segunda-feira, 23 de março de 2009

Rendendo-me...

É, não dá mais.
Com a Marvel, parei faz tempo. Nem lembro quando foi a última vez que comprei uma revista da Panini. Não aguento mais nem folhear aquelas porcarias quando vejo na banca. É triste, já que eu era um dos muitos colecionadores assíduos. Sempre mantive a esperança de que as coisas fossem melhorar, desde o fim da Saga do Clone. Mas sempre foi de mal a pior. Então, chega uma hora que cansa. Roteiros, desenhos... tudo... tá tudo uma merda.
Mas beleza, se para com uma, começa com outra, certo? Parecia que a Pixel Magazine tinha vindo pra ficar. Ótimas histórias, que há muito faziam falta em terras brasileiras. Mas aí, depois de muitas reviravoltas, a revista pára de ser publicada, juntamente com a sua "irmã", a Pixel Fábulas, que a muito custo chegou ao quarto número.
Ah, desculpem, mas haja paciência de ficar esperando a continuação das histórias desse jeito. O negócio é se render aos scans... por mais que eu deteste ler no computador.
E pra falar a verdade, é muito melhor pegar arcos completos e ler de uma vez só do que ficar lendo picado, mês a mês... olha, juro que eu compro os encadernados quando saírem... porque tem coisa muito FODA saindo lá fora!
O primeiro foi The Walking Dead (Os Mortos-Vivos, aqui no Brasil). A defasagem de um encadernado pro outro que a HQM lançou não é brincadeira. Mas tudo bem, eu ainda estava com paciência. Vamos esperar... vamos fazer do jeito certo, não é? Ah, quer saber? Vamo que vamo... e digo pra vocês, não me arrependi.
Eu já tinha curtido a série desde o primeiro arco. A HQM lançou os três e, sim, eles estão guardados aqui em casa e vou comprar o quarto, se um dia eles lançarem. A série é muito boa, fica melhor a cada arco. Esqueça as histórias convencionais de zumbis. O Kirkman fala, na introdução do primeiro arco, que sempre ficava frustrado quando via esse tipo de filme e eles acabam justo quando as coisas começavam a ficar interessantes. Então, ele quis fazer um filme de zumbi que nunca acabasse. Mas não no estilo trash da coisa. A idéia aqui é pegar a situação e mostrar como ela muda os personagens, como os seres humanos se portam diante de uma tragédia onde ninguém realmente entende o que está acontecendo. O que acontece quando se tira o conforto da civilização e as pessoas mostram suas verdadeiras faces. Kirkman adverte que você não reconhecerá o protagonista, Rick, depois de tudo o que acontecerá com ele. Ele não estava mentindo. Lá pela edição 50 já aconteceu tanta coisa, o cara já passou por tanta merda, que está simplesmente irreconhecível. Eu ainda vou fazer um post só sobre essa série.
Outra que eu finalmente li recentemente foi Y - The Last Man. Muito boa, embora eu tenha gostado mais das piadas do que da história em si... hehehe. O que não significa que seja ruim, pelo contrário... mas eu sou mais do tipo de história com aquele ritmo frenético, que você não quer mais parar de ler, tipo Preacher ou mesmo Os Mortos-Vivos, onde cada capítulo termina com você querendo mais. Y não é assim, vai evoluindo aos poucos, o ritmo é diferente. Mas nem por isso deixa de ser interessante.
Pra quem não sabe, trata-se da história de um cara que sobrevive a uma praga que mata todos os homens. O caos se instaura, obviamente. E há muita crítica social nas entrelinhas, mas muita diversão, também. Um pouco de suspense, claro... e uma busca desesperada pra tentar clonar Yorick e salvar a espécie.
Algum dia também faço um post só sobre essa série. Agora tô com uma baita preguiça. E tô pensando em continuar a ler o Fábulas...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Nerd Indica 7

Demorei um pouco, mas já saiu mais um Nerd Indica. Desta vez, o entrevistado é Alex Mir, grande amigo meu (nos dois sentidos, já que o cara é praticamente um jogador de basquete) lá do Quarto Mundo, que edita as revistas DEFENSORES DA PÁTRIA e TEMPESTADE CEREBRAL.
Confiram aí, galera:

Hulk vs Hulk

Recentemente foi lançado em DVD o Hulk do Edward Norton. Confesso que eu tinha gostado mais de assistir o filme no cinema... e os extras deixam um pouco a desejar, se comparados com a versão anterior. E assistindo o filme pela segunda vez, tudo pareceu tão... banal!!!
Mas ao invés de fazer um simples review, vamos compará-lo com a versão anterior...

