quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Assassin's Creed III

O que falar de um dos jogos mais aguardados do ano? Um jogo que prometia batalhas épicas na revolução americana. Que prometia encerrar a história de Desmond Miles em grande estilo. Sendo bem seco e direto: decepção.
É com muito pesar que digo isso, pois durante os cinco jogos da franquia para o xbox, me tornei fã da série, como vocês podem ver aqui. E é uma franquia foda. Os fatos históricos, as sequências de ação, a própria história de Desmond, tudo é muito bem construído. Para não falar nos gráficos, que só melhoraram a cada capítulo.
Mas este último, em especial, não convenceu. Você começa controlando o pai de Connor, nosso protagonista, o que fica claro logo nos primeiros minutos de jogo. Esse início é bem chato e não fica muito claro o objetivo do mesmo. Acho que foi só pra mostrar como a linhagem de Desmond foi parar nos Estados Unidos. A emoção fica por conta do final da sequência (spoiler a seguir), quando é reveleado que o personagem é, diferente do que acreditávamos, um Templário e não um Assassino. Como foi que isso aconteceu - ou seja, como alguém que pertencia a uma linhagem de assassinos virou a casaca - não fica claro em nenhum momento do jogo.
Mas ocorre que este homem se apaixona por uma indígena, o que dá origem ao assassino que mais tarde receberá o nome de Connor. Mas até aí vem uma looonga sequência dele ainda como criança e adolescente, que não leva muito a lugar algum. É importante para entender a trama e as motivações da personagem, mas sério, poderia ser resumido em algumas cinematics e pronto.
Ou seja, o jogo demora para engrenar e mesmo quando engrena, são poucas as sequências realmente empolgantes. Havia muito mais no II, no Brotherhood e até no Revelations. Mas dessa vez você parece que fica fazendo as mesmas missões que não levam muito a algum lugar. Sua participação nas batalhas da libertação da América são mínimas, o que é decepcionante, já que pelos trailers, esperava-se que você fosse tomar uma parte mais ativa na ação.
As grandes novidades se resumem a duas: a movimentação em cenários naturais, como árvores, penhascos, etc. - seja em meio à neve ou em estações mais quentes - e as batalhas de navios, que são BEM legais. Os confrontos com os inimigos também são interessantes, com Connor fazendo uso de sua machadinha, mas de resto, é uma ou outra sequência que lhe empolga. 
Para se ter uma ideia, não tem nenhum confronto no mesmo nível que o de César, no final de Brotherhood. Não há nenhum confronto épico com os inimigos nesse mesmo nível. Eles são, no geral, ou muito fáceis, ou muito chatos, como é o caso da sequência final, em que você tem que perseguir o vilão da história, Charles Lee, de quem estava atrás o jogo inteiro. E quando o alcança, o confronto se da em cinematic, ou seja, você só assiste e não faz mais nada. Tipo... "what the fuck, man?". 
Seria muito mais interessante se o vilão principal fosse o pai de Connor e se houvesse um confronto épico com ele no meio da batalha em 4 de Julho. Mas o jogo passa bem longe disso.
E a decepção maior fica ainda por conta de Desmond, que pra ser sincero, é o que mais me interessava. Achei legal que você até encontra um personagem chamado Daniel Cross - apresentado na hq "Assassin's Creed - A Queda", publicada essa ano pela Panini - um templário que fora infiltrado nos Assassinos e que acaba encontrando seu destino final nesse jogo.
Mas quando finalmente Desmond descobre como abrir a porta que precisava para encontrar o que quer que fosse para impedir a explosão do Sol... bem, basta dizer que o resultado não é nada do que você espera. Nada de grandes maquinações, nada de confrontos históricos, só mais falação e falação sem fim. Pra resumir a história - com mais um pouco de spoilers - ele se sacrifica para salvar o mundo.
Tá, mas e aí? Toda essa preparação para tornar Desmond um assassino só pra ele morrer no final? Sem confronto final com os Templários? Só isso e pronto? Tipo, de novo..."what the fuck, man?". 
Eu sei lá, talvez eu me empolgue um pouco mais com o jogo depois de jogar as missões secundárias e explorar um pouco mais a história, mas por enquanto, digo que fiquei bastante decepcionado. Brotherhood ainda é o melhor.
E sabe, acho uma puta viagem esse negócio de deuses, artefatos do Eden e tudo mais. Isso nem deveria existir na história, deveriam focar no confronto de Assassinos x Templários. No fim das contas, é isso que interessa. Pura e simplesmente.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Spider Jerusalem mode on

