sexta-feira, 27 de julho de 2012

O novo Aranha: sobre o filme e o jogo


Quem me conhece sabe que eu já fui um vã ardoroso do herói aracnídeo. Sim, fui, pois depois de sucessivas reviravoltas do personagem que a Marvel insistia em fazer e não levavam a lugar algum (exceto ao desrespeito ao leitor), decidi parar. E parece que esse desrespeito não se limita mais apenas aos quadrinhos, mas ao cinema também.
Algumas perguntas que não querem calar sobre o filme:

1) O filme é ruim?
Não, o filme não é ruim. Não chega a ser um baita filme de super-heróis, mas se eu dissesse que o filme é ruim, estaria mentindo.

2) O tal do polêmico reboot, foi mesmo necessário?
De forma alguma. Poderiam ter mudado os atores, Peter poderia ter começado a namorar Gwen, poderia começar uma investigação sobre seus pais, poderia ter enfrentado o Lagarto (sendo que Curt Connors já havia aparecido na franquia anterior e nem precisaria de apresentação), tudo isso, sem ter que recontar pela zilionésima vez a história que todo mundo já sabe.

3) O filme é melhor que o do Sam Raimi?
Bem, as comparações são inevitáveis. Mas não dá pra dizer que um é melhor do que outro. Os filmes de Sam Raimi também têm seus defeitos. Todo mundo reclama mais do último (que eu não acho que seja ruim, também), mas convenhamos: que ideia era aquela do Duende Verde querer que o Aranha fosse seu aliado? Que motivações que ele tinha? E o Dr. Octopus? O experimento dá errado e ele decide refazê-lo, maior ainda, para detonar a cidade inteira? Cadê a lógica disso? E o terceiro falha em várias outras coisas, sendo que pra mim, o principal defeito foi ter tentado colocar Venom no filme, o que atropelou as coisas, mas tendo em vista o que já havia sido feito nos outros, estava ainda bem dentro do que se podia esperar.
E esse novo filme faz algumas coisas que Sam Raimi deveria ter feito: colocar Gwen como a namorada inicial de Peter, mostrar que Flash Thompson não é inteiramente o bacaca que todo mundo pensa e fazer uso dos famosos lançadores de teia. Aí sim, poderíamos ter a famosa cena da ponte onde Gwen morre (coisa que ainda pode acontecer num segundo ou terceiro filme da nova franquia).

Bem, eu já falei sobre como a franquia do Sam poderia ter continuado aqui. Sobre esta nova, apesar destes acertos, ela não traz nada de novo. Como já disse, o reboot foi desnecessário. A história de Peter Parker em busca do mistério sobre seus pais é mais interessante do que a história do Aranha. Agora novamente, as motivações de Connors como o Lagarto são tão superficiais que você não consegue comprar a ideia de que ele é o vilão. E esse é só um dos problemas desse novo filme.
O que é aquele final com os operadores movimentando as gruas de cima dos prédios pra "deixar o caminho livre" pro Homem-Aranha? Ué, ele não consegue se balançar nos prédios mais? Ridículo, cena forçada só pra mostrar o cidadão comum tentando ajudar o herói.
E já que colocaram o Capitão Stacy na trama, poderiam ter postergado sua morte, oras. Apesar de que seria muito difícil ver um novo Dr. Octopus nessa franquia, destruindo uma chaminé cujos destroços cairiam em cima do bom e velho Capitão.
Conclusão: filme bom, que apresenta alguma diversão, mas completamente desnecessário. Deveriam, definitivamente, ter continuado a franquia anterior, sendo que ainda é tão recente e com tanta coisa a explorar.