- O Hulk de Ang Lee;





Eu gosto dessa versão, embora pouca gente concorde comigo. Não sou lá muito fã do diretor, não, mas o Ang Lee conseguiu captar a essência do personagem, com toda aquela coisa de "médico e monstro" e os conflitos psicológicos de Bruce Banner.
O que muita gente chiou nesse filme foi justamente toda a construção psicológica feita em torno do pai dele. Ora, mas isso foi extremamente fiel à HQ!. Esse conceito de Bruce ter sido traumatizado na infância foi introduzido ainda por Bill Mantlo, láááááá atrás, quando o Hulk estava na encruzilhada das dimensões (Hulk # 63, Editora Abril, para quem quiser conferir). E isso foi aprofundado por Peter David tempos mais tarde, o que deu origem à sua personalidade fragmentada (Hulk Verde, Hulk Cinza e Bruce Banner). Então, não foi só a bomba gama que fez de Bruce Banner o Incrível Hulk, mas ela libertou essas personalidades originárias destes conflitos psicológicos com o pai, somados ao fato dele ter assistido ao pai matar sua mãe. Pô, perfeito!
Faltou a bomba gama no filme? Faltou Rick Jones? Tá, concordo, faltou, mas aquilo foi feito nos anos 60... quão idiota pareceria na tela de cinema um garoto invadindo uma área de testes e um cientista correndo atrás dele para tentar salvá-lo?
Única coisa que me incomodou mesmo foi o pai dele ganhar poderes e tudo culminar naquele final pra lá de esquisito. Mas vá lá, isso passa. E a melhor cena de todas, indubitavelmente, é a do deserto, com o Hulk enfrentando o exército e tudo mais. Vale o filme todo.
Nos extras, temos:
- Bastidores e comentários;
- Anatomia do Hulk: esse é legal, um menu com o corpo do gigante esmeralda com várias informações sobre seus poderes.
- Cenas excluídas;
- A transformação do Hulk pelas mãos de Kubert, Ohtsuka, Larroca e Terada;
- A evolução do Hulk: documentário sobre as HQs;
- Making Of e execução de algumas cenas específicas;

- O Incrível Hulk;




Bom, já achei que erraram ao não fazerem uma continuação e descartarem totalmente o filme anterior. Ninguém gostou do primeiro? E daí? Faça melhor no segundo, não acho que precisaria de uma "refilmagem" tão cedo. E não adiantou nada, pois quem não é do meio ficou pensando que esse era o "Hulk 2" mesmo assim, e se já não tinha gostado do primeiro, nem foi ver o segundo. Mancada.
Gostei do visual do Hulk, mais realista, embora não tivesse visto lá grandes problemas da versão anterior. E é sempre legal ver os personagens que conhecemos na telona... Leonard Samson, o Líder, o Abominável, e, claro, a empolgante cena final com Tony Stark e o Gen. Ross. Mas até o final do filme a gente só vê mais do mesmo... Banner fugindo, Ross obcecado, brigas com o exército, busca pela cura, etc... uma historinha tão manjada que chega a dar sono. E este está longe de ser o melhor papel de Norton, do qual sou fã, mas dessa vez, ele não monstou nada demais, com atuações bem medianas. E eu preferia a Jennifer Connelly como Betty.
Enfim, o que empolga neste filme é justamente o que faltou um pouco no outro: a ação. Mas se concentraram tanto nisso, para agradar o público dos fanboys e da porradaria, que se esqueceram de desenvolver melhor a história.
Extras:
- Comentários do diretor e de Tom Roth;
- Abertura alternativa e cenas excluídas;
- Making of e detalhes sobre o Hulk e Abominável;
- A cena de "Hulk: Cinza" que inspirou a cena da caverna do filme;

Bom, eu não gosto da dupla que fez Hulk: Cinza, então, pra mim, aquilo ali e nada é a mesma coisa. E até agora não enxerguei o tal do Capitão América na "abertura alternativa", que um monte de gente estava falando.
De qualquer forma, reclamaram que o primeiro filme faltou ação, e o segundo, faltou drama. Espero que no terceiro haja um balanço dos dois... e que Hollywood pare com essa mania de refilmar filmes que acabaram de ser lançados. Pô, já está falando em recomeçar Quarteto e Demolidor... pára com isso, façam continuações. Será que é tão difícil assim aprender com os erros e não repetí-los no segundo filme?
 
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