sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Spider-Man: Shattered Dimensions



Até o presente momento, para mim, o melhor jogo do Aranha ainda era o saudoso Spider-Man VS. Kingpin do Mega Drive. Tinha os vilões clássicos do herói, sentido de aranha que disparava quando o vilão chegava e você podia tirar fotos dos bandidos para converter em dinheiro e recarregar o fluido de teia. Fora que você conseguia fazer o escudo de teia e o desafio do jogo era muito bom. O chefe final, o Rei do Crime, é lembrado até hoje como um dos mais bem bolados do Mega: além de bater na cabeça do gordão (o que já era difícil) você ainda tinha que impedir que a Mary Jane caísse num tanque de ácido.
Depois disso poucos foram os games que exploraram tanto as capacidades do herói. Ainda do Mega, podemos citar o Animated Series, Maximum Carnage e Separation Anxiety que, apesar de serem bons jogos, ainda ficam aquém de seu potencial. O primeiro tinha bons gráficos, mas a jogabilidade era tosca e o desafio era mínimo. Os outros dois eram mais uma versão Streets of Rage pro Aranha, com um bom desafio, mas só.
Os jogos que saíram baseados nos filmes não chegaram a me agradar muito. A jogabilidade era bacana, mas ficar fazendo aquelas missõezinhas para acumular pontos e avançar de nível enchia o saco. Não cheguei a jogar o Web of Shadows, mas também não ouvi falar muito bem.
Agora chega aos consoles o mais novo jogo estrelado pelo aracnídeo e te digo, meu amigo: é o melhor jogo que já saiu pro Homem-Aranha. A história é muito bem bolada, os gráficos são alucinantes, a jogabildiade é animal e os vilões são perfeitos. Para não falar das piadinhas clássicas, que estão presentes a todo momento. Nota 10 pela caracterização dos personagens. Mas vamos por partes.
Para quem ainda não conhece a história, o vilão da vez é Mysterio, que tenta roubar uma plaqueta mística afim de dominar poderes reais ao invés de se limitar em suas ilusões baratas. O Aranha tenta detê-lo, mas acaba quebrando a plaqueta em pedaços e fragmentando as barreiras entre as dimensões. A Madame Teia vem em seu auxílio e lhe fala sobre suas outras três contrapartes: Noir, 2099 e Ultimate (com o uniforme negro simbiótico). Agora, eles têm de encontrar os pedaços da plaqueta para deter Mysterio e restabelecer as barreiras entre as dimensões.
Os filmes de introdução entre as fases são perfeitos, parecem filme. Os do Noir são os melhores, naquele climão dos anos antigos mesmo. Só o que fode é a voz do Stan Lee narrando a história entre os atos, mas tudo bem. Falemos, então, do estilo de jogo de cada um.

- Amazing Dimension: Kraven, Homem-Areia e Fanático.
O Aranha normal é o que tem os combos mais poderosos. O estilo de jogo é porradaria mesmo... ele usa as teias de todas as formas para derrotar os inimigos. O sentido de aranha está presente nas quatro personalidades, podendo ser usado a qualquer momento para localizar inimigos e itens.
Outra coisa que está presente nos quatro são momentos em primeira pessoa, em que você tem que socar os chefes cara-a-cara. Muito bem bolado. Já os chefes não apresentam grande desafio, ainda que cada um tenha sua estratégia para ser derrotado. Para vencer o Areia, por exemplo, você tem que jogar água nele antes, ou seus golpes não surtirão efeito algum.
Você enfrenta os vilões o tempo todo, não apenas no final das fases, que é onde eles fazem uso dos fragmentos das plaquetas para ficarem mais poderosos. No caso do Areia, ele forma uma tempestade de Areia e uma porrada de destroços voa em sua direção. O legal é que você pode usar esses destroços para se aproximar dele. O jogo é assim, cheio desses momentos bem pensados, para não ficar só no “vá batendo até não restar ninguém de pé.”

- Noir Dimension: Cabeça-de-Martelo, Abutre e Duende.
Acho que o estilo de jogo da Noir é o melhor de todos. Você tem que ficar na surdina, aproveitando-se das sombras para esgueirar os inimigos e atacá-los de surpresa. E ele vai pegando um por um e enrolando-os ou deixando-os pendurados em casulos de teia. Tesão pra caralho!
Os chefes também são bem bolados e são necessárias combinações de ataques estilo “porradaria” e ataques “na surdina” para derrotá-los. Muito bom.

- 2099 Dimension: Duende Macabro, Escorpião e Dra. Octopus.
No estilo gráfico das fases, aqui estão os melhores. Aquele cenário futurista e a roupa high-tech do Aranha do futuro por si só já são animais. Mas o estilo de jogo acaba se tornando aéreo em boa parte, o que se torna um diferencial dos demais. Você enfrenta o Duende em pleno vôo, o que dá um clima de ação sensacional nesses momentos.
Além disso, o Aranha 2099 possui uma visão especial que deixa as coisas mais lentas, tornando mais fácil se desviar dos inimigos e obstáculos quando se está em queda livre. É claro que, diferente do sentido de Aranha, essa visão especial não pode ser usada a bel-prazer, se tornando ativa apenas por um período de tempo.
Os vilões foram criados exclusivamente pro jogo, apesar do Escorpião ser baseado naquele horrendo especial 2099 que eu já havia analisado aqui. Mas são bem bolados e o desafio é muito bom, necessitando dar uma raciocinada para encontrar a estratégia certa de derrotá-los. No geral, as fases do futuro acabam sendo as mais difíceis do jogo.