Sobre o jogo, tiveram a decisão acertada de não fazer uma adaptação da história que se vê nas telas, mas uma continuação. E isso é a melhor coisa que se tem no jogo: a história, que nos permite ver novas origens de personagens antigos, como Rino, Iguana, Ratus, Escorpião, Gata Negra, Alistair Smythe e seus Esmaga-Aranhas. E tem até alguns novos, como o "Homem-Piranha" que você enfrenta já perto do final.
Outra coisa interessante é a possibilidade de recolher páginas de hqs. Depois que você recolhe uma certa quantidade, consegue desbloquear hqs clássicas para leitura. Mas não se anime muito... se você é mais um fã fanático como outrora eu fui, provavelmente já possui todas, pois se trata de histórias clássicas com as primeiras aparições de Rino, Lagarto, Escorpião e todos os outros que você enfrenta no jogo.
Agora vamos aos fatos: o jogo é tudo isso que andam falando, que rivaliza com Batman entre os melhores jogos de heróis? Nem de longe. Pra mim, o melhor jogo do Aranha continua sendo Shattered Dimensions. Por vários motivos, então vamos por partes.

Câmera. Certo, no geral, a crítica tem elogiado o fato da câmera ter ficado mais perto do Aranha, o que de fato é uma coisa legal... em alguns momentos, como em algumas cenas de ação, isso dá uma "emoção extra" na partida. Mas isso tem um custo, que é o de ter menor percepção do ambiente ao seu redor. E num jogo mundo aberto, isso não é legal.
Outro ponto é que em alguns momentos a câmera se movimenta sozinha, para chamar-lhe a atenção para alguma coisa ou apenas para centrar a tela quando você fica empoleirado, e isso atrapalha MUITO a jogabilidade. Também quando você usa o movimento direto para ir para uma parede, a câmera fica "presa" no ângulo de visão e não muda até que você se movimente. Ou quando você usa o "stealth attack" para pegar criminosos desprevenidos e enrolá-los em casulos de teia no teto (que, diga-se de passagem, não possui a variedade de estilos como o Homem-Aranha Noir de Shattered Dimensions possuía). Dependendo do cenário fica até confuso saber aonde você está, lembrando um pouco a câmera do Alien no game "Aliens vs Predador".
E por falar em referências a outros jogos, é bastante claro que eles beberam da fonte de Prototype para desenvolver algumas coisas. Por exemplo, a contagem crescente da população infectada, o movimento de correr sobre as paredes dos prédios e alguns desafios secundários, lembram muito esse outro game do Xbox.

