, de reles travesso, passou a realmente ser um "bad boy". Sua esposa pede divórcio em 1929 e ele sairia em liberdade em 1933, ficando encarregando de libertar o resto da gangue.
É aqui que começa o filme... a grande aventura de Dillinger, que duraria 14 meses.
Logo pôs em prática alguns conselhos dos amigos e conseguiu assaltar dez bancos em três semanas e em cinco estados diferentes. Em 17 de Junho, ousa assaltar sozinho um banco à luz do dia. Tal audácia irrita um tal de Matt Leach, chefe da polícia de Indiana. Leach busca informações do meliante e torna-se obcecado em arrancar-lhe a pele. Passará a seguir sua pista rigorosamente, enquanto Dillinger prepara a evasão dos amigos.
Ao mesmo tempo em que conhece novas paixões, como Marie Longmaker, irmã de Jenkins, convence um distribuidor duma fábrica de camisas chamado Gordon a entregar certos pacotes e a seus amigos. Pacotes contendo pistolas e metralhadoras desarmadas, como é visto logo no começo do filme.
A esta altura, Dillinger já é chamado de “Dan, o Terrível”, mas é um bandido de hábitos, facilitando para que Leach o surpreenda na casa de Marie. Dillinger é preso novamente, mas seus amigos conseguem montar as armas e preparar o grande golpe. Rendem alguns guardas e correm para a saída, quando começa a chover, o que aumenta a confusão. Eles desaparecem, indo se esconder na casa de Mary Kinder, antiga amiga de “Dan”.
Depois de assaltarem um banco em Hamilton, preparam-se para libertar Dillinger em Lima. E assim o fazem, fuzilando o xerife Sarber e resgatando-o a 12 de Outubro. A gangue está de volta à ativa e logo, em 23 de Outubro, armam um ousado golpe no banco de Greencastle, Indiana. Hamilton distrai as pessoas fingindo estar encenando para o filme “Fui assaltante de bancos”, enquanto Dillinger e Pierpont sacam suas pistolas e assaltam o banco na maior tranquilidade.
Matt Leach tem um dos maiores ataques de cólera de sua vida. Dillinger aproveita e divirte-se lhe enviando postais ou lhe telefonando eventualmente. São diversas as perseguições, mas Dillinger sempre consegue escapar. O cerco vai se apertando, a gangue se separa por uns tempos, Dillinger e Billie Frechette vão passar as festas de fim de ano em Dayton Beach.
A gangue se reencontra e em 15 de Janeiro de 1934, atacando o First National Bank de East Chicago. Chegam a fazer o agente Wilgus, da polícia, de refém, para conseguirem escapar. No entanto, surge na fuga o agente Patrick O’Malley para resgatar o companheiro. Dillinger é protegido pelo colete á prova de balas, mas Hamilton é ferido. O´Malley é abatido, embora as circunstâncias de seu assassinato e seu autor nunca tenham sido inteiramente esclarecidas.
Pouco depois eles refugiam-se numa cidadezinha no Arizona, Tucson. E acontece que a 23 de Janeiro há um princípio de incêndio no hotel onde eles se encontram. Os bombeiros ajudam Clark e Mackley a salvarem suas bagagens – bagagens estas demasiadamente pesadas, pensa consigo o bombeiro William Benedict. Will reconhece os meliantes e informa a polícia, que dois dias depois acaba prendendo a gangue toda, para desespero de Leach, horrorizado com o feito da polícia local, que conseguiu fazer o que ele há meses tentava. Tal episódio é rapidamente resumido no filme com Hamilton simplesmente dizendo que os bombeiros tinham visto as armas das gangues.
Dillinger vai para Lake, Indiana, na prisão de Crown Point, enquanto os demais são encarcerados em Ohio. Demora apenas dois meses para uma nova fuga: Billie retorna, aprisiona os guardas numa cela vazia e liberta Dillinger, que usa o adjunto do xerife Ernest Blunk como escudo para poder escapar. Roubam um automóvel da garagem da prisão: um Cabriolet V8m novo e reluzente. Quem viu o filme deve se lembrar dessa cena.
Com seus companheiros encarcerados, Dillinger acaba formando novo bando. Da velha guarda, restaram apenas Hamilton e van Meter. Juntam-se à eles Eddie Green, Caroll, “Baby Face” Nelson.