- Ultimate Dimension: Electro, Deadpool e Carnificina.
O estilo de jogo aqui novamente é porradaria, mas com a diferença que o Aranha Ultimate pode habilitar o “rage mode”, no qual deixa o simbionte dominar e aí é que a porradaria fica interessante mesmo.
Electro está muito bem feito, mas alguns podem estranhar o Deadpool aí nessa lista. Eu mesmo estranhei, mas a fase até que é bacana... o Aranha é levado para uma plataforma oceânica, onde Deadpool tem seu próprio programa de TV, naquele estilo reality-show em que você tem que lutar para sobreviver.
Mas a melhor é a fase com o Carnificina, no qual o monstro domina o Triskelion e faz a maior zorra, além de dominar agendes da SHIELD e transformá-los em zumbis. Fosse a classificação etária um pouco maior, essa fase poderia ser um Resident Evil estrelado pelo Aranha Negro.

Depois de passar pelos três atos, os quatro se unem para enfrentar Mysterio no final. O jogo em si não é muito difícil de fechar, levando cerca de 1 hora para concluir cada uma das 13 fases. Mas cada uma tem desafios que precisam ser cumpridos se você quiser ganhar pontos e desbloquear golpes, características dos heróis e os uniformes alternativos, que são os seguintes:

- Amazing: Homem-Vergonha (sim, aquele uniforme do quarteto com um saco de pão na cabeça), Aranha da Guerra Secreta (não lembro dele ter utilizado um uniforme diferente naquela mini, mas tudo bem) e Aranha Escarlate.
- Noir: Conceito Original (que se aproxima muito do uniforme tradicional), Aranha 1602 e Aranha Zona Negativa.
- 2099: Flipside (aquele andróide que imita o Aranha, em Aranha 2099 # 19 – Editora Abril), Aranha de Ferro e Armadura da Guerra Civil.
- Ultimate: Uniforme Original, Traje à prova de Electro e Mangaverso.

Reza a lenda que existe ainda as versões do Aranha Cósmico para cada uma das dimensões, mas parece que elas só estavam disponíveis para quem comprasse na pré-venda. Acredito que seja só diferença do traje mesmo, sem os poderes cósmicos do Capitão Universo. Mas seria muito bom que tivesse algum cheat para desbloquear esses uniformes e sair disparando rajadas e teias energéticas, não?
Enfim, o jogo é divertidíssimo, os gráficos são animais e a história é muito boa. Nem consegui ainda vencer os 180 desafios do jogo (sendo que cada fase você tem que achar 8 aranhas escondidas, que é um saco de ficar procurando), mas vale muito a pena, por explorar muito bem as potencialidades das diferentes versões do Aranha.
E o final, depois dos créditos, tem uma surpresa hilária para os fãs. Bom jogo, aracnofilíacos!!!

domingo, 15 de agosto de 2010

Site fora do ar

Olá, pessoal... esse post é só para avisar que o site da Quadrinhópole está temporariamente fora do ar. Estou pensando em uma reformulação e logo mais trago novidades.
Obrigado a todos que vêm acompanhando e apoiando a Quadrinhópole durante todo esse tempo. Abraços a todos!

domingo, 13 de junho de 2010

Marvel 2099


Eu gostava do Universo 2099. Bem, tinha coisas bem ruins, mas no geral, tinha idéias bem interessantes, também. E foi só pra matar a saudade que resolvi comprar esse especial que a Panini lançou recentemente. É, sou burro mesmo... continuo dando novas chances para a Marvel me decepcionar completamente.
Compro a edição achando que ia rever os velhos personagens numa trama minimamente decente. Não esperava lá grandes coisas (afinal, é a Marvel), mas só o fato de poder matar a saudade do Aranha 2099 e outros personagens legais, achei que já vali o investimento.
E adivinhem só o que encontro? Personagens completamente descaracterizados, muito aquém dos nossos velhos amigos da virada do século.
Miguel O'Hara agora está mais para um novo Peter Parker, e sua origem acaba recontada na história. Seu pai, que antes era um brutamontes ignorante (o que o deixava interessante), agora é um cientista da Alchemax, posando de herói da história. Porra!
O Motoqueiro Fantasma, com aquele fantástico visual ciberpunk cheio das piras tecnológicas, acaba voltando ao velho visual dos anos 90. O Hulk, então, nem se fala... agora temos uma MANADA de Hulks vagando pelo deserto norte-americano, indo em direção às grandes cidades. Só que isso não é problema nenhum pros X-Men, que matam os Hulks com uma facilidade enorme! Ahã! Por que, então, o Gen. Ross não mandou logo Wolverine atrás do Hulk pra arrancar a cabeça dele e acabar com esse pesadelo de anos, já que era tão fácil?
Decepção é pouco para descrever. Ao invés do Aranha 2099 confiante e de poderes diferentes que tínhamos anteriormente, temos um garoto imaturo que acaba se tornando um discípulo do Aranha antigo. Mas que merda! Se era pra fazer mal-feito, era melhor nem terem feito essa história!
Fora os erros de continuidade... aparentemente, a trama se passa enquanto o Aranha faz parte dos Vingadores (já que temos Luke Cage, Mulher-Aranha e Wolverine na equipe), época em que ele já tem a teia orgânica. Só que em uma cena ele aparece sem o FLUIDO de teia dos lançadores! Para não falar da arte, que também está uma porcaria, e a edição está cheia de erros de digitação.
Pô, como eu disse antes, não esperava lá grandes coisas, mas ainda assim, a Marvel continua deixando a desejar. O que acontece? Os caras vão fazer uma história sobre o universo 2099 e têm PREGUIÇA de pesquisar sobre o que vão escrever? O editor de lá está dormindo, que não vê os erros de continuidade?
E isso não é um caso isolado... nos últimos anos, basta pegar qualquer edição da Marvel que tais erros de cronologia pipocam aos montes. Só prova que a Marvel não tem mais jeito mesmo.
Ok, alguns podem argumentar que, se for pra ficar se preocupando com cronologia, que só os leitores mais antigos se lembram, vai acabar sacrificando boas histórias.
Discordo totalmente. Primeiro, foi a própria Marvel que escolheu manter a continuidade das histórias. Então por que, meu Deus, jogar a cronologia no lixo?
Segundo, é perfeitamente possível fazer boas histórias, respeitando a cronologia. Por Odin, qualquer escritorzinho meia-tigela de fan fiction é capaz disso.
E terceiro, se querem jogar a cronologia fora, então por que não destroem de vez esse universo desgastado e começam tudo de novo? Novos personagens, ou novas versões dos mesmos. Um exemplo muito bom que mostra que isso pode ser feito é o recente Spider-Man: Noir, que mostra a versão do Aranha nos anos 30. Pô, muito legal ver as versões diferentes de personagens que conhecemos, numa trama simples, mas bem elaborada.
Outro exemplo é o Peter Parker: NYPD, da Quadrim (site de fan fictions). Nele, Márcio Sampayo mostra que não só é possível descartar a cronologia atual e começar de novo com versões diferentes dos heróis que conhecemos, como também isso pode ser feito com qualidade ímpar.
Então, por quê? Porque ficar reinventando a roda, ano após ano? E o pior: fanboys idiotas continuando a dar dinheiro pra esses filhos da puta.