Movimentação. Estragaram os comandos dos jogos anteriores. Sério. Em Shattered, era tudo muito simples e intuitivo. Em Edge of Time, isso diminuiu um pouco, mas em Amazing Spider-Man, isso foi pro espaço. A começar pelo "web-swing". Você agora tem que segurar o botão ao invés de apertá-lo a bel prazer e isso tira um pouco do controle que você tinha. Por exemplo, antes, se você ia numa direção e queria voltar, era só continuar segurando o botão que o Aranha não largava a teia e voltava por onde veio. Agora não, ele larga a teia sozinho e você é obrigado a dar a volta. Só que com esses movimentos de câmera esquisitos que eu comentei, isso às vezes não é tão simples assim e você tem que dar algumas voltas para chegar exatamente aonde quer.
Algo tão simples como o pulo, eles conseguiram complicar. Você só consegue pular alto em Manhattan. Em ambiente fechados, isso não acontece. Não entendo o porquê dessa limitação, sendo que um pulo mais alto seria de grande valia em alguns momentos. E você não consegue dar aquele "salto duplo" mais enquanto se balança em teias, o que ajudava bastante para corrigir as manobras em alguns casos.
Também, o "web-zip" foi substituído por um movimento em que primeiro você segura o "RB" para ter a visão em primeira pessoa e escolher algumas possibilidades de lugares aonde você pode ir. Ao soltar, o Aranha vai até esse lugar. Ou você simplesmente aperta RB e vai, mas aí, nem sempre ele vai aonde você pensa que ele vai.
Por exemplo, ao balançar-se pela cidade, você pode estar passando sobre uma página de HQ, o que faz surgir um alerta na tela para você apertar RB e ir direto pra ela, por mais que você não tenha visto. Só que se você errar o tempo, nem que seja numa fração de segundo, vai parar em outro lugar. Isso irrita de um jeito que você não tem noção.
Também o sentido de aranha, bastante útil em Shattered para ver a posição de inimigos e outras coisas, foi abolido aqui. Substituído apenas pelo botão "Dodge" (Y), com o intuito de imitar a movimentação do Batman. E vou te dizer, isso é a coisa que mais me irritou nesse jogo. Vocês provaelmente lerão em outras resenhas que o fato de imitar a movimentação de combate dos jogos do Batman foi um acerto. NÃO FOI. O HOMEM-ARANHA NÃO É O BATMAN, ELE NÃO PRECISA SE MOVIMENTAR ASSIM!!!!
Quando eu vi isso, bufei de raiva. Uma das minhas maiores reclamações nos jogos do Batman era justamente essa movimentação de combate, pois às vezes você aperta a porra do botão Y e ele não responde a tempo. E isso se refletiu no novo jogo do Aranha. Não só nisso, mas também em seus golpes... enquanto ele não atinge e contagem certa de hits, ele fica dando soquinho, um por um, com uma lerdezzzzza que dá MUITA raiva. E diferente dos jogos do Batman, não há lá grande variedade de outros golpes que você pode usar nos combos.
Em Shattered era tudo muito fácil e intuitivo: segurava um botão e você entrava no modo defensivo, permitindo que o ágil Homem-Aranha se desviasse de socos, facas e até de balas. Aqui, se um inimigo está armado, você é obrigado a fugir! Absurdo!
E ai de você se não fugir a tempo, ou se não apertar o Y a tempo quando o sentido de aranha disparar. A barra de energia que tínhamos antes foi substituída pelo modo "Call of Duty" de medir se você vive ou morre. A tela vai ficando vermelha e você tem que fugir e ficar quieto para se recuperar. Nunca gostei desse modo nos jogos, mas aqui está ainda pior: basta meia dúzia de socos e você morre. Você é o Homem-Aranha, pelo amor de Deus! Isso não faz sentido nenhum!
Nos dois últimos jogos tínhamos o Aranha como ele é: ágil, forte. Você desferia os mais diversos golpes, você resistia a ferimentos. Agora temos um pseudo-herói que mal consegue brigar com capangas e que morre por qualquer coisinha.
Missões secundárias. Se tinha uma coisa que irritava nos jogos que adaptavam os filmes do Sam Raimi eram as missões secundárias, extremamente repetitivas, as quais você era obrigado a realizar até para prosseguir no jogo. Aqui até houve uma melhora nesse sentido, pois você não é OBRIGADO a realizar nenhuma missão secundária, mas é ALTAMENTE RECOMENDÁVEL, uma vez que elas são convertidas em pontos de XP que lhe permitem dar upgrades no Aranha. Apesar de que a maioria dos upgrades, verdade seja dita, não serve pra porcaria nenhuma. É só um ou outro golpe a mais e um pouco mais de resistência (mas não muito). E algumas missões secundárias são bem legais até, mas, de novo: repetitivas demais. Enche o saco.

Mas para não falarem que só meti o pau, tem uma coisa MUITO bacana nesse jogo, que não se via desde o saudoso Spiderman vs Kingpin, do Mega Drive: a possibilidade de tirar fotos! Você pode tanto tirar fotos à esmo do que bem entender quanto participar de missões secundárias cujo objetivo é realmente tirar fotos jornalísticas para montar matérias de jornal. Algumas são meio complicadinhas de você entender O QUÊ precisa ser fotografado e COMO focalizar, mas ainda assim, é bem divertido.

Enfim, de qualquer forma, apesar da história valer a pena, minha opinião sobre esse jogo é igual à do filme: extremamente desnecessário. Se esse é o seu primeiro jogo do Aranha, você provavelmente vai gostar de jogá-lo. Mas se comparado com versões anteriores, especialmente as duas últimas, você entende que este poderia ter sido BEM melhor.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

San Diego Comic Con: As Cosplays!

Ahá, acharam que eu só ia falar das fotos que tirei das cosplays e não ia postar nada aqui, não é? Essa seleção foi feita especialmente para os - como dizem nossos amigos do MDM - nerds punheteiros de plantão. Então, sem mais delongas, vamos ao Top 20 das Cosplays da Comic Con!