Nesse fim de semana fui almoçar num destes templos do mundo moderno, onde famílias quase felizes se entopem com qualquer coisa que venha de uma franquia de logos coloridas e bebem câncer líquido (vulgo coca-cola zero).
Ocorre que sempre esqueço de acessar a nota mental que fiz: "Não vá almoçar no shopping perto do horário de almoço". Só lembro quando já estou lá, uma vez mais vendo mesas lotadas e gente idiota como eu com a bandeja na mão procurando por um lugar para sentar, mas com medo de pedir ao estranho que tem 4 assentos livres em sua mesa que compartilhe um deles.
Mas o que me deixa REALMENTE PUTO é o comportamento de certas pessoas que acabaram sua saudável refeição diária: simplesmente saem da mesa e deixam suas bandejas para trás, como se elas fossem flutuar sozinhas até a lixeira mais próxima.
É claro que esse tipo de filha da puta nem te olha na cara, pois sabe que terá de encarar um olhar de reprovação. PUTA QUE O PARIU, o cara está vendo que tem um monte de gente procurando lugar pra sentar, custa pegar a PORRA da bandeja para liberar espaço pros outros? Mas não, a dondoca está acostumada a ser servida por todos os lados, tem os funcionários do shopping pra isso, afinal não é para esse tipo de coisa que são pagos?
Se esse é seu pensamento, deixa eu te dar a letra: NÃO VAI cair a sua mão se você pegar sua bandeijinha e levar até a lixeira. Assim, a próxima pessoa que for usar sua mesa não precisa se preocupar em limpar o SEU lixo. Não custa nada e você ainda faz uma simples ação que ajuda outra pessoa. Não é legal?
Ah, talvez agora seja o momento em que você diz "mas eu não encontrei minha mesa limpa, eu tive que limpar também". E aí eu te digo: dê o exemplo. Ou você vai contribuir pra que a bola de neve fique cada vez maior?
Tá louco, tem dias que dá vontade de pegar uma metralhadora e descarregar em tudo que você vê pela frente. Se vocês me amassem, se matariam hoje.

Spider Jerusalem mode off.

p.s. - talvez eu deva parar de ler Transmetropolitan...

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Mais algumas fotos da Gibicon

E aqui vão mais algumas fotos, tiradas pelo fotógrafo Felipe Medeiros:


Entrevista pro pessoal da Universidade Positivo

Cumprimentando o Civitelli


Mostrando o álbum pra italianada.

Paixão.

Key Maguire.

César. Falei que o cara tinha trazido o berrante...

...que acabou fazendo sucesso.

Eu e o amigo Anderson Xavier, primeiro dia da feira.

Ricardo Manhães, Anderson, Fabrizio Andriani e eu.

Canário Negro, eu acho. But who cares?

Vampira Lésbica, eu, Canário e Natan.

Isa, nossa vizinha de estande.

Oficina de roteiro. Putz, minha letra é uma merda mesmo.

Quem vê pensa que estou falando algo importante.

Muito boa a turma. Espero que tenham curtido!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Como foi a Gibicon nº 1 - 25/10 a 28/10/12 - Curitiba

