segunda-feira, 18 de julho de 2011

Como foi a Gibicon - 15/07 a 17/07/2011 - Curitiba

Respondendo à pergunta do título: foi sensacional! Há séculos que Curitiba pedia por um evento deste porte! Mais uma vez, parabéns ao José Aguiar e ao Fabrizio Andriani pela organização.

Mas vamos lá, ver o que eu fiz de bom nesses dias todos. Não dá pra falar de tudo (uma porque tinha muita coisa e outra porque... bem, porque não dá pra falar mesmo! Hehehehe). Vamos começar pela minha palestra de Quadrinhos Digitais. Nela, apresentei um panorama do assunto, a evolução do mesmo (tendo por base o Reinventando os Quadrinhos, de Scott McLoud), e falei sobre a evolução das mídias para leitura, pirataria e várias coisas relacionadas.
Estava lotada!
Falando da internet, scans e revisando alguns conceitos abordados. Depois disso, apresentei o site para o pessoal....
...e o fechamento!
Um evento não está completo sem a tradicional cervejinha com os amigos...
Até na mesa de bar acho que eu estava palestrando...
No debate sobre a importância das gibitecas (que estava MUITO boa), tinha um cara de Quatro Barras (cidade na RM de Curitiba) que está inaugurando uma gibiteca lá. Para agradecer o apoio do pessoal da Gibiteca daqui, ele esculpiu esse mascote e deu de presente para a Maristela (ao fundo). Bacana, hein?
Não podia passar sem conhecer meu ídolo pessoalmente! Hhauahauaha!
Mas enfim, depois disso ainda participei ajudando o pessoal na sessão de autógrafos e assisti ao último debate, sobre o mercado nacional. E... acabou! Como eu disse, não dá pra falar de tudo, pois MUITA coisa aconteceu nesses dias. Parece que o fim de semana durou um mês! Foi tudo muito legal.
Alguns pontos positivos:

- Convidados de peso;

- Exposições importantes;

- Temas das palestras e debates muito bem selecionados;

- Locais dos eventos próximos um do outro;
E alguns negativos:

Difícil falar, já que estava tudo muito bom, mas eu destacaria dois pontos, que ouvi o pessoal comentando:

- Falta de sinalização: para mim, isso não incomodou, pois eu já conhecia todos os lugares onde estariam acontecendo os eventos. Porém, tinha gente até daqui mesmo de Curitiba que não sabia onde ficava o Memorial ou o Paço, ou não lembrava. Então sugeriram de ter "setinhas" ou "placas" na rua apontando para os locais. Eu achei a idéia uma boa, não só para ajudar os "perdidos", mas é mais uma forma de divulgação, uma vez que sempre tem os "desavisados" que nem sabem o que estão acontecendo na cidade e podem estar passando por ali e... "Opa, o que é isso que está rolando na cidade?".

- Programação apertada: acho que essa foi a principal reclamação que eu ouvi. Era muita coisa boa acontecendo uma atrás da outra ou ao mesmo tempo, impossível de acompanhar tudo e ainda ter tempo de falar com as pessoas. O ideal seria que fossem mais dias, que as oficinas acontececem de manhã e os debates e palestras de tarde (com um intervalo razoável pro pessoal poder almoçar), com abertura de exposições à noite. Ainda, que tivesse um bom espaçamento entre uma e outra, pelo menos 1 hora. E que se mesmo assim tiver que colocar palestras ou debates no mesmo horário, que pelo menos os temas sejam mutuamente exclusivos... se é que tal coisa é possível.
Pra resumir... mais uma vez, foi tudo ótimo e esperamos ainda mais para o ano que vem! E que venha o FIQ!!!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Quadrinhos Digitais e Estréia do novo site


Salve, pessoal! Está na hora! Amanhhã começa a Gibicon aqui em Curitiba e no sábado de manhã darei uma palestra sobre Quadrinhos Digitais, aproveitando o embalo para apresentar o novo site da Quadrinhópole.
Não deixem de aparecer!