20 - Japonesa.


19 - A barba dela estragou a fantasia, não concordam?


18 - Garota do estande do Back to the Future.


17 - Hera Venenosa.


16 - Mulher Maravilha.


15 - Punish me with the force, baby.


14 - Essa não sei, estava promovendo algo em algum estande.


13 - Princesa whatever the fuck.


12 - Espectral.


11 - Battlestar Galactica.


10 - Do game Lollipop Chainsaw.


9 - Promoters de alguma coisa. Who cares?


8 - Outra promoter. Essa fazia sucesso.


7 - Chapeuzinho. Quando passou na frente de um bar, a galera foi ao delírio.


6 - Mais promoters de alguma coisa. Alguma produtora de filmes pornô, possivelmente.


5 - Rainha Branca?


4 - Outra Hera Venenosa. Essa era venenosa MESMO, hein?


3 - Viúva Negra.


2 - O que seria da Comic Con sem as Poderosas?


1 - E a posição 1 vai para uma que não era nem cosplay, mas a modelo contratada pela Allegory Media, empresa de nosso parceiro Adam. Que colírio, não? Adam, você é o cara!


domingo, 15 de julho de 2012

San Diego Comic Con: Dia 4

Na noite anterior havia decidido explorar um pouco mais a área perto do hostel antes de ir pro bar e acabei encontrando um museu de carros clássicos e o Balboa Theatre, que fica ao lado de uma loja muito foda de produtos nerds. Mas como estava sem câmera na hora, decidi voltar de manhã antes do último dia de comic con. As fotos dos carros não ficaram legais porque tive que tirar da vitrine e o reflexo atrapalhou, então não vou nem postar.



Durante todo o evento tinha uns fanáticos religiosos do lado de fora "pregando a palavra". Não necessariamente protestando contra a comic con, mas isso incentivou os malucos de plantão a entrarem na onda e fazerem placas do tipo "Chtuluu é a verdade" ou "Galactus esta chegando", hehehehe.
Bem, chegando no evento é que fui ver a programação do último dia. Como havia dado aquele problema no vôo, antes eu só havia feito minha programação para o sábado, pois prentendia voltar no domingo. Mesmo ganhando um dia a mais, só no domingo é que efetivamente fui ver o que ia rolar e descobri que às 10 horas tinha o painel de Fringe. Já eram 10:05 e o painel era no bendito Hall H, cuja fila com certeza estaria quilométrica. Mas mesmo que eu tivesse visto antes, provavelmente não conseguiria ver, pois parece que o povo que já estava na fila tinha chegado lá por volta das 6 da manhã. Essa aí era a porta da entrada do Hall:





De qualquer forma, voltei a andar pelos estandes, vendo mais algumas coisas, e já me despedindo da Jennifer Bremel da Zenescope e do Adam da Allegory. Adam ainda foi gente fina em me apresentar ao Josh, que tem um site parecido ao da QD lá nos states. Talvez role uma parceria, vamos ver!
Nas andanças, coisas como o traje espacial de Alien, a arca de Indiana Jones e a edição de Amazing Fantasy # 15 por apenas 3 mil doletas...








Às 14h fui ver um painel sobre webcomics e cheguei no final do painel "De onde vêm as ideias?". Bem legal. Sobre esse de webcomics, falarei com detalhes em outro post... talvez. Hehehe.
Saindo de lá, me deparo com uma criatura estirada no chão. Mesmo sendo o ultimo dia, o movimento ainda era intenso. E provavelmente continuaria assim ate as 5 da tarde, horário de fechamento. Dei a ultima volta, com aquela sensação de que ainda estava perdendo MUITA coisa. Mas era 16:30 e eu ainda nem tinha almoçado, entao resolvi ir embora.