A gangue começa seus hold-ups em Dakota do Sul, passando por Mason City logo em seguida. Há tiroteio, gás lacrimogênio, reféns. Os bandidos escapam novamente, enquanto Pierpoint e Mackley são condenados á cadeira elétrica pelo assassinato do xerife Saber.
Hoover localiza o bando em St. Paul e invade a casa. Green é abatido, mas os demais conseguem fugir, separando-se. Ferido, Dillinger vai com Billie para Mooresville novamente. Revê o pai e os amigos, o povo da cidade já não lhe guarda rancor. De volta a Chicago, Billie é presa numa cervejaria. O bando reencontra-se e procura abrigo numa estalagem perto de Rhineland. O dono logo percebe que seus hóspedes andam armados e a sua esposa fica intranquila, notificando o caso ao irmão. Não tardam a reconhecer Dillinger e alertam o F.B.I.
Os agentes Clegg e Purvis comandam esquadrões de “G’men” e os atacam num bordel. Há tiroteio, mas Dillinger, van Meter e Hamilton escapam pela janela, enquanto Caroll cobre seus companheiros e os segue em seguida. Nelson foge por outra direção e rouba um carro do F.B.I, deixando cerca de quatro cadáveres para trás (e não apenas um, como mostrou o filme).
Com Hamilton ferido na cabeça, Dillinger vai ao encontro do Dr.Moran, em Chicago. Um médico irradiado que caíra em desgraça, limitando-se a salvar gãngsters em fuga. Típico personagem de filme, que infelizmente não apareceu na película de Michael Mann. Hamilton acaba morrendo, seus companheiros o enterram depois de jogar cal viva nos rostos e nas mãos para evitar a identificação.
Caroll é o próximo, abatido numa garagem. Com a gangue praticamente dizimada, Dillinger não tem opção a não ser fugir. Faz cirurgia estética para mudar o rosto e as impressões digitais. Em 19 de Junho faz 31 anos e é declarado Inimigo Público Número Um. Recompensa pela captura: 10.000 dólares. Informações: 5.000. A irmã publica uma nota lhe desejando feliz aniversário.
Começa a faltar dinheiro novamente. Com os gângsters remanescentes, Dillinger organiza um novo hold-up, no Merchants National Bank. Dois reféns são feridos, alén da van Meter.
Ainda em Chicago, Dillinger acaba conhecendo Polly Hamilton, seu último erro. Polly morava com Anna Sage, uma antiga dona de bordel com seus 40 anos, imigrante ilegal. Acaba aceitando negociar sa estadia nos Estados Unidos em troca do paradeiro de Dillinger, além, é claro, de levar os 5.000, cena mostrada rapidamente no filme, sem mencionar o dinheiro.
22 de Julho. Dillinger iria sair com Polly e sua amiga, iriam ao cinema. Anna alerta o F.B.I., que cerca o “Biograph”, onde passava “Melodrama in Manhattan”.
Pulvis e Sam Cowley organizaram o plano sem alertar a polícia local, o que quase pôs tudo a perder, já que uma viatura os confundira com meros bandidos. A situação se esclarece e, às 22:50h, os espectadores começam a sair. Anna saía com um vestido vermelho e acendia um charuto. Era o sinal. Tais fatos foram ligeiramente alterados no filme, talvez para dar mais destaque ao papel de Bale.
Dillinger percebe que algo começava a acontecer, mas pega a pistola tarde demais. O agente Hermann Hollis dispara duas vezes, atingindo no flanco e na nuca, já que a segunda bala atravessara-lhe o olho. Dan, o Terrível, tomba morto. Nelson se vingaria, matando Hollis numa estrada do Estado de Wisconsin, sendo mortalmente abatido. Pierpoint e Mackley encontram a cadeira elétrica e Clark morre ao tentar fugir.
Hoover, o manda-chuva do FBI na época, orgulhava-se de ter cumprido a missão e guardava, no saguão do Bureau, os vestígios de John Dillinger, como um troféu a ser exibido: sua máscara mortuária, seu chapéu de palha, uma fotografia amarrotada de uma jovem pouco gorda, um par de óculos partidos e um havano ainda envolto em papel celofane...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Quadrinhópole # 8 vem aí...