terça-feira, 9 de março de 2010

Fringe: o que sabemos até agora


Enquanto uma das melhores séries de ficção científica está dando uma pausa lá nos EUA, pensei que talvez fosse interessante para refletirmos o que sabemos sobre a trama geral até o momento. Obviamente tem spoilers. Vamos por partes:

A Divisão Fringe do FBI:
Sabemos que há tempos ocorrem eventos que são chamados de "o padrão". Eventos bizarros que de alguma forma, estão relacionados a experimentos de 20 anos atrás conduzidos pelo Dr. Walter Bishop e pelo Dr. William Bell na Universidade de Harvard.
Depois do incidente ocorrido no vôo 627, o Agente Especial Broyles recrutou a Agente Olivia Dunham, que passou a contar com a ajuda do velho Dr. Bishop e de seu filho, Peter Bishop. Dunham trabalhava, até então, com o agente John Scott, que acabou traindo-a e revelando-se como um agente duplo. Antes de morrer, porém, Scott insinuou que Broyles não teria escolhido Olivia por acaso. Tese reforçada pela primeira coisa que Broyles disse ao encontrar Liv pela primeira vez: "Eu sei exatamente quem você é". Ele poderia estar falando do caso que Liv investigou sobre o tal Harris que foi preso por ela devido a abusos sexuais, mas também poderia estar falando dos experimentos que William Bell conduziu com ela e com outras crianças quando tinham 3 anos de idade, afim de prepará-las como soldados para uma catástrofe vindoura. Mas é fato que Broyles já conhecia Nina Sharp, a segunda-em-comando de Bell, de longa data. Talvez eles e outras pessoas tenham fundado a Divisão Fringe no passado não apenas para "varrer as coisas para debaixo do tapete", mas também para proteger a humanidade. Ou, numa outra hipótese, seus propósitos poderiam ser mais obscuros. O passado de Broyles e Nina permanece em mistério, mas aparentemente ambos já tiveram algum tipo de envolvimento amoroso.


Olivia Dunham:
Quanto tinha 3 anos de idade, foi submetida a experimentos com uma droga chamada Cortexiphan, que aumenta a percepção e expande a consciência humana. Ela deveria ser um dos soldados que nos protegeria da tal catástrofe que está por vir, mas suas habilidades permanecem latentes até então, sendo desenvolvidas muito lentamente ao longo dos episódios.


Walter Bishop e William Bell:
Parceiros no passado, conduziram vários experimentos juntos que deram origem ao que hoje se chama Ciência de Borda (Fringe Science). Bell tornou-se o homem mais rico do mundo e fundou a Massive Dynamics, enquanto que Bishop foi acusado de homicídio culposo devido a um incêndio em seu laboratório que culminou na morte de uma assistente. Declarado insanso, Bishop passou 17 anos no Hospital Psiquiátrico St. Claire e muito de sua memória foi perdida.
Bell, por outro lado, acredita que uma guerra com seres da outra dimensão está próxima. No passado ele redigiu um manuscrito, ZFT, que falava sobre essa guerra e sobre a necessidade de se preparar soldados para nos defender. Olivia era um destes soldados, e acabou conhecendo mais alguns. O paradeiro da maioria é desconhecido, mas sabe-se que eles possuem habilidades extraordinárias.
A princípio, Bell foi tido como o vilão da trama. Entretanto, Walter nunca acreditou nisso e aparentemente, ele está do lado de Olivia e da Divisão Fringe.


