segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Rise of Nightmares



Os jogos que tem saído para Kinect por enquanto são, na maioria, "bonitinhos". Jogos de esportes, aventura, brincadeiras com animais e por aí vai. Talvez o mais diferente seja "Child of Eden", espécie de jogo de tiro que o criador inventou durante uma viagem de LSD (só pode).

Rise of Nightmares é uma tentativa ousada de fazer uso do dispositivo num jogo de terror/suspense no estilo "House of the Dead". Só que 10 vezes melhor.

A historinha é bem clichê: sua garota é sequestrada por uma espécie de "Dr. Frankesntein", Viktor, que reanima os mortos de inúmeras maneiras, seja transformando-os em zumbis, seja colocando partes mecânicas no lugar dos membros e DEPOIS transformando-os em zumbis. O objetivo, claro, é resgatar a donzela, matar o vilão e salvar o mundo.

Mas o ponto forte é a interatividade. Você põe o pé para frente para andar, gira os ombros para virar a câmera e tem que dar porrada nos bichos usando seus pés e mãos. Só que não é só isso.

O jogo começa num trem, que logo descarrilha e você está em cima de um dos vagões que logo será levado pela correnteza de um rio. Aí, meu amigo, é bom você correr - correr de verdade! - se quiser se salvar.

Mais à frente, para atravessar um lago, você tem que nadar. Depois de atravessá-lo, percebe que seus braços estão cheios de sanguessugas! E rapidamente tem que esfregar os braços para tirá-las antes que elas comecem a sugar energia.

Em vários momentos, você tem que se desviar de armadilhas ou ataques de inimigos... passo para trás, passo para o lado, se abaixar, pular. E, claro, terá de fazer todos os movimentos de abrir portas, puxar alavancas e por aí vai.

Há uma boa variedade de armas (só brancas, nenhuma de fogo, embora tenha uma surpresa mais para o final) que, assim como em Dead Island, se desgastam com o uso e você tem que sempre ficar pegando novas armas antes que aquela que você está usando (sim, você só pode carregar uma) quebre. A sacanagem é que você começa cada capítulo sempre sem nenhuma arma. Pô, se a ideia é ter uma continuidade, porque você não pode continuar com a arma que estava antes? O cara ia jogar fora, por acaso?

Mas não é nada que compromete, pois geralmente há pelo menos uma arma de baixo calibre por perto que dê pra você se virar até encontrar uma melhor.

Discordo da resenha da revosta X360, que diz que o jogo é "repetitivo" e que os movimentos são "desajeitados". Tá, ok, os movimentos ainda estão longe de atingir uma perfeição e apesar dessa imensa variabilidade de coisas que você faz, cada uma delas é um pouco restrita, ou seja, o movimento não sai EXATAMENTE do jeito que você quer e alguns deles - como correr, por exemplo - você só faz quando tem que fazer e não quando quiser. Mas esse tipo de coisa, no geral, não incomoda... salvo quando você está desesperado para sair da linha de frente de um chefão ou que o jogador seja mais rápido para executar um certo movimento. Aí irrita. Mas só às vezes.

Quanto à repetição, eu discordo totalmente. Mesmo com a historinha clichê, o jogo te surpreende em alguns momentos. Até na introdução. Na real, o jogo começa já no castelo, focado num casal. Você é o cara tentando desesperadamente sair dali com uma francesa e quando os dois acabam encurralados no meio de duas paredes que se fecham, você pensa "Tá, como eu vou sair dessa? Sou o protagonista dessa porra, não posso morrer". E só o que você vê depois são as paredes fechando e o sangue escorrendo. Comecinho bem coooool antes de efetivamente entrar na história principal. Hehehehe.

Lá pelo final, ocorre de você conseguir salvar sua garota, mas quando era de se esperar que a história fosse acabar, o Doutor te captura e te transforma em um dos bichos dele! Aí que a coisa começa a ficar realmente divertida, porque você pode jogar correntes que saem das palmas de suas mãos e tem força suficiente pra esmagar crânios com um tapinha. Muuuuito show!

Depois de Splatterhouse, já estava pronto para qualquer final em que o protagonista se fode, mas... bem, não vou estragar mais nenhuma surpresa.

Para resumir, é o melhor jogo para kinect que já vi até agora.

9 comentários:

  1. como faço para salvar o jogo?

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  2. Não entendi a pergunta. O salvamento no jogo é automático. Agora se você quer baixar, sugiro que procure os blogs específicos de download de games...

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  3. mas sempre que vou jogar, ele volta no inicio. Não salva de onde eu parei

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  4. Estranho isso, não é pra acontecer. Certeza que você selecionou a unidade de memória para salvar no começo do jogo? Se você não selecionar, ele não salva mesmo...

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  5. ainda pelo inicio do jogo... qdo tem o acidente e andamos fora do vagão... onde tem que se equilibrar... depois do segundo vagão um oficial acena e manda correr!!! não consigo correr de jeito nenhum... qual é o movimento... o que tenho que fazer?????

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  6. É só correr normal... mas acho que tem que levantar bem os joelhos pro kinect entender o movimento...

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  7. hum... não to conseguindo... preciso de ajuda mesmo!!! rsrsrs ... to ate desistindo do jogo ja!!! tipow pra andar... só coloca a perna pra frente como se for dar um passo e ele anda normal... agora correr... nao teve jeito, nao sei masi como fazer, levantar o joelho nao resolveu kra!!!

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  8. estou com mesmo probkema do amigo nao salva o progresso nem no hd externo nem do proprio box fica voltando tudo

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  9. Acho que sei porque... esse é um daqueles jogos para o kinect que exigem que você esteja conectado com sua conta na LIVE para que ele salve corretamente. Se você não der o "SIGN IN" antes de começar, ele não vai salvar mesmo... foda!

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