Saindo de lá fui comer uma pizza (a fatia é o dobro do tamanho da brasileira) e conhecer mais alguns bares, já que seria a última noite. Fui num bar onde as coisas eram caras pra kct e só tomei duas, depois fui para um mais rock'n roll. Aí sim: banheiro imundo, cerveja barata e rock. Já estava me sentindo em casa.
Estava tocando uma banda chamada The Slants, os caras mandavam bem pra caramba. Até gravei a última música e joguei no youtube.
Saindo de lá voltei no lugar da pizza, que tinha deixando no canal AMC, pra assistir a estréia de Breaking Bad em primeira mão... hehehe. Mas o cara não quis aumentar o volume e eu tive que ver sem som. Ainda assim, o episódio me pareceu bem FODA.
Depois, uma saideira e volta pro hostel arrumar a mala para a volta, que seria no dia seguinte. Mais uma jornada interminável, mas a vista de cima de San Diego era muito foda. Ou, como diriam eles, "fucking beautiful". Dava para ver o oceano pacífico banhando o litoral da cidade.
O avião da volta no sentido Dallas-São Paulo era melhor do que na ida. Era maior e tinha aquelas TVs na poltrona da frente que permitiam assistir filmes e séries. Assisti todo o Gigantes de Aço antes de dormir. Achei curioso uma mãe que estava com seus dois filhos, ela falava em português e eles em inglês, conversando numa boa. Muito engraçado.
Finalmente, mais algumas horas de espera em Guarulhos depois, estava em Curitiba. A fria e chuvosa Curitiba em contraste total com San Diego. Mas sosseguem, ainda não acabou. Tenho mais um ou dois posts para fazer...

San Diego Comic Con: Dia 3

Decidi tirar a manhã do terceiro dia para comprar um HD Externo que, segundo me disseram, seria mais barato nos EUA. Indicaram-me uma loja, a Office Depot, onde encontraria o que estava procurando. Dito e feito: 2 HDs de 1TB cada pelo preco de um. Awsome!
Cheguei no evento e voltei a distribuir mais algumas Sequestro. Interessante observar as reações do pessoal. Tinha gente que não queria nem de graça. Ok, ate aí, isso acontece aqui no Brasil também. Mas tinha outros que curtiam um monte. As expressões iam desde um "Cool, man, thanks! I'll check out!" até "I can believe I'm talking with an artist!". Hehehehe. Muito legal.
E no geral, todo mundo era super bem educado e atencioso. Parece óbvio para quem já esteve nos EUA dizer isso, mas essa foi minha primeira viagem para lá, então realmente algumas coisas me impressionaram. Por exemplo, os carros realmente param se você estiver atravessando a rua. Pessoas te cumprimentam na rua mesmo sem te conhecer. E qualquer esbarrão, até se for culpa sua, você logo houve um "sorry". Perdi a conta de quantos "sorry" ouvi nessa viagem. A única exceção foi um cara que veio com um "You have to look to where are you going", mas acho que todo lugar sempre tem que ter um babaca, né?
Enfim, participei do painel da Comixology, o que foi muito interessante para mim, já que eles são hoje a maior distribuidora digital dos EUA. Antes deles estava rolando um painel com os artistas dos anos 70... só a veiarada... hehehe. Entre eles, o Marv Wolfman.





Depois fui almoçar num bar perto do hostel, que também ficava relativamente perto do corpo de bombeiros. E a toda hora você ouvia alguma sirene, aí tive que perguntar pra alguém "Será que tem um incêndio todos os dias nessa cidade?", hehehee. Claro que eles não iam atender apenas incêndios, mas assim como aqui no Brasil, os paramédicos vão socorrer qualquer outra coisa.


Voltei pro hostel para pegar mais revistas antes de voltar para a Comic Con e distribuir um pouco mais. Mais voltas e mais fotos de várias coisas. Uma delas com o Jon Favreau, que foi um pouco sofrida para conseguir:
- Hey, can I have your picture?
- Sorry, man, if I stop every time someone wants a picture...
- Came on, man, I'm from Brasil!
Hehehee. Nisso ele se sensibilizou e acabou tirando uma, embora quase nao tenha parado de andar para fazê-la. Mas valeu.