A edição passada da Gibicon, por ser uma edição de estréia, já foi muito boa. Havia alguns pontos a melhorar, claro, mas ainda assim, foi sensacional. E o evento deu um "up" muito maior em 2012, em todos os sentidos.
Bom, de cara, dando uma passada de olho na programação, você já percebe que o número de convidados triplicou. Dezenas de convidados internacionais e muitos, MUITOS convidados nacionais. Uma extensão programação de palestras, oficinas e debates e isso era só o começo.
As exposições estavam fantásticas, todas elas. Inclusive fiz o lançamento do Undeadman na abertura da exposição de Cartunistas Curitibanos no Jokers, no dia 23, como uma "Pré-Gibicon". Aliás, para quem era de Curitiba, a Gibicon começou até mais cedo, uma semana antes, quando teve a exposição de Quadrinhos Russos (outra que estava sensacional). Na ocasião tive a oportunidade de conhecer mais o Fabrizio Andriani, organizador do evento (José Aguiar, em 2012, passou "apenas" à curadoria) e o pessoal da produção, que foi feita pela Fuá Produções. No dia estavam presentes apenas Isadora e Luciana, mas no decorrer do evento fui conhecendo os outros protagonistas deste evento fantástico... Analice, Noah, Isabel, Guta... todos gente finíssima!
Mas enfim, o grande diferencial dessa vez foi, sem dúvida, os estandes. Da vez passada não foi possível a produção colocar estandes para aluguel no Memorial, o que ocasionou muitas reclamações, sobretudo dos artistas independentes. Mas desta vez estávamos lá, de forma que o evento caminha cada vez mais para se tornar algo do porte do FIQ.
Pelo que conversei com o pessoal dos outros estandes, a experiência foi bastante similar: quinta, por ser o primeiro dia e estar chovendo, foi o dia mais fraco de movimento, embora tenha rendido até razoavelmente bem. Sexta o movimento aumentou e sábado bombou de vez. O que foi engraçado, porque até às 17 horas (o memorial fechava as 18h) estava praticamente igual a sexta. Nessa última hora bombou um movimento incrível.
O mesmo aconteceu no domingo, que acabou se tornando o segundo melhor dia. Mas o que prejudicou muito foi o horário do Memorial, pois justo quando o pessoal sai do trabalho, por volta das 18 horas, estávamos fechando. Com certeza essa foi uma das maiores reclamações dos estandistas e um ponto a ser visto para a próxima edição.
Tirando nosso estande (que dividi com o André Caliman), participamos, como convidados, de várias coisas. O André deu uma oficina de desenhos, eu dei uma oficina de roteiros e participamos de um debate sobre os rumos do quadrinho curitibano, além de nossas respectivas sessões de autógrafos.
Claro, como não poderia deixar de ser, teve muita festa, cerveja com os amigos, revendo velhos parceiros e conhecendo novos... como um grande evento tem que ser! Foi tudo muito exaustivo. Pense que desde quarta-feira acordava cedo e ia dormir tarde todos os dias direto até domingo. A gente meio que faz isso todo dia pra ir trabalhar, mas num evento é diferente, é correria pra lá e pra cá a toda hora, aí sai de lá, vem pra casa, volta pra lá pra encontrar o pessoal, fica até altas horas e por aí vai. Na segunda eu estava destruído, mas valeu muito a pena.
E agora fiquem com algumas fotinhos!

Eu e César, uma figuraça. O cara tinha até um berrante que levou lá e começou a tocar.


Montagem do Estande
Estande montado.

Testeira.

Movimento

Autor e obra.

Estandes, pela ordem: Quadrinhópole, Vampira Lésbica, Dependentes, Petisco e Quadrinhos Independentes (que não aparece na foto)

Debate com Marcelo Oliveira (UCM Comics), eu, Yuri Al'Hanati (mediador), André Caliman, André Ducci e Pablo Meyer.

O tal do debate sobre quadrinhos curitibanos acabou virando um debate sobre mercado nacional...

Sessão de autógrafos com Gian Danton, que finalmente conheci pessoalmente. Gente boníssima!

André e a Vampira Lésbica.

Leonardo Melo

André Caliman
Essa dupla tem história...

Pessoal da produção. Todo mundo gente fina! Tão de parabéns!!!

E um último brinde...

Finale.

É claro, ainda há coisas a serem amadurecidas, mas é um processo evolutivo. No final a produção decidiu tornar a Gibicon bienal, o que faz muito sentido, assim não concorre com o FIQ, já que o festival de BH ocorre na mesma época do ano.
Parabéns novamente a todo mundo que tornou possível a realização do evento. E que venha a GIBICOPA de 2014!!!

p.s. - crédito das fotos pela Assessoria de Imprensa da Gibicon.

 
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