Peter Bishop:
Muito do passado de Peter foi sendo revelado aos poucos e nas entrelinhas. Hoje sabemos que, quando criança, Peter adoeceu e acabou falecendo. Muito do que Walter fez em suas experiências foi por causa do filho. Ele criou a máquina de teleporte para tentar voltar no tempo e resgatar um homem que poderia salvar seu filho. Aparentemente, ele acabou morrendo antes que Walter tivesse esta chance. Porém, o cientista conseguiu criar uma porta para a outra dimensão, foi até lá e "roubou" o Peter Bishop de lá. Peter não sabe, e Olivia descobriu isso apenas no último episódio visto até o momento (S02E15). Mas é por isso que Peter não se lembra de muitas coisas de que seu pai fala de sua infância.
Devido ao perigo representado pela abertura de um portal deste tipo, o Dr. Bell removeu partes do cérebro de Walter que continuam a informação necessária para que tal coisa fosse feita, e a escondeu nos cérebros de 3 pacientes. Só recentemente essa informação fora recuperada.
Ainda, no segundo episódio da primeira temporada, Walter fala algo sobre a condição médica de Peter, sem dar mais detalhes sobre isso. Mas até agora, não se voltou mais nesse assunto. Ou é algo novo que ainda aflingirá Peter, ou o bom e lunático doutor estava se referindo à doença da infância.


Charlie Francis:
Melhor amigo de Olivia no FBI, acabou sendo morto e substituído por um transmorfo. Aparentemente ocorreu um erro de cronologia no episódio 11 da segunda temporada, onde ele aparece vivo e sem qualquer explicação.


John Scott:
Ao que parece, Scott não era um traidor, mas um agente que trabalhava numa operação ultra-secreta para tentar pegar um perigoso bioterrorista chamado Conrad. No entanto, algumas coisas nesta história não se encaixam muito bem e, no meu entender, tem mais coisa aí do que foi revelado até agora.
E se Conrad tinha alguma relação com Jones ou outros eventos relacionados ao padrão, também não está claro.


Os Observadores:
A princípio, acreditava-se que só havia um Observador, mas recentemente descobriu-se que há outros. Seus propósitos ainda são obscuros, mas sabemos que eles raramente interferem no curso natural dos acontecimentos. Um deles salvou Peter e Walter na infância, aparentemente por eles apresentarem suma importância nos eventos vindouros. Também sabe-se que Walter fez um acordo com este quando retirou Peter da outra realidade, mas os termos do acordo ainda não estão claros.
Sabe-se também que Walter ajudou um deles a proteger um misterioso cilindro de ser roubado por um bandido. O que era o ciclindro, quem era o bandido e o que queria, ainda não se sabe. Em outra ocasião, o que pareceu ser um "filhote" de um deles é encontrado no subterrâneo.
Há quem acredite que eles estão aqui para nos estudar e nos exterminar, mas esta teoria não parece condizer com o que eles fizeram até o momento. Em outra teoria, eles surgem apenas para observar a humanidade em momentos históricos importantes, e o número de aparições aumentou significativamente nos últimos tempos, reforçando a tese de que algo grandioso está para acontecer.
Uma curiosidade divertida é que eles aparecem em vários episódios, "escondidos" em algumas cenas. Eu já vi um deles em pelos menos uns 4 episódios diferentes da primeira temporada (fora aqueles diretamente relacionados com eles, obviamente) mas teorizo que eles devem aparecer em bem mais, se não em todos. Mas haja paciência pra ficar procurando...


David Robert Jones e a ZFT:
Jones foi o grande vilão da primeira temporada e era a mente que estava por trás de boa parte dos ataques terroristas que foram investigados pela Divisão Fringe. Aparentemente, Jones era um colaborador do Dr. Bell que renegou-se e corrompeu a ZFT original. Por algum motivo ainda não esclarecido, tentou tomar as rédeas da guerra e começou a recrutar soldados para a sua causa. Os soldados recrutados passam por 10 estes, dos quais, até agora, Olivia passou por apenas um.
Jones acabou morto no fim da primeira temporada e a sua célula terrorista foi aparentemente dissolvida, mas seus propósitos, e o porquê dele desejar ir para o outro lado caçar William Bell, permanecem em mistério.


Thomas Jerome Newton:
É o grande vilão da nova temporada. Se Jones era o líder dos soldados desse lado, Newton é o líder dos soldados do outro lado: seres tecnorgânicos e transmorfos, que precisam ser detidos de alguma forma. William Bell levou Olivia para o outro lado apenas para avisá-la sobre Newton, que por algum motivo ainda não esclarecido, quer abrir o portal para o outro lado, com consequências catastróficas. Liv falhou em impedir que eles encontrassem seu líder e o trouxessem de volta à vida, mas o confronto final ainda está por vir.


O Outro Lado:
Aparentemente, a outra realidade é muito mais obscura que a nossa. Por um lado, os terroristas falharam em destruir as torres gêmeas do WTC em 11/set. Mas por outro, destruíram a Casa Branca e o Pentágono. Também parece haver uma série de atentados do lado de lá, alguns até mesmo biológicos. No penúltimo episódio da primeira temporada, o Agente Charlie Francis do outro lado comenta algo sobre haver uma zona de quarentena na cidade.
Em um dos episódios da nova temporada, Newton fala de um bosque que está morto, possível consequência de uma praga ou algo assim. E no começo do último episódio visto, alguns personagens comentam algo sobre a escassez de café, dando a entender que algo terrível aconteceu e matou não apenas pessoas, mas também plantas e outras formas de vida. Talvez os propósitos de Newton estejam relacionados a estes fatos, talvez não.