Após um longo e tenebroso inverno, eis que finalmente desponta no horizonte uma esperança para todos aqueles que ficaram tristes com o suposto "fim" da Quadrinhópole na edição 7.
Sim, senhoras e senhores, a aguardada oitava edição da revista vai sair, e será uma edição especial de ficção científica!
A princípio, a equipe criativa trará aos leitores 5 histórias fechadas e independentes entre si, cujos autores serão:

Leonardo Melo (eu) e Antônio Éder (Brichos, Dinossauro do Amazonas)
Ana Recalde (Patre Primordium) e Mário Cau (Front)
Plínio Filho (Dinossauro do Amazonas) e André Caliman (Avenida)
Edu Mendes (Garagem Hermética) e Laudo (Tianinha, Clube da Esquina)
Daniel Esteves (Nanquim Descartável) e Samuel Bono (Bucha)

A capa será feita por ninguém menos que nosso colega Will (Sideralman, Subterrâneo) e uma prévia da mesma vocês conferem logo abaixo. Vai ficar fodona, hein?
Aguardem, crianças, que se tudo der certo e Odin assim permitir, essa edição mais do que especial sai no FIQ!!!


sexta-feira, 10 de julho de 2009

Saudades do Universo Marvel...


Esses dias eu estava me sentindo um pouco saudoso... estava relendo Marvels e algumas histórias antigas. Como algo que era tão bom pôde ficar tão ruim?
Tudo começou com esse cara aí do lado, o Tocha Humana original. Um andróide que pegava fogo, logo se tornou o primeiro herói marvel e vivia se pegando com o primeiro mutante da Marvel, Namor, na época um vingativo Príncipe Submarino.
Não demorou muito, um franzino Steve Rogers deu lugar ao Capitão América e os três fundaram os Invasores, grupo que lutava contra os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Bem, o Tocha desapareceria, o Capitão mergulharia nas águas geladas do oceano onde ficaria em estado de animação suspensa até ser encontrado pelos Vingadores, Namor perderia a memória até ser descoberto pelo Quarteto Fantástico.
Essa era a cronologia oficial, sem rodeios, antes de reinventarem o Tocha original, antes do "Esse A aqui na minha testa é a inicial da França?". Antes de reboots e retcons.
Bem, veio a década de 60 e, com ela, quatro imaginautas que se aventuraram no espaço e acabaram sendo atingidos pelos raios cósmicos. Cara, saudade daquelas histórias "viajadas" do Quarteto. Do Dr. Destino como realmente era - o vilão mais foda de todos os tempos - antes de simplesmente virar um "piá de merda" com cascos de cavalo de metal.
Puta saudade do Galactus e do Vigia. Cara, como eu queria ter visto esses dois no cinema, por mais ridículo que fosse, ao invés daquela nuvem sem sentido nenhum se deslocando pelo espaço. E os Skrulls, Krias, Shiars e toda aquela infinidade de alienígenas em sagas cósmicas que não tinham pretensão nenhuma, exceto a de divertir.
Na mesma década vimos uma aranha irradiada picar Peter Parker, isótopos radiativos caírem nos olhos de Matt Murdock, Donald Blake encontrar o martelo de Thor, a bomba gama explodir em Bruce Banner, e o Professor Xavier reunir a primeira equipe de X-Men. Tudo bem, essa última não deixou saudade nenhuma, todo mundo sabe que os X-Men começaram mesmo a partir da segunda formação. Época boa, antes da cronologia mutante virar um caos tremendo que ninguém mais entende.
Olhando para trás agora, vemos esses eventos clássicos e não parece mais o mesmo Universo. A primeira vinda do Galactus à Terra, a morte de Gwen Stacy, o Massacre dos Mutantes, a Queda de Murdock, a Saga de Surtur, os Vingadores enfrentando o Hulk, a morte dos Castle no Central Park, e tantos, tantos outros...
Antes de resolverem ficar reinventando tudo, recontando origens e inventando tramas mirabolantes para destruir as cagadas cronológicas, criando cagadas maiores ainda. E para quê? Porque não poderiam simplesmente continuar contando histórias, deixar as personagens seguirem seus caminhos por si mesmas... por que destruir as lendas nas quais elas foram construídas?
Já desisti de acompanhar a Marvel hoje em dia há muito tempo. Mas ainda tenho saudades das histórias antigas. E daquelas mais atuais, que sempre referenciavam às antigas. Não com desdém ou vergonha de uma época mais simples, mas com o devido respeito.
Adeus, Universo Marvel... você deixará saudades...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Persépolis


Publicada originalmente na forma de 4 volumes, Persépolis logo ganhou o mundo devido à sua comovente história, mas sem parecer piegas demais e, sempre que possível, com muito bom humor. A autora, Marjane Satrapi, conta boa parte de sua vida e, consequentemente, da história do Irã.
Acompanhamos uma infância difícil, com a chegada do véu que ninguém entendia direito, e uma série de dificuldades que levou-a à Europa na adolescência. Mas mesmo longe da guerra, as coisas não eram menos difíceis e Marjane acabaria voltando ao seu país natal, entraria em depressão, casaria, seria infeliz... enfim, a história é tão rica em detalhes que fica difícil de resumi-la em tão poucas linhas, e é justamente por isso que se trata de uma obra-prima.




