Serviço:
Palestra Quadrinhos Digitais
Local: Paço da Liberdade - Praça Generoso Marques
Horário: 11:30h

domingo, 3 de julho de 2011

Está chegando: Breaking Bad - 4ª Temporada


Depois de uma longa espera, finalmente estará despontando logo mais a quarta temporada de um dos melhores seriados (se não O melhor) da atualidade, junto com Dexter. O que, você não sabe do que se trata? Não faz idéia do porquê esse seriado é tão bom? Bem, pequeno gafanhoto, então deixa eu dar a letra pra você... tentando não soltar muitos spoilers...
A trama gira em torno de Walter White, um professor de Química que de repente descobre que está com câncer de pulmão, inoperável. A fim de levantar uma grana para deixar para sua família antes de bater as botas, Walter decide então começar a produzir drogas: metanfetamina, pra ser mais exato. Associando-se a um ex-aluno traficante chamado Jesse Pinkman, esse pacato cidadão logo está embarcando na vida do crime.
O roteiro é impecável. Nenhuma atitude tomada pelos personagens fica sem consequência. Acontece um problema pior que o outro que eles têm que resolver e cada vez mais eles vão se transformando em verdadeiros criminosos. Walt fala ainda na primeira temporada: "Jesse... dessa vez, não importa o que aconteça, sem mais violência. Sem mais derramamento de sangue".
Já na última, vemos ele dar um tiro na cabeça de um traficante sem remorso algum, para você ter uma idéia da evolução da personagem: antes, um completo fracassado, ingênuo em pensar que poderia fabricar a droga e se manter incógnito. Agora, um homem frio e calculista, que poderia muito bem se tornar o novo chefão do crime em Albuquerque. E essa transformação radical é construída de forma incrivelmente verossímil.
Na segunda temporada, em alguns episódios, vemos trechos de uma cena em preto e branco que atiçam nossa curiosidade. É algo que ainda está por acontecer, na casa de Walter. O que realmente acontece só é mostrado na última cena do último episódio, sendo que o tal acontecimento é algo que você jamais imaginaria. Mas a forma como as cenas em pb são mostradas, aguçando a curiosidade do telespectador, foi algo muito inteligente.
Ainda na segunda temporada, acontece a morte de uma pessoa importante. A cadeia de acontecimentos que levou à morte dessa pessoa é algo construído gradualmente e muito bem montada. Assim como a vida é: uma coisa leva a outra e, de repente... bam! Mas não estou falando de negócios com tráfico, drogas ou nada disso... são pequenos detalhes que você tem que prestar atenção para perceber. "Se Walter não tivesse saído aquela noite, não teria encontrado fulano, que não lhe diria tal coisa e ele não teria feito o que fez, que levou a...". Entendem? É desse tipo de coisa que estou falando.
Ainda, o que eu acho fantástico, é que nada do que você vê na tela está ali por acaso. Até mesmo a empresa de lavagem de carros onde Walt trabalha no começo da série, que parece insignificante, se torna importante no final da terceira. Um cigarro com uma marca de batom no carro de Jesse tem sua importância e sua história é mostrada no episódio seguinte. Essa riqueza de detalhes, algumas voltas ao passado para dar profundidade aos personagens.... tudo isso compõe uma trama muito bem amarrada.
E as temporadas vão ficando cada vez melhores, de forma que a terceira, até o momento, criou uma enorme expectativa para a próxima. Sobretudo, porque pára justamente numa cena de suspense, a qual você não vê a conclusão e fica agoniado para saber o que houve e o que acontecerá depois, independente do resultado.
É provável que a quarta seja a melhor e a última. Na verdade, eu espero isso, pois é muito difícil manter a qualidade numa série como essa.
Enfim... se você ainda não viu as outras 3, corra, porque ainda dá tempo: são 7 episódios na primeira e mais 13 na segunda e na terceira. A quarta estréia dia 17 de Julho nos EUA. Mas um aviso: assim como a droga que Walt faz, cada episódio é extremamente viciante!
 
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