A maior parte dos episódios de Fringe levanta mais perguntas do que respostas e às vezes é complicado pegar tudo nas entrelinhas. As tramas acabam se tornando tão emaranhadas que às vezes é difícil de dizer se há perguntas que ainda serão respondidas, ou se não ocorreram falhas no roteiro.
De qualquer forma, o suspense é instigante e os próximos episódios prometem bastante.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Killer Bean Forever



Foi somente esses dias que fiquei sabendo dessa animação, lançada em 2008, que por aqui recebeu o ridículo nome de "Killer Bean - o Super-Herói". Cara, uma das melhores animações que já vi na vida!

O enredo é simples e engraçado: as personagens são feijões, que vivem em Bean Town, cidade controlada pelo mafioso Capuccino. Mas quando surge um anti-herói na cidade, o reinado do bandido parece estar se aproximando do fim.

O filme aproveita essa idéia básica para fazer uma sátira aos inifinitos clichês dos filmes de ação, sendo que o protagonista faz peripécias inimagináveis, que fazem você rolar de rir. O cara é tão foda que faria Chuck Norris se borrar de medo.

Mas não se trata apenas de um filminho bobo. Longe disso, a história é muito bem construída e, se você acha que sabe aonde as coisas vão dar, engana-se... há uma série de reviravoltas que mudam o rumo da trama a todo instante.

A animação é impecável. Cenários e personagens muito bem feitos e efeitos impressionantes. Diversão pra toda família, nota 10!!!

Para quem quiser saber mais: www.killerbeanforever.com

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O bom e velho Sonic



Sou da época do Mega Drive. E como todo bom "mega driver", Sonic estava entre os meus jogos preferidos. Havia jogado o 1 com meu primo, o 2 eu acabei ganhando de presente e os dois últimos... 3 e Sonic & Knuckles havia jogado um pouco na casa de um amigo, mas só consegui jogar decentemente anos depois, já na era dos emuladores.

E nunca mais havia nem visto o ouriço novamente. Não sei bem porque cargas d'água, resolvi matar a saudade e acabei jogando um dos jogos da nova geração: Sonic Heroes. Caraio, mano, como as coisas mudaram! Tem personagem novo que não acaba mais! Os cenários agora são em 3d! As personagens falam!!! Heheheeh.

Fiquei curioso e resolvi pesquisar sobre os jogos que saíram depois do fim do Mega Drive e vou postar aqui um resumo da pesquisa... sei lá, vai que alguém se interessa... hehehe. Comecemos pelo começo... e pelos jogos mais importantes:

- A Tetralogia Original:

Sonic the Hedgehog (1991) (Mega Drive e Game Gear)
Sonic the Hedgehog 2 (1992) (Mega Drive e Game Gear)
Sonic 3 (1994) (Mega Drive)
Sonic & Knuckles (1994) (Mega Drive)

O primeiro Sonic foi um marco. Quem não se lembra do clássico primeiro jogo do ouriço, que se tornou mascote oficinal da Sega? Nesse primeiro, só havia seis esmeraldas, que não serviam pra nada. Cada fase tinha 3 zonas e o Sonic não fazia muita coisa além de pular e virar bolinha. Mas ainda assim, o jogo era divertidíssimo. E a seleção de fases? E a manha para virar anel? Pô, nostalgia total!

O segundo game trouxe um companheiro pro protagonista do jogo: Tails, que marcou presença em praticamente todos os outros jogos que vieram depois. Podia se jogar com ambos os personagens ou só com apenas um e eles agora tinham um ataque especial que permitia virar bolinha parado para ganhar impulso. As esmeraldas agora eram 7, e pegando todas, você virava o Super Sonic! As fases mudaram, tinha apenas 2 zonas cada, à exceção de Metrópolis, que anda tinha 3. Mas as últimas fases eram as mais legais: Tínhamos Sonic em cima do avião, a infiltração na base aérea de Robotnik e o confronto final no espaço, onde enfrentávamos o Sonic de metal (que serve até hoje de inspiração para vilões mais aperfeiçoados) e o próprio doutor num robô gigante. O final era um dos melhores, na minha opinião. Sonic explodia o Ovo da Morte e caía de volta à Terra, sendo resgatado por Tails.

O bacana é que o Sonic 3 começava exatamente de onde tinha parado o 2, com Super Sonic voando ao lado do avião. Aí aparece Knuckles, que pega as esmeraldas de volta. A princípio, Knuckles seria um inimigo, mas depois, os dois se uniram contra o bom doutor. o terceiro e quarto game da série traziam uma série de novidades. Tínhamos fase de bônus e as fases para pegar as esmeraldas eram alcançadas agora através de "argolões" escondidos nas fases. Tails agora voava e podia carregar Sonic! Tínhamos 3 tipos de escudos: elétrico, de fogo e de água, cada um com uma habilidade especial. E uma coisa que incomodava no jogo anterior é que, depois de pegar as 7 esmeraldas, você pegava 50 anéis e qualquer pulo que desce, já te transformava em Super Sonic. Aqui, não, você poderia acumular mais anéis se quisesse, e só virava o Super Sonic se pulasse duas vezes.