Os quadrinhos foram adaptados na forma de uma animação em 2008, chegando a ser indicada ao Oscar. Por aqui, o DVD acaba de ser lançado, e eu fui correndo comprar.
Obviamente, a adaptação nunca é tão rica em detlahes quanto o original, mas ainda assim, o filme é bem fiel e transmite a mensagem. Todas as principais passagens do livro estão lá... a visita ao tio na infância, antes dele ser executado, as festas na surdina, o "contrabando" de fitas de rock'n roll, os amigos punks da Europa, os canalhas que ela conheceu, enfim... está tudo lá.
E o disco dois ainda traz vários extras muito bons. Temos dois documentários falando dos bastidores, passando uma breve noção da trabalheira que dá produzir uma animação desse tipo. A equipe é enorme. Acho que dá mais trabalho do que fazer cinema, propriamente dito.
E nesse caso, os atores que dublam as personagens tiveram que se virar sem imagens, pois o filme ainda não estava pronto enquanto eles trabalhavam.
Marjane coordenou tudo, junto com seu amigo Vincent... eles cuidaram do roteiro e dos desenhos, e ela se metia em toda parte da produção. É muito engraçado ver ela imitando as personagens.
Tem também uma coletiva em Cannes sobre o filme... muito legal. São feitas perguntas diversas, inclusive por um jornalista brasileiro, mas claro que por vezes o assunto recai na situação do Irã, embora Marjane se esforce em não criar polêmicas. Ela parece ser uma pessoa sensata e muito esforçada.
Outros extras contemplam uma versão Mp4 do filme, algumas cenas comentadas e comparação de animações, mostrando algumas cenas que não foram incluídas, incluindo uma que mostraria a tentativa de suicídio de Marjane.
Mas uma das coisas mais engraçadas nos extras é ver a própria Marjane cantando "Eye of the Tiger", totalmente desafinada... quase me engasguei de tanto dar risada.

Material de primeira... tanto os quadrinhos quanto o DVD... altamente recomendáveis!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Exterminador do Futuro


Pra não dizer que não fiz nenhum post esse mês, vamos aproveitar a onda do novo filme e falar de Exterminador do Futuro.
Não sou "fãzaço" da franquia, mas gosto bastante do modo como eles "amarram" as viagens temporais na série. Claro, sem sombra de dúvida, os melhores filmes são os dois primeiros.
O terceiro nada mais é do que uma releitura dos outros dois, mas o que eu curto nesse é o final, que mostra como o John Connor acabou entrando na guerra.
E o quarto? Bom, o quarto é legal... ponto. Filme de ação divertido, cheio de buracos no roteiro, mas ate que não atrapalham tanto. Fica bem aquém dos outros filmes da série, já que a franquia muda de direção... agora estamos no futuro, John está se tornando o líder que estava predestinado a ser, e tem que proteger seu futuro pai, Kyle Reese.
E por falar em furos do roteiro, esse é mais um... se não o maior, já que o cerne todo do filme está centrado nisso, ou seja: na tentativa das máquinas de, mais uma vez, tentar matar John Connor ou seu pai. Nos filmes anteriores, isso se explica porque, no futuro, Connor é o líder da resistência humana. Só que isso não se encaixa nesse filme, por dois motivos:
1. Ninguém, além do Connor, sabe que Kyle Resse é seu pai... por que diabos as máquinas tentariam matar um guri de 16 anos?
2. Connor ainda não é o líder, e a máquina do tempo ainda não foi inventada. Como diabos as máquinas sabem que Connor vai se tornar o líder da resistência?
Esse é o problema de se lidar com as viagens no tempo... algumas vezes, a coisa toda fica bem amarrada, mas outras, surgem uns buracos que fazem até os próprios criadores da coisa toda ficarem confusos...
E a série da Tv, The Sara Connor Chronicles? Pô, eu achei legal pra kct... pena que não tem nada a ver com os filmes, heheheeh... mas seria legal se eles tivessem feito um esforço de amarrar as coisas numa cronologia só.
No seriado, a premissa básica permanece a mesma, só que tem muito mais coisas... temos humanos vindo para o passado com outras missões específicas, e máquinas com outras missões, como ir preparando o terreno para a guerra que virá.
Tem uns episódios bem interessantes, algunas até se passando no futuro, outros nem tanto, tratando mais de encher linguiça, mas até que é normal nesses seriados.
Só pena que a segunda temporada terminou sem amarrar todas as pontas soltas. Bem, era de se esperar, já que era uma série para um público muito específico e que precisava ser acompanhada meio que à risca para não se perder.
Esperemos que o próximo filme tenha outro diretor e um roteirinho melhor. Poderiam até fazer o famoso crossover Robocop vs. Terminator, não? =D

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Feliz Dia do Orgulho Nerd!