Nesse dia pude apreciar os estandes com um pouco mais de calma, mas é muita coisa pra ver. Nem que ficasse duas semanas direto acho que não conseguiria ver tudo. É quase como um video game: cada vez que voce passa por um corredor que já passou antes, aparece alguma coisa nova.
E em alguns casos é verdade mesmo. Estandes como "James Bond 50", por exemplo: todo dia tinha algum carro ou acessório diferente. E coisas grandes, conforme vocês podem ver depois. Não só do Bond, mas Orcs do Senhor dos Anéis, o Terminator de Exterminador do Futuro outras coisas desse porte infestavam os estandes.
No mais... trailer de Assassins Creed III, das novas temporadas de Fringe e Walking Dead e comprei uma camiseta com a estampa do Venom que eu queria há tempos... hehehehe.
Já de noite, voltei para o mesmo bar da hora do almoço e acabei conversando com um cara da Nova Zelândia. Papo vai, papo vem, descubro que é um dos caras que trabalhou nos efeitos especiais do Senhor dos Anéis e outras coisas bacanas. Pretty cool, ahn? Isso é outra coisa bacana de lá... você nunca sabe de que parte do mundo são as pessoas que estão no mesmo lugar que você.
Saindo dali, fui num tal de Nerd HQ. Era tipo uma balada... nerd. De tarde tinha uns video games nos quais você podia degustar do novo jogo da Tomb Raider, mas de noite estava rolando tipo uma mega-festa. Entrei para dar uma conferida no local, já que não pagava para entrar. Logo vi os xbox ali, todos livres. Sentei para tentar jogar e logo descobri que não estavam funcionando. Aí fiquei indignado e fui embora... hehehehe.


sábado, 14 de julho de 2012

San Diego Comic Con: Dia 2

Passada a euforia inicial e já sabendo o que esperar nesta sexta-feira, parti para o segundo dia de Comic-Con. No caminho, mais coisas extraordinárias e já uma galera esperando na escadaria pela abertura das portas.



Movimento mais intenso ainda, mesmo antes das portas abrirem para o grande público, o que só aconteceu a partir das 9 e pouco da matina. Aproveitei esse tempo para visitar os estandes, fazer contatos, etc. Meu objetivo principal no evento era entregar a "Sequestro em Três Buracos" (impressa e traduzida especialmente para a Comic Con) para editores e também para o grande público, então, comecei. Também conheci pessoalmente a Jennifer Bremel, da Zenescope, que é super gente fina. Logo mais teremos mais Grimm Fairy Tales para vocês na QD Comics!
Muito bem, no mesmo Hall H onde teve o painel de Expandables 2 no dia anterior iria rolar o painel de The Big Bang Theory e Walking Dead. Fui lá eu, todo pimpão, quase uma hora antes, esperando que isso seria suficiente pra garantir meu lugar, quando me deparo com uma fila QUILOMÉTRICA (literalmente). Sério, era absurdo. Isso aqui é só uma amostra... tirei duas do lugar onde eu estava. Ela ia em frente, fazia a curva (aquelas pessoas do lado direito da primeira foto é a continuação da fila depois da curva) e continuava em frente. Depois do que se vê na foto ela ainda aí por mais uma quadra até chegar NA ENTRADA da fila pro Hall H. Era praticamente uma fila pra entrar na fila, entende?



Já foi naqueles parques de diversões onde tem filas gigantes em todo lugar? Era pior. E se tem coisa que eu detesto é ficar na fila. Mas era Comic-Con e decidi ir para o final.
Quando passou da hora de BBT e a fila mal havia andando, o jeito foi se conformar e esperar que tivesse lugar para Walking Dead. A fila andou até o lugar mostrado na foto 2. Comecei a ter esperança. E nisso veio um cara dizendo que provavelmente não conseguiríamos ver nem Walking Dead nem Game of Thrones, que viria depois. Pensa em mim, aquele sol da Califórnia, eu inteligentemente de camiseta preta, já com as pernas comecando a doer e ouço uma dessa. Bacana, né?
Bem, o jeito entao foi voltar para os estandes. No caminho, foi tirando foto das cosplays gostosas (Não me bata, amor!!!), de mais coisas do evento e do Lou Ferrigno, que estava lá dando autógrafos.