Mas o legal mesmo era jogar com Knuckles, que podia planar e escalar paredes. Jogando com ele a primeira fase do Sonic & Knuckles, era possível pegar todas as esmeraldas ainda antes do primeiro chefe. Lembro que os dois últimos foram lançados simultaneamente e que o cartucho original de Sonic & Knuckles poderia ser acoplado aos outros 3 jogos. Acoplando ao Sonic 1, tínhamos uma infinidade de estágios especiais. Ao Sonic 2, poderia jogar o jogo com Knuckles, assim como Sonic 3. Na verdade, Sonic 3 & Knuckles eram uma história só. Tanto que o final do 3 era bem "painha", só tinha a base do Robotnik caindo na ilha, que era o começo do Sonic & Knuckles. Tendo pego já todas as esmeraldas comuns no Sonic 3, no Sonic & Knuckles poderia se pegar Super Esmeraldas e pegando todas, virava o Hiper Sonic ou o Hiper Knuckles. E Tails também não ficou de fora dessa vez, ele também ganhava super poderes ao se coletar as esmeraldas.

E era preciso pegar todas elas para ir para a última fase, já que Robotnik roubara a esmaralda-mestre e estava utilizando-o para energizar o robô-chefe. O confronto novamente se dá no espaço, e você precisa do Super Sonic para ir atrás dele no meio de uma chuva de meteoros. Ele não pode te ferir, só que você tem que conseguir o máximo de anéis para se manter com os superpoderes, ou não sobreviverá no espaço. Esses 4 jogos foram o início das aventuras de Sonic e seus amigos.

- Sonic CD (1993) (Sega CD e PC):

Esse era para ter sido o Sonic 2, mas acabou sendo lançado em outro console para aproveitar as novas capacidades oferecidas pela tecnologia do CD. Nunca joguei esse, mas pelo que vi, me parece ser bem ruinzinho. No entanto, acho interessante mencionar como sendo parte da cronologia oficial, por se tratar da primeira aparição da Amy, fã número um do Sonic, sequestrada por Robotnik, que agora ganha o apelido mais comumente usado nos jogos mais novos, "Eggman". Metal Sonic volta a aparecer e o enredo tinha algo a ver com pedras do tempo e cada fase do jogo tinha sua versão no passado, presente e futuro. Interessante, mas não tanto que tenha despertado a minha curiosidade.

- Knuckles' Chaotix (1995) (32X):

Único jogo da série lançado para o falecido 32x. Não temos Sonic, mas Knuckles é quem enfrenta Robotnik dessa vez, aliado a novos personagens: Espio, um camaleão, Victor, um crocodilo, Mighty, um Tatu, e Charmy Bee, uma abelha. Esse é ruim que dói. Reza a lenda que o jogo reaproveitou a idéia de um tal Sonic Crackers (que até hoje ninguém sabe se é um protótipo legítimo ou só um crack mesmo) onde Sonic e Tails seguravam os anéis e ficavam presos por uma corrente eletroestática.

Aqui acontece o mesmo, você sempre joga com dois personagens presos, e é meio chatinho de se trabalhar as interações entre eles. Também acho interessante mencionar devido à aparição desses personagens, que retornam depois em Sonic Heroes.

- Sonic Adventure 1 e 2 (Dreamcast):

O primeiro foi o jogo que inaugurou a nova geração. Nunca joguei, mas é aqui que aparecem pela primeira vez os gráficos 3d, que as personagens começam a falar (tem até legendas!) e que as músicas são levadas a um nível de qualidade impressionante. Tem mais uma infinidade de novidades no primeiro Sonic Adventure, mas o post já está cumprido e eu nem queria me estender demais. Vou me ater ao enredo: o vilão do jogo agora é Chaos, um espírito maligno das 7 esmeraldas que é liberado por Eggman, na esperança de que ele o ajude a dominar o mundo. Novamente pode-se jogar com Sonic, Knuckles e Tails, além de Amy, e mais dois personagens novos: E-102 Gamma, um robô de Eggman que "passou pro lado do bem", e Big the Cat, um gato retardado que é chato até dizer chega. Todas as personagens possuem uma série de movimentos novos e, novamente, o último chefe deve ser enfrentado com o Super Sonic.

No 2, a história traz elementos do passado do Dr. Robotnik, em que seu avô trabalhava num projeto para criar a "forma de vida definitiva", projeto este que deu origem a uma espécie de Sonic Negro, "Shadow". Shadow hoje é um dos personagens mais queridos pelos fãs e fez sua estréia nesse jogo, ao lado de outra personagem, a ladra Rouge. Ela é um morcego fêmea que quer se apoderar de qualquer forma da Esmeralda Mestre.

O interessante nesse segundo jogo é que pode-se optar por dois lados: o lado Hero, permitindo que se jogue com Sonic, Knuckles ou Tails, e o lado Dark, onde você pode jogar com Shadow, Rouge e até o próprio Eggman. Terminando o jogo nos dois modos, você habilita o modo Last, indo para o final do jogo, no qual aparentemente Shadow se sacrifica para salvar o dia. Pra quem quiser mais detalhes da história: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sonic_Adventure_2

- Sonic Heroes (2004) (Playstation 2, Xbox, Game Cube e PC) :

Esse é o que eu joguei recentemente e achei muito bacana. Você jogar com 3 personagens ao mesmo tempo, cada um com uma habilidade: velocidade, vôo ou poder. Você precisa utilizar o personagem certo em determinada parte das fases para seguir adiante. São 4 times e cada um tem seu enredo:

* Time Sonic: Sonic, Knuckles e Tails. A trama deles é basicamente a mesma de sempre: Robotnik acaba de construir uma nova arma e os desafia a detê-lo.