Hoje, 25 de Maio, é comemorado o dia do orgulho nerd! É, acreditem se quiser, mas os nerds estão MESMO dominando o mundo.
Ontem, o Fantástico publicou uma matéria sobre o tema. Quem quiser ver o vídeo, segue o link:

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1164620-15605,00-NERDS+DECLARAM+SEU+VALOR+AO+MUNDO.html

Aproveito para pedir desculpas pela falta de posts este mês, mas o bicho tá pegando! Em Junho em volto a postar mais. Abraços, galera, e feliz dia do orgulho nerd pra todo mundo!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Do Inferno

Publicada na forma de 4 volumes pela Via Lettera em 2000, esta é considerada, por muitos, a melhor obra de Alan Moore, embora seja difícil eleger uma obra que se destaque das demais, em se tratando deste autor que é tido como um dos maiores gênios dos quadrinhos.
Para quem ainda não conhece, trata-se de um drama que tem por objetivo narrar a verdadeira (ou, pelo menos, a mais verdadeira possível) história de Jack, o Estripador.
Moore nutriu-se de praticamente toda a literatura disponível sobre o Estripador para tecer sua obra, o que resultou num épico riquíssimo em detalhes, tanto visual quanto factualmente, e é isso que faz desta uma obra-prima. Para quem não gosta de spoilers, recomendo fortemente que pare a leitura por aqui.




Moore baseia-se, principalmente, no livro "Jack, the Ripper: The Final Solution", de Stephen Knight. A teoria que o permeia é a seguinte: o Príncipe Albert havia se envolvido com uma plebéia chamada Annie Crook, com quem acabara, em segredo, tendo um filho. Para impedir a destruição do Império Britânico, Crook foi "removida" e internada numa clínica psiquiátrica, mas sua amiga, Marie Kelly, sabia do terrível segredo.
Kelly era uma das muitas prostituas na região de Westminster, que eram frequentemente chantageadas pela Gangue Old Nichol. Para conseguir o dinheiro que a gangue queria e salvar suas amigas e a si mesma, Kelly teria chantageado a coroa, querendo ser paga pelo seu silêncio.
Mas o silêncio delas seria conseguido graças ao médico real, Sir William Gull. Este cavalheiro, ao mesmo tempo em que era um competente cirurgião e um dedicado maçom, tinha seus próprios planos para acabar com as prostituas. Ele realizaria um meticuloso ritual, acreditando que estaria agindo em nome de Deus.
Neste primeiro volume, portanto, somos apresentados ao drama envolvendo "Príncipe Eddy", seu amigo Walter Sickert, Annie, Mary Kelly e outros personagens relacionados. Também acompanhamos toda a trajetória de Gull, desde sua infância até o momento em que foi incumbido de silenciar Annie Crook.
Em seguida, acompanhamos a vida das prostituas, a chantagem de Mary Kelly, um extenso passeio de charrete por Londres, em que Gull visita todos os pontos simbólicos da cidade para traçar seu plano, e finalmente, a morte da primeira delas, Polly Nichols.



No segundo volume, o inspetor Fred Abberline é designado para o caso, e acompanhamos em detalhes o que aconteceu após a morte da primeira vítima. Na sequência, acompanhamos as horas finais de Annie Chapman e as subsequentes investigações, que não levam a nada, já que a verdade está sendo acobertada pelos companheiros maçônicos de Gull, embora muito a contragosto.
Também compreendemos como foi que Kate Eddowes acabou se tornando uma vítima, já que ela não era uma das 4 que inicialmente seriam alvo de Gull. Na mesma noite em que o bom doutor teria matado Liz Stride, Eddowes regressava a Londres, julgando conhecer a real identidade do Estripador. No entando, ela acabou presa devido à bebedeira e na delegacia, deu seu nome como sendo de Mary Jane Kelly. Informado que a última prostituta seria solta à 1 hora, Gull teve que deixar o "serviço" incompleto e correr atrás daquela que ele julgava ser Kelly, embora mais tarde descobrisse seu engano.
A verdadeira, entretanto, conseguira o dinheiro para pagar a gangue de outra forma, mas ao pagá-los, descobriria que não eram eles quem estavam atacando suas amigas.



Neste terceiro volume, Kelly seria visitada por um culpado Príncipe Eddy, que lhe avisaria do perigo que estava correndo, confirmando suas suspeitas. Essa seria a explicação de Moore do porquê de Mary Kelly estar tão obcecada pelo caso do Estripador nos últimos dias antes de sua morte.
Logo, Gull descobriria seu engano e poderia completar sua tarefa. É aqui também que ficamos sabendo do porquê do título da obra: Gull escreve uma carta à polícia, colocando como endereço "Do Inferno". Esta teria sido a única carta enviada à polícia que realmente tivesse provindo do verdadeiro "Jack".
Acompanhamos em detalhes a morte de Mary Kelly, tendo um capítulo inteiro só para a última morte. E ficamos sabendo da história do Sr. Druitt, que acabou se tornando o bode expiatório da história toda.



Por fim, o derradeiro volume nos mostra o encontro de um suposto sensitivo, o "Sr. Lees", com o Inspetor Abberline, e o primeiro acaba levando o segundo até a porta de Gull, supostamente "sendo guiado por visões". Gull teria confessado o crime aos dois, dias antes de sua suposta morte. Na verdade, o livro de Knight afirma que a morte de Gull seria forjada e este passaria seus últimos dias num asilo, sob outro nome.
Abberline e Lees seriam comprados pelo silêncio de ambos, e no último capítulo, acompanhamos a morte de Gull e sua jornada, antes da alma desaparecer, em diferentes momentos do tempo relacionados a eventos "místicos", confirmando, de certa forma, a teoria sobre a quarta dimensão de que ele havia ouvido falar anos atrás.

Todos os volumes vêm com apêndices escritos pelo próprio Moore, que explica as cenas de acordo com a extensa pesquisa elaborada. Desta forma, ele procura relacionar os fatos tidos como verídicos ou semi-verídicos, preenchendo os muitos "buracos" entre eles com ficção, embora sempre pautada em uma beirada da realidade.
O último volume traz ainda um apêndice adicional que procura relacionar as muitas teorias sobre os assassinatos de Whitechapel, chamado "A dança dos apanhadores de gaivota". Isso, somando-se ao drama narrado em quadrinhos, acaba se tornando uma excelente coletânea de praticamente toda a ciência que se desenvolveu em torno dessa figura quase mística que é Jack, o Estripador.



Em 2001, foi lançado o filme que adaptava esta obra de Moore, tendo Johnny Deep no papel principal. Obviamente, Hollywood modificou a obra de cabo a rabo, para ser consumida pelo "povão". Ainda assim, o filme tem suas qualidades.
A trama central permanece a mesma, embora a identidade do assassino permaneça desconhecida até os momentos finais do filme. A título de simplificação, todas as vítimas aqui são amigas, incluindo Kate Eddowes, e até mesmo Martha Tabram, que embora não apareça nos quadrinhos, é mencionada nas referências como uma das prostitutas que supostamente teria sido a primeira vítima do Estripador. Essa teoria cairia por terra ao analisar o M.O. do assassinato completamente diferente das demais. Isso é explicado no filme.
As personagens de Abberline e Lees são fundidas, e o inspetor ganha um ar sobrenatural, a fim de deixar o filme mais interessante para o "povão". Mary Kelly, mocinha do filme, não por acaso é a mais bonita das vítimas, embora ela acabe não se tornando uma vítima aqui. Sim, pois ao que Moore tinha deixado muito subentendido de forma sutilíssima nos quadrinhos, aqui é escancarado para os especadores entenderem que Kelly pode ter escapado de ser executada, e outra pessoa teria morrido em seu lugar.

Como eu disse, o filme tem suas qualidades, mas fica muito aquém da obra original, que é leitura obrigatória para qualquer um que seja fã da nona arte.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas

Título estranho, não? Para quem não conhece, trata-se de um livro escrito por Robert M. Pirsing em 1974 e continua sendo vendido até hoje. As opiniões sobre ele se dividem, mas o que me deixou curioso e me levou a lê-lo foram duas coisas. Primeiro, numa aula de mestrado, um professor de Metodologia Científica indicou esse livro. E segundo, que um ou dois dias depois, Yorick (o protagonista da série Y - The Last Man, que eu estava lendo na época) afirmou que esse era seu livro de cabeceira. Decidi ver qual era a do livro, então, e irei compartilhar minha opinião com quem tiver interesse...

Pois bem... a história não tem nada demais: é sobre um homem e seu filho, que estão de férias e viajam de motocicleta junto com um casal de amigos e, quando fazem as paradas, filosofam sobre a vida e tudo o mais. Não parece ser grandes coisas, certo?

É fácil ver porque as opiniões sobre ele se dividem. Não se trata de um livro comum. É até meio difícil classificá-lo. Não é um livro didático, embora tenha muito sobre metodologia científica, filosofia e a ciência como um todo. Também não é um livro de auto-ajuda, mas muita coisa do que o protagonista diz poderia ser encarada como conselhos que você poderia seguir para a sua vida.

É um livro de aventura, então? Também não, embora tenha um quê de suspense. Não da viagem em si, mas o fato é que (vou soltar um spoiler, mas isso não influencia em nada) o protagonista tinha uma outra personalidade antigamente, a quem ele chama de Fedro.

Enquanto viaja, nosso protagonista (cujo nome real nunca é revelado) fala sobre Fedro, e sua busca incessável sobre a verdade. Busca esta que o levou a enfrentar a Universidade, os alunos e a própria sanidade mental. Sabemos que Fedro enlouqueceu e que dele emergiu a nova personalidade do protagonista. Isso nos é dito no primeiro quarto do livro.

Mas não fica claro o que levou Fedro à loucura. Essa jornada é contada pouco a pouco, na mente do protagonista, enquanto ele está sobre as duas rodas e não pode conversar com ninguém além de si mesmo. Para contar essa história, entretanto, ele precisa entrar em vários detalhes que foram pesquisados por Fedro. E é isso que torna a leitura interessante, especialmente para quem tem um "pé" no lado acadêmico de sua profissão, ou de quem é adepto à Ciência no geral.