Encontrei o Adam, da Allegory Media, outro parceiraço super gente fina que conheci no último FIQ:

Em algum ponto no meio disso tudo parei para almoçar, mas já não estava mais sentido minhas pernas. Ainda voltei para o hostel para pegar mais algumas Sequestro para entregar para mais algumas pessoas. No retorno, dei mais umas voltas...








Então furei entrei na fila para a Ballroom 20, onde iria acontecer o painel Breaking Bad. Esse eu não podia perder. Entao, duas horas antes, lá estava eu na sala. Minhas pernas agradeceram o descanso. Cheguei no final do painel de mulheres "kick-ass" dos seriados. Nao reconheci todas pois não acompanho esses seriados e filmes de vampiros, mas lá estava a Olivia Dunham de Fringe. Pelo que deu pra perceber, a mais requisitada, a maioria das perguntas iria para ela, que parece ser bem gente boa.


Depois veio Joss Whedon. O cara é uma figura. Se acha um monte.... "I think I am awsome", palavras dele... hehehe. Mas com tudo que o cara fez, acho que qualquer um, né? Foi bem bacana.

Quando acabou, eu consegui um lugar mais a frente para poder ver os atores daquele que é, na minha opinião, o melhor seriado da atualidade e que caminha para sua última temporada.
Comecou com o trailer de estréia. Vemos Mike em rota de colisão com o carro de Walt. Eles quase batem. Mike sai do carro e aponta a arma para Walt. Jesse se põe no meio dos dois. "Se você quer matá-lo, terá que me matar primeiro". Ao que Mike apenas diz "Oh, Jesse..." e puxa o gatilho. Aí vem cenas misturadas com o que vimos na ultima temporada e o que esperar da proxima. E parece que o final será grandioso.






Estavam na mesa: o criador, Vince Gilligan, e os atores que interpretam Walter White e Jesse Pinkman (que entraram vestindo seus trajes de "cozinheiros" ), a esposa Skiller e o filho "Flinn", o capanga durão "Mike" , o cunhado de Walter e agente da DEA Hank (vestido de Xena) e sua esposa Marie.
Todos falaram da evolução de seus personagens, especialmente Bryan Cranston, que revelou sua paixão pelo roteiro: a ideia de transformar uma pessoa boa em uma pessoa má, que pode acontecer com qualquer um. Nas palavras do moderador da mesa: "Poderia acontecer mesmo hoje à noite, com alguém da platéia", hehehe.
E uma das perguntas, claro, foi o que aconteceria se Jesse descobrir o que Walter já fez com ele... a morte da namorada, o envenenamento de Brock. Jesse respondeu que todo mundo já sabe o que aconteceria, já que vimos ele confrontar seu parceiro com arma nas mãos, pronto para matá-lo na última temporada.
Depois Walter brincou com o assunto, dizendo que toda essa reação do envenenamento de uma criança foi exagerada e claro que ele ficou feliz de ver Brock sair ileso. "Claro que precisei testar em algumas crianças antes para chegar na dosagem correta de veneno, mas faz parte."
Ainda tivemos Jesse mandando um ou outro "Bitch!!!"  na mesa, como só ele sabe fazer. E mais uma ou outra piadinha vindo de Mike ou de Hank. Muito, muito, MUITO legal.
Isso encerrou as atividades de sexta e voltei para o hostel, tomei um banho e fui procurar um outro bar. A região onde fiquei é lotada de bares e restaurantes, um do lado do outro. E o tempo estava muito sugestivo para sair e tomar umas. Calor, mas não aquele calor escaldante. E como era verão na Califórnia, o dia começava muito cedo - perto das 6 da manhã - e só anoitecia lá pelas 8. 
Cheguei num lugar que era bem cenário de filmes... aquelas mesas de sinuca, aquele balcão gigante e um karaoke. Até me arrisquei a cantar um "Born to be wild".... hahahaha. Depois fui embora, já começando a pensar em me mudar definitivamente para San Diego...


 
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