* Time Dark: Shadow, E-102 Omega e Rouge. Rouge entra no laboratório de Eggman à busca de algo valioso e acaba encontrando Shadow em estado de animação suspensa, sem lembranças do passado, além de um novo robô que está furioso com Eggman. Eles formam um time e vão atrás do bom doutor.

* Time Rosa: Amy, Big the Cat e Cream, uma coelha. Amy, como sempre, está atrás de Sonic. Os outros dois estão atrás dos amigos que foram capturados por Robotnik. Esse é o time mais fraco e mais retardado, da até raiva de jogar com eles.

* Time Chaotix: Espio, Victor e Charmy. Os esquecidos Chaotix estão de volta e fundaram uma agência de detetives. Eles são contratados por alguém que lhes dá missões específicas. O legal de jogar com eles é que não se precisa, necessariamente, ir até o final da fase para completar as missões delegadas.

Assim como no Sonic Adventure 2, você tem que completar o jogo com os 4 times para liberar o modo Last, onde você enfrenta o último chefe: Metal Sonic, que agora está muito mais poderoso do que jamais esteve e, advinhe? Você tem que enfrentá-lo com Super Sonic! A última fase é bacana, você tem que jogar com os 3 times antes de poder controlar Super Sonic e ir para a batlha final.

O jogo tem ainda modo "Challenge" onde você joga as fases tentando superar desafios e pode ganhar conceitos de avaliação de desempenho, que vão de E até A. Pegando todos os "A", libera-se ainda o modo de jogo Super Hard.

Todos os novos jogos têm ainda modos de 2 Player dos mais variados.

- Shadow The Hedgehog (2005) (Playstation 2, Xbox, Game Cube):

Depois do retorno de Shadow em Sonic Heroes, o ouriço negro estrelou seu próprio jogo em busca de respostas sobre si mesmo. Não joguei e nem pesquisei muito sobre esse, mas parece bacana.

- Sonic Heroes 2 (Sonic the Hedgehog Next-Gen, 2006) (Playstation 3, Xbox

Jogo lançado para comemorar o aniversário de 15 anos do lançamento do primeiro Sonic the Hedgehog. Diferente do anterior, não se controla mais os 3 personagens ao mesmo tempo e você pode jogar com Sonic, Shadow ou Silver, que é um personagem novo. Há também mais 2 personagens novos, uma princesa chamda Elise e mais um ouriço, chamado Mephiles. O enredo é bem diferente dos anteriores e parece que não fez muito sucesso entre os fãs, tanto que nem pesquisei muito sobre ele.

- Sonic Unleashed (2008) (Playstation 2, Playstation 3, Xbox 360, Nintendo Wii e Celular) :

O mais novo jogo do Sonic, onde ele é torturado por Robotnik e acaba se transformando num "Werehog", ou seja, um "Lobi-Sonic". Achei isso meio esquisito e também não fui muito atrás para saber mais.

- Outros jogos:

Sonic Spinball (1993) (Mega Drive) - pinball do Sonic
Sonic 3D Blast (1996) (Mega Drive e Saturn) - remake do Sonic 1 em 3d
Sonic Jam (1997) (Saturn) – Compilação dos Principais do Mega
Sonic Schuffle (2000) (Dreamcast) – jogo de tabuleiro tipo Mario Party
Sonic Riders (2006) (Playstation 2, Xbox, Game Cube e PC) – corrida.
Mario & Sonic at the Olympic Games (2007) ([Nintendo Wii]] e Nintendo DS)
Sonic and The Secret Rings (2007) (Nintendo Wii) – RPG
Sonic Riders: Zero Gravity (2008) (Playstation 2, Xbox, Game Cube e PC) – corrida.
Sonic Chronicles (2008) (Nintendo DS) – RPG.
Mario & Sonic at the Olympic Winter Games (2009)
Sonic and The Black Knight (2007) (Nintendo Wii) – RPG

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A Ponte Para Lugar Nenhum


Sei lá se esse filme foi lançado no Brasil. Ano passado eu estava passando pelos Estados Unidos e pude ver lá no cinema (ahã...), heheheheheh.
Enfim, se você é fã de histórias de gângsters como eu, alguma vez na vida já deve ter pensado em como seria "legal" passar para a vida do crime. O que te segurou, possivelmente, foi simplesmente ver o que acontece com as pessoas que levam esse tipo de vida: ou são presos, ou assassinados.
Esse filme retrata bem isso: são um bando de amigos que faziam lá suas traquinagens de vez em quando para sobreviver, mas acabam tendo a idéia que mudaria suas vidas: virar cafetões. Eles pegam duas prostituas, investem pesado nelas, e passam a oferecer drogas aos clientes, também. O plano era sempre aquele: "não vamos viver disso, é só por um tempo, para levantar um capital, depois pulamos fora."
Tudo vai muito bem, a vida dos caras muda, eles enriquecem e prosperam. O negócio aumenta. Só que isso acaba chamando atenção da máfia de verdade. E eles têm de pagar. Aí que as coisas começam a degringolar.
Para piorar, uma das prostitutas acaba assassinada e um deles é preso no local do crime. Assustado, ele afirma que está pensando em falar sobre toda a operação para salvar a própria pele. É nesse ponto que se percebe que é tarde demais para sair. No momento em que você pensa em matar o próprio amigo para salvar sua pele, é o ponto em que você está tão envolvido com a situação que já não sabe mais o que é certo e errado. Você não está mais de passagem por ali, aquilo se tornou a sua vida. E a única coisa que você conhece. E a história não poderia acabar de outra forma.
Um bom filme de máfia, com sua lição de moral, mas sem ser aquele negócio forçado ou excessivamente meloso. O que resume o filme é a última frase: "Eles estavam voando alto, mas não perceberam que estavam voando numa ponte para lugar nenhum."