Para quem não é, é fácil entender porque a leitura se torna chata. Não há grandes cenas de ação, ou de suspense, e nem um grande conflito a ser resolvido. Você não sabe para onde a história vai rumar. O máximo que pode atrair a atenção desse tipo de leitura é a jornada de Fredo, que lembra um pouco o que acontece com John Nash em "Uma Mente Brilhante".

Mas fica a dúvida se isso é o principal mote do livro, ou se é apenas pano de fundo para que o autor traga à tona suas próprias idéias sobre como é feita Ciência hoje em dia. E como poderia ter sido, se os sofistas não tivessem sido derrotados séculos atrás.

O protagonista fala sobre muita coisa, ficando difícil até listar todos os assuntos abordados no livro, depois volta em Fedro e à sua luta, que começa basicamente por causa da busca do mesmo pela Qualidade. Esta coisa que todo mundo sabe o que é, mas é tão difícil de ser definida. Ele pergunta a seus alunos, pesquisa, vai atrás, forma teorias e mais teorias, revira a Ciência de cabeça para baixo. É essa jornada que acompanhamos... e por isso, volta a questão: qual é o foco da história? A jornada de Fedro? As idéias por trás dela? A viagem de motocicleta? Ou será que a viagem da motocicleta é apenas uma metáfora por trás da jornada de Fedro, e esta jornada é que evoca idéias poderosas que nos fazem pensar sobre... bem, sobre tudo! Será que é isso? Eu diria que sim... mas essa é só minha opinião... com certeza, se você for ler o livro, terá outra completamente diferente.

Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas causa esse efeito nas pessoas. Faz você pensar de verdade.

Ás Inimigo



Já faz algum tempo que a (agora extinta) Opera Graphica publicou Ás Inimigo, volume que reúne uma série de histórias desse inusitado personagem criado por Robert Kanigher e desenhado pelo mestre Joe Kubert. E te digo, quer ler alguma coisa diferente? É isso aqui que você está procurando.

As primeiras histórias seguem quase sempre a mesma fórmula... o protagonista é o melhor piloto da Alemanha em plena Primeira Guerra Mundial, temido inclusive por seus colegas, que o consideram uma verdadeira máquina assassina. Seu único amigo é um Lobo Negro e selvagem que ele encontra quando se aventura, sozinha, floresta adentro para caçar.

Mas logo surgem inimigos de peso que rivalizam com a habilidade de Von Hammer, e as histórias vão ficando cada vez mais interessantes. Mas a grande sacada são os detalhes inerentes às batalhas áreas... as manobras, os tipos de aviões e de metralhadoras utilizados, a experiência de vôo e tudo mais. A impressão que se tem é de estar vendo um filme... e com essa onda de adptações de HQs vazias em Hollywood, eles deviam dar uma olhada nessa obra fantástica. Com certeza daria um filme de tirar o fôlego! Dá até pra pensar na trilha sonora, como "Tailgunner" ou "Aces High", do Iron Maiden, heh, heh, heh...

A edição traz ainda uma breve biografia de Kubert e um relato do próprio explicando como surgiu o Ás Inimigo. Um excelente escapismo para quem está cheio de ler as mesmas histórias.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Presságio


Sábado fui conhecer o tal do Shopping São José e, já que estava de bobeira por lá, resolvi assistir o novo filme do Nicholas Cage. E não é que é bacana?
Já vou soltar um spoilier, mas que não tira a graça da história: esse é o primeiro filme sobre o fim do mundo onde o mundo realmente acaba! Heheheeheh.
Bom, a história é a seguinte: nos anos 50, uma menina que ouvia sussuros na mente rabisca um monte de números num papel e coloca o papel, junto com outros desenhos da turma, numa cápsula do tempo que seria aberta nos dias de hoje.
O papel acaba caindo na mão de um astrofísico, que descobre que os números são, na verdade, datas de catástrofes que aconteceram nos últimos 50 anos. E faltam ainda três delas sendo que a última, é a total destruição da humanidade.
Tá, mas e daí? De que adianta saber das previsões se não há nada que se possa fazer? É aí, na minha opinião, que reside a graça do filme. E vou deixar vocês assistirem pra descobrir.
Mas vale dizer que os efeitos são muito bem feitos, a história é bem construída e tem muito drama, ação e diálogos legais na dose certa. Pra quem não esperava lá grandes coisas... diversão garantida.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Conheçam o Coelho Nero!


Salve, pessoal! Hoje, vou divulgar o trabalho de um amigo meu, o Omar Vinole, que já é conhecido por suas parcerias com o LAUDO, lá do Quarto Mundo.