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Uma Experiência Surreal...



Galera, eu nem ia falar sobre esse filme. Vi o trailer e me interessei, então fui ver, mas não achei lá grandes coisas. Só que acabou de acontecer uma coisa que, sério, qualquer um ficaria de cara. Eu mesmo ainda tô impressionado com a coincidência surreal que acaba de me acontecer e tinha que ver fazer esse post.

Mas vamos por partes. O filme chama-se "Contatos do Quarto Grau" e trata de eventos que aconteceram numa cidade do Alaska, na forma de documentário. Uma psiquiatra que teve o marido assassinado continua seu trabalho investigativo sobre alguns pacientes que acordavam no meio da noite, por volta das 3 da manhã, assustados e exaltados, mas sem razão aparente.

Todos os pacientes que sofrem do mesmo distúrbio falam de uma certa coruja que ficava os observando à noite. Quando a doutora os hipnotizava para se lembrarem do que poderia ter acontecido, os pacientes acabavam dizendo que aquilo, na verdade, não era uma coruja, e ficavam extremamente assustados. Aparentemente, pra resumir a história, a coruja era a forma como a mente deles se lembrava de alienígenas que teriam entrado na casa deles à noite, os abduzido, feito alguma coisa terível com eles e os devolvido ainda na mesma noite.

Antes de mais nada, não fiquei nem um pouco impressionado pelo filme. Ainda estou um pouco com o "Atividade Paranormal" na cabeça e, pra falar a verdade, não me impressiono fácil. Sou meio cético pra um monte de coisas. E o filme também é construído na forma de documentário, para passar verossimilhança, mas lá pela metade as coisas já caem por terra quando começam a aparecer personagens conhecidos do grande público, como o doutor especialista no assunto que sempre tem as respostas para tudo, ou o policial cético e durão que não entende o que acontece e só acaba piorando mais as coisas... por aí vai. A vida não é assim, tão "hollywoodiana"e pra mim, isso acabou tirando a credibilidade da história. Desde "A Bruxa de Blair" que esse formato vêm sido usado para passar a impressão de que aquilo poderia ter acontecido com qualquer um, mas tem que saber fazer. E aqui, não acho que seja o caso.

Beleza, terminei de ver o filme e continuei fazendo minhas coisas durante o dia, fui dormir tranquilo lá pelas onze da noite, nem demorei muito pra pegar no sono. No meio da madrugada, acordo com um barulho estranho vindo de fora. A primeira impressão que eu tive foi a de uma criança gritando, não um grito de terror ou de manha, mas um grito sequencial, que se repetia de vez em quando, como que fazendo algum tipo de brincadeira.

Pensei "mas que porra... a essas horas?". E o grito ficava se repetindo, vindo do lado de fora. Levantei e abri a janela do quarto, quando o grito ficou mais claro. Não era uma criança, era algum tipo de ave. Parecia uma águia. Aí pensei "Putz, legal, acho que nunca vi uma águia antes de tão perto". Eu moro em condomínio, então levantei a cabeça para ver se não a enxergava passando por cima de um dos blocos vizinhos.

Qual não é minha surpresa quando eu vejo, no bloco de frente para o meu, empoleirada ali, em cima de uma antena de tv, uma coruja. Olhando pra mim!!! E gritando!!! Voltei pra dentro ainda naquele estado de sono, agora surpreso e ligeiramente assustado, me perguntando se eu realmente tinha acordado e se o que eu tinha acabado de ver era real ou algum tipo de alucinação provocada pelo filme que ainda estaria no meu subconsciente.

Foi quando minha irmã acordou, perguntando o que tinha acontecido. Eu apontei pra fora e disse "veja se tem uma coruja ali fora". Ela abriu a janela do quarto dela e juntos vimos aquele animal bizarro olhando pra nós e gritando. E ela "É, legal. O que tem?". E eu, ainda absorto... "Bom, você não vai acreditar, mas hoje mesmo eu vi um filme em que uma coruja não era uma coruja, mas um alien."

Porra, quais são as chances? Eu nunca tinha visto uma coruja na vida, e a filha da puta resolve aparecer justo no dia em que assisto esse filme? E ainda fica gritando na minha janela! E olhando pra mim! Vai tomar no cu!!!

E sabe o que mais? Olhei no relógio e tinha passado pouco das 3 e meia da manhã, justo horário em que aconteciam as abduções do filme! Beleza, fui na cozinha tomar alguma coisa e acordar de verdade. Aí quando eu penso em tirar uma foto com o celular pra provar que não é brincadeira, o que acontece? Pau no cu da coruja, foi embora! Não parece mesmo coisa de filme?

Tá, tá, legal, olhando isso agora é engraçado pra caralho e, como eu disse, sou um cético... mas vai me dizer que não é de deixar cabreiro até o cara mais cético dos céticos?

Bem, ainda sobre o filme, vale a pena dar uma conferida, pra quem gosta do gênero. Não espere grandes sustos nem nada, o filme tem uma certa tensão, mas nada que vá lhe tirar o sono. Particularmente, achei o "Atividade Paranormal" bem mais perturbador. Agora, se você vir o filme e uma coruja aparecer na janela do seu quarto às 3 e meia da matina, por favor, me avise, só pra que eu saiba que não estou louco! Hehehehe. Cuidado com as corujas!!!

 
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