O Omar criou o COELHO NERO, um personagem meio maluco que será publicado nesse blog:




E não, não tem nada a ver com o coelhinho da páscoa! Cliquem logo aí e conheçam a figura!


domingo, 5 de abril de 2009

Nerd Indica 8

Já faz quase um mês que saiu o último Nerd Indica, mas só agora que eu divulgo por aqui (Mal ae, Aninha). O entrevistado da vez é outro grande amigo meu, Jozz, que incluse nos hospedou (Eu e o Plínio) em nossa última ida para sampa, conforme vocês já conferiram no relato sobre o último AA (Ângelo Agostini, porra!).
Bom, sem mais delongas, cliquem logo aí e confiram a bagaça:

segunda-feira, 23 de março de 2009

Rendendo-me...

É, não dá mais.
Com a Marvel, parei faz tempo. Nem lembro quando foi a última vez que comprei uma revista da Panini. Não aguento mais nem folhear aquelas porcarias quando vejo na banca. É triste, já que eu era um dos muitos colecionadores assíduos. Sempre mantive a esperança de que as coisas fossem melhorar, desde o fim da Saga do Clone. Mas sempre foi de mal a pior. Então, chega uma hora que cansa. Roteiros, desenhos... tudo... tá tudo uma merda.
Mas beleza, se para com uma, começa com outra, certo? Parecia que a Pixel Magazine tinha vindo pra ficar. Ótimas histórias, que há muito faziam falta em terras brasileiras. Mas aí, depois de muitas reviravoltas, a revista pára de ser publicada, juntamente com a sua "irmã", a Pixel Fábulas, que a muito custo chegou ao quarto número.
Ah, desculpem, mas haja paciência de ficar esperando a continuação das histórias desse jeito. O negócio é se render aos scans... por mais que eu deteste ler no computador.
E pra falar a verdade, é muito melhor pegar arcos completos e ler de uma vez só do que ficar lendo picado, mês a mês... olha, juro que eu compro os encadernados quando saírem... porque tem coisa muito FODA saindo lá fora!
O primeiro foi The Walking Dead (Os Mortos-Vivos, aqui no Brasil). A defasagem de um encadernado pro outro que a HQM lançou não é brincadeira. Mas tudo bem, eu ainda estava com paciência. Vamos esperar... vamos fazer do jeito certo, não é? Ah, quer saber? Vamo que vamo... e digo pra vocês, não me arrependi.
Eu já tinha curtido a série desde o primeiro arco. A HQM lançou os três e, sim, eles estão guardados aqui em casa e vou comprar o quarto, se um dia eles lançarem. A série é muito boa, fica melhor a cada arco. Esqueça as histórias convencionais de zumbis. O Kirkman fala, na introdução do primeiro arco, que sempre ficava frustrado quando via esse tipo de filme e eles acabam justo quando as coisas começavam a ficar interessantes. Então, ele quis fazer um filme de zumbi que nunca acabasse. Mas não no estilo trash da coisa. A idéia aqui é pegar a situação e mostrar como ela muda os personagens, como os seres humanos se portam diante de uma tragédia onde ninguém realmente entende o que está acontecendo. O que acontece quando se tira o conforto da civilização e as pessoas mostram suas verdadeiras faces. Kirkman adverte que você não reconhecerá o protagonista, Rick, depois de tudo o que acontecerá com ele. Ele não estava mentindo. Lá pela edição 50 já aconteceu tanta coisa, o cara já passou por tanta merda, que está simplesmente irreconhecível. Eu ainda vou fazer um post só sobre essa série.
Outra que eu finalmente li recentemente foi Y - The Last Man. Muito boa, embora eu tenha gostado mais das piadas do que da história em si... hehehe. O que não significa que seja ruim, pelo contrário... mas eu sou mais do tipo de história com aquele ritmo frenético, que você não quer mais parar de ler, tipo Preacher ou mesmo Os Mortos-Vivos, onde cada capítulo termina com você querendo mais. Y não é assim, vai evoluindo aos poucos, o ritmo é diferente. Mas nem por isso deixa de ser interessante.
Pra quem não sabe, trata-se da história de um cara que sobrevive a uma praga que mata todos os homens. O caos se instaura, obviamente. E há muita crítica social nas entrelinhas, mas muita diversão, também. Um pouco de suspense, claro... e uma busca desesperada pra tentar clonar Yorick e salvar a espécie.
Algum dia também faço um post só sobre essa série. Agora tô com uma baita preguiça. E tô pensando em continuar a ler o Fábulas...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Nerd Indica 7

Demorei um pouco, mas já saiu mais um Nerd Indica. Desta vez, o entrevistado é Alex Mir, grande amigo meu (nos dois sentidos, já que o cara é praticamente um jogador de basquete) lá do Quarto Mundo, que edita as revistas DEFENSORES DA PÁTRIA e TEMPESTADE CEREBRAL.
Confiram aí, galera